Chelsea – comida, arte e a comunidade gay

Propagandas para o público homossexual

Apesar do Stonewall Riot ter acontecido no Greenwich Village (onde fica o bar Stonewall Inn), Chelsea é tido como o bairro gay (gayborhood?) de NYC. Achamos NY uma cidade gay-friendly – especialmente em Chelsea você se depara com essa realidade. Não sabemos de onde vem a história, mas aparentemente foi o bairro escolhido por vários casais gays para morar. E é isso que você encontra: casais gays andando de mãos dadas, abraços e beijos nas ruas – tudo que casais heterossexuais fazem em qualquer outro lugar. Aqui é normal então, se você é contra, recomendo que tente abrir sua cabeça ou então realmente evite Chelsea. Não que você não vá encontrar em outros cantos da cidade mas, como falamos, aqui a proporção é bem maior. Inclusive, várias propagandas em ponto de ônibus/telefone público são voltadas a comunidade gay.

Bandeira do orgulho gay

Isso faz com que vários restaurantes, lojas, cafés, galerias etc., exibam a bandeira do orgulho gay, o que não significa que são estabelecimentos gays: são locais que apoiam o movimento pelos direitos iguais. Talvez Chelsea seja até um bom bairro para conhecer um pouco mais sobre o homossexualismo – andar pelas ruas e ver que, diferente do que alguns imaginam por aí, as pessoas são absolutamente normais, dignas, e querem apenas viver suas vidas, assim como você e eu.

Bandeira do orgulho gay

Chelsea tem ótimos restaurantes, bares e cafés que valem a pena conhecer, além de várias galerias de arte. Nós recomendamos o Chelsea Market, na 9a avenida entre as ruas 15 a 16, onde você pode (deve!) tomar um café no Ninth Street Espresso, que nós consideramos um dos melhores cafés de NY. Fique atento porque: 0) eles só aceitam cash; 1) nos referimos a cappuccinos; 2) cappuccino aqui não tem canela nem chocolate; 3) a xícara (ou copo) é pequena, leva 3 doses de espresso e te deixa ligado o resto do dia. Para acompanhar o café, passe na Amy’s Bread e compre qualquer coisa – tudo lá é bom, os sanduíches são fantásticos e o sticky bun é divino (porém gigante). Aproveite e estique a visita até o almoço ou jantar e coma no Green Table, que serve comida orgânica e local: o hamburguer, o chicken/beef pot pie e o beef bourguignon são ótimos. Prove também a cerveja Allagash. Pratos de $15 a $20 por pessoa. Vá ao Chelsea Thai para algo mais barato (as porções são bem grandes… então, sugiro que divida um prato com alguém e guarde espaço para um café e uma sobremesa). De sobremesa, além das delícias da Amy’s bread, você pode se deliciar com um brownie fora-do-comum da Fat Witch (mas se você for entre as 5 e 7 da tarde/noite, o brownie custa metade do preço!), cookies ou cupcakes da Eleni’s (nunca comemos), sorvetes da L’Arte del Gelato ou chocolates ou cookies do Jacques Torres (caros, mas você pode comprar um e curtir…). Além das comidas, o Market tem uma loja de vinhos super boa, uma livraria, uma loja de coisas para cozinha e uma loja de roupas, a Anthropologie. As demais lojas nós não conhecemos/nunca entramos/nunca comemos, mas vale a pena passear por lá. O famoso restaurante japonês do Iron Chef Morimoto também fica lá.

Outros lugares legais por Chelsea são:

  • Chelsea Brewing Company: uma cervejaria que fica no Chelsea Pier, na 11a avenida na altura da rua 20;
  • Highline: é um parque suspenso, feito em antigas linhas de trem. Interessante. Tem alguns lugares para sentar e se bronzear (como vários nova-iorquinos fazem…), legal também para fazer picnics em dias de clima agradável;
  • Café Grumpy: esse lugar é um segredo. O café é bem gostoso, e, diferente do Ninth Street, eles servem café normal, espresso, cappuccino, etc. Um dos lances desse lugar, é que eles servem um café de $10 (ou $12, não lembro), que é tido como O café de NY. Um café normal, em deli, custa cerca de $1. No Starbucks, $2. Aqui, $10/$12. Se vale a pena nós não sabeoms, já que eu nunca provamos, mas iremos em breve ((re)fazemos aqui o convite para quem quiser ir conosco). Ele fica na rua 20, entre a 7a e 8a avenidas. O pulo do gato desse café é que ele não tem identificação/placa na entrada. Eu já tomei o cappuccino de lá e só achei porque eu tinha decorado a fachada da loja. Você pode levar o número do lugar. Vai fazer o mesmo efeito… :) ;
  • Joe: nós citamos o Joe aqui, pela loja que fica na rua 13 entre a 5a avenida e a University place. Outra loja fica na rua 23, quase na esquina da 9a avenida (eles tem outras lojas espalhadas pela cidade. Cheque no site). É também um café bem gostoso mas, novamente, só tomamos o cappuccino.
  • Co.:  esse lugar tem pizzas bem gostosas, mas é sempre cheio… A ênfase aqui é na massa da pizza, já que o dono/chef/criador é dono de uma famosa padaria aqui em NYC.
  • Apple Store: fica na rua 14 com a avenida 9, pertinho do Chelsea Market. Três andares de produtos da Apple.
  • WestSide Market: nós gostamos muito desse mercado. É um mercadinho cheio de coisas deliciosas, queijos, molhos, comidas prontas… se estiver passeando por perto, de uma passadinha e leve algo para comer em casa/no hotel. Fica na 7a avenida, entre as ruas 14 a 15.

