Férias

O blog anda meio parado porque eu estou de férias e Daniel anda mto ocupado. Ano que vem, quando voltarmos para casa, vai ser mais fácil manter a continuidade do blog. Quando der, prometo que postaremos durante as férias, mas… não esperem! :)

BJU!

Aplicando pra pós-graduação em uma universidade nos EUA

Semanas depois, retomo um assunto importante (ao menos para nós dois).

Dois dias antes de viajar, acabei o meu longo processo de aplicação para pós em universidades daqui. Se vc pensa em fazer uma pós aqui nos EUA, pode ter certeza de que o processo é longo e cansativo. Talvez o processo em si não seja longo e cansativo, mas a combinação (aplicação + estresse em aplicar + ansiedade de saber se vai passar ou não) torna o processo estressante. Sacou? :D  

Mais ou menos passo a passo do que eu fiz:

O primeiro passo é óbvio: com bastante antecedência, pesquise as univerisdades em regiões que te interessam. Depois, nessas universidades, pesquise programas interessantes. Não há um número adequado de programas para aplicar. Se vc encontrar muitos programas interessantes, aplique para todos, mas leve em conta que as aplicações são pagas (cerca de $70 a $100 por aplicação).

O passo dois é ler com muita calma os pré-requisitos. As aplicações para mestrado e doutorado são quase iguais. A única diferença que encontrei foi que para o doutorado, eles pedem o GRE. Bom, identificados os documentos que vc precisa ter, inicie o processo. De modo geral, os documentos são os seguintes:

  1. Histórico original e traduzido. O número varia de acordo com cada universidade. No site tem, mas vale a pena ligar e confirmar quantos originais e quantos traduzidos;
  2. Cartas de recomendação originais e traduzidas. Cada programa diz o número de cartas necessárias. Ouvi falar que não é bom enviar mais do que eles pedem;
  3. Currículo;
  4. Redação (personal statement): tipo o memorial, que tem no Brasil;
  5. TOEFL: em geral, eles pedem uma pontuação mínima;
  6. GRE: normalmente, pré-requisito para o doutorado. Pode ter pontuação mínima ou não;
  7. Avaliação do histórico: esse apenas uma das universidades pediu – uma outra disse “não precisa, mas ajuda”. Se ajuda… melhor enviar, né?

Meu passo seguinte foi solicitar os históricos e as cartas de recomendação.

Passo 4: estudar para o TOEFL.

Nota do TOEFL atingida, passo 5: estudar para o GRE.

Nota do GRE atingida, passo 6: solicitar as traduções dos documentos.

Passo 7: solicitar a avaliação do currículo. Algumas empresas fazem, mas eu fiz na que uma das univerisdades recomendou – WES. Vc precisa pedir que a sua universidade envie seu histórico diretamente para a empresa, com um formulário que vc preenche servindo como  ”capa”. Além disso, vc deve enviar seu histórico traduzido e seu diploma (cópia e tradução).

Passo 8: escrever o currículo.

Passo 9: escrever as redações (personal statement). Não aconselho usar a mesma redação para várias universidades, pq cada uma tem seu programa, então é bom dar uma leve direcionada para o programa. Nesse passo um livro que ajudou a entender o que as universidades querem (nada de inesperado, mas é bom revisar) foi o Graduate Admission Essays.

Passo 10: Confirme a liste de documentos e vá organizando nos envelopes. A maioria das universidades hoje em dia prefere a aplicação on line, mas de todo modo, suas traduções e o histórico precisam ser enviados pelo correio.

Ah, lembrem de enviar os documentos com bastante antecedência. Também, além da taxa de aplicação, vc precisa pagar o TOEFL (cerca de $150), GRE (~$150), traduções (~$0,30/palavra), avaliação do histórico (~$200)… Aconselho que vc compre livros que te ajudem ao longo do processo: nós compramos o livro e flashcards da Kaplan para o TOEFL, o livro da Kaplan, o livro da Princeton Review e flashcards da Kaplan para o GRE e o livro sobre a redação. Todos esses livros tocam um pouco sobre o processo geral de aplicação, com dicas de quais universidades escolher, o que procurar nelas, etc.

Aplicação pronta e enviada? Agora é ficar como nós… na torcida… :)

Houses of the Holy

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As casas sagradas, Led Zeppelin

O quê? Houses of the Holy, quinto disco do Led Zeppelin

Quando? Caminhando na rua de manhã bem cedinho, com o céu limpo e o sol nascendo, sem pressa, sem rumo. The Rain Song faz tudo ficar poético: as pessoas andando na rua indo ao trabalho, os adolescentes indo para a escola em grupos, a senhora tomando seu café. Bônus se a temperatura na rua estiver em torno de -3C, quando você consegue sentir suas pernas começando a formigar com o vento frio. Over the Hills and Far Away não faz nem um pouco feio na sequência; seu começo lírico rapidamente desanda para um rock and roll bacana:

Many times I’ve gazed along the open road.
Many times I’ve wondered how much there is to know.

A faixa seguinte (The Crunge) na minha opinião destoa com o resto do álbum. Pulemos rapidamente, pois o resto do disco é incrível! Como diria uma crítica que li por aí, é o Led Zeppelin na época em que achavam (corretamente) que podiam fazer qualquer coisa. Eles vão de um straight rock (Dancing Days) passando por experimentações meio psicodélicas (No Quarter), reggae (D’yer Mak’er) e acertando em cheio quando partem de vez para (re-)inventar o hard rock, como em The Ocean.

Oh, so good!

Em resumo, esse álbum é pau. Pule a quarta faixa e se delicie com a banda que é praticamente a definição de Rock and Roll. E se preparem pra ver mais discos do Led Zeppelin por aqui, estou numa fase de redescoberta do so called rock clássico.