… eu podia estar roubando, me prostituindo… mas não… eu estou aqui, pedindo uma ajuda…
Eu não quero dirigir. Ponto final. Não adianta vir com blábláblá, como Daniel, que acabou de passar 45 minutos tentando me convencer a dirigir. Eu não quero. E sim, eu sou uma mulher moderna, bem adaptada ao século XXI. Tem mulher que sabe dirigir e não usa internet. Outras, não usam celular… bom, eu escolhi usar bem o computador, ser expert no meu celular… e não dirigir. Qualéopó?
Não acho que não dirigir me faz menos mulher ou menos moderna, ou mais dependente. Táxis estão aí pra isso mesmo, ou não é? Eu ando a pé, de ônibus, de táxi… sem problemas. Ter um carro não significa independência, ué. Se eu dependo financeiramente do meu marido – e não me envergonho – por que depender dele para andar de carro me faria uma pessoa menor?
Carros são caros, poluem, dão problemas, precisam de manutenção e atenção. A maioria das mulheres que conheço têm carro apenas para dirigir. Não sabem nada de revisão e talecousa. Quem faz essa parte são os maridos/namorados. Dependência, não é? Aí elas são consideradas independentes (mais independentes que eu) porque podem pegar seus carros e irem pro salão ou pro trabalho? Bom, eu posso… faço isso de metrô, muito obrigada.
Eu não dirijo e não tenho vontade de dirigir. Vou aprender? Talvez. Se o fizer, saibam que será contra a minha vontade. Eu não dirijo e estou vivendo… tem gente que dirige e está morrendo…
E não me venham com xurumelas!