Um ano depois… No Google

Essa semana, dia 29 para ser mais específico, fez um ano que comecei a trabalhar no Google. Eu e Thaisa já contamos algumas histórias da empresa por aqui, mas deixem-me reforçar: não consigo imaginar um lugar melhor para se trabalhar. Não estou falando só do café da manhã/almoço/jantar, das mini-cozinhas com comida e bebida grátis, dos monitores de 30 polegadas, dos MacBook Pros dados aos engenheiros, de todos os excelentes benefícios (plano de saúde, dentista, visão), do horário completamente flexível, do escritório incrível com video-games e sala de jogos, cadeiras de massagem e vista linda da cidade (as janelas da minha sala dão de frente para o Empire State Building).

Uma coisa que eu acho incrível no Google, incrível mesmo, é o nível de abertura e de liberdade na empresa – open e freedom são as palavras mais importantes do dicionário Googler. Abertura não só com seus usuários (http://code.google.com/android/ e http://code.google.com/chromium/ são bons exemplos), mas no próprio funcionamento interno da empresa. As decisões da empresa são sempre discutidas em fórum público com os funcionários, antes ou depois de serem tomadas. Existe liberdade total para os funcionários discordarem das decisões e proporem melhores soluções. O nosso “presidente” Eric Schmidt sempre dá uma palestra trimestral (as coisas aqui são medidas a cada quarto de ano) dando uma visão geral de como está o funcionamento da empresa em suas várias áreas (tanto de engenharia quanto de vendas), como está nossa situação financeira e a visão dele de acontecimentos recentes (crise financeira, Microsoft x Yahoo!, etc).

Não é o almoço grátis nem a massagem no escritório que fazem o Google o que ele é hoje, mas sim essa cultura incrível de liberdade dentro da empresa e com nossos usuários. E, claro, não só eu que vejo isso – existem vários grupos internos dedicados a manter essa cultura que, até onde eu vejo, é um dos ingredientes mais importantes para o sucesso da empresa.