Agora vocês já sabem onde nos encontrar :) .

Andando de ski (lift)

Não, eu não andei de esqui, até porque é verão e eu não teria como esquiar aqui nem que quisesse. Mas, pela primeira vez em minha vida, andei naquele carrinho que te leva para o alto da montanha (quando vc anda de esqui): o ski lift.

ski lift

Como diabos isso aconteceu? Bem, hoje foi o picnic do Google, que aconteceu num resort de esqui. Foi super legal, mas não estou aqui para falar dele, e sim do carrinho de esqui.

Vocês já devem ter visto mil vezes em filmes (ou andaram, mas lembrem-se de que foi minha primeira vez), mas é mais esquisito do que parece. Não é difícil. É esquisito. Pois bem, os carrinhos (as cadeirinhas, na verdade) ficam vindo e você… bem, você se prepara. Se prepara mesmo, porque elas não param! Quando Daniel me disse eu passei 15 segundos para processar. Como é? Isso mesmo, amigos e amigas da rede globo. O diabo da cadeira não para. Então, é aquela preparação! Você começa a ficar satisfeito que tenham pessoas na sua frente, assim você consegue observar e aprender (?). Opa, menos 2, mas eles pareciam ter experiência… não contam. Hum, agora esses foram meio sem jeito… como é? Tem treinamento? Argh, chegou sua vez! Como era de se esperar, a fila estava absolutamente parada até o momento que você descobriu que a cadeira não iria esperar por você. Depois disso, são 5 cadeiras ocupadas por segundo. Então, chegou sua vez! O segredo é posicionar, sentar e segurar (na cadeira, pra não cair). Posiciona! Puxa a bolsa! Segura as havaianas! Lá veeeeeemmmmmmmm… sentasegurapronto! Foi! Yay! Agora estou lá curtindo a vista, quando a havaiana dá uma balançada. E lá fomos, tentando prender as havaianinhas (legítimas!)… ok, tamo chegando ao topo. “E então, Daniel, como desce?” Hum-rum. Desce do mesmo modo que subiu, ué. Agora a cadeira deve seguir sem o seu corpo. Estamos chegando e o cara já grita de lá “desçam e corram o mais rápido possível”. Como é que é???? E lá você se prepara em 3 segundos, põe os pés no chão (de havaianas, lógico) e sai correndo. Mas tem que correr pra esquerda! E muito, porque Daniel, que estava a minha direita, tem que chegar à esquerda também. Ok… lá vai… preparação… chãohavaianacorrevrum…

Gente, sério! Custa parar esse negócio? Fiquei imaginando o que deve acontecer quando as pessoas estão com seus esquis…

Union Square

Union SquareA Union Square é uma praça muito legal de NY. Na altura da rua 14 e Broadway, está normalmente bem cheia. Algumas vezes por semana (segundas, quartas, sextas e sábados, acho), acontece uma feira na praça, onde você pode comprar frutas, verduras, cookies, pães, bolos, leite, beijos, etc etc etc, fresquinhos, recém colhidos/feitos por produtores locais. Vale a pena prestigiar e aproveitar. Se estiver pelas redondezas, aproveite para fazer um lanche por lá: compre algo e sente nos bancos da praça. Aliás, acho que isso é uma coisa bem nova-iorquina. É super comum ver as pessoas almoçando nas praças (nos dias bons, claro). À noite a Union Square fica cheia de adolescentes com seus skates, patins, ipod, bonés e tênis coloridos, que se reúnem para qualquer coisa: podem ficar apenas conversando ou dançando ao som de seus ipods individuais.

Fachada da H&MEu gosto muito de ir a Union Square porque a estação de metrô tem várias linhas e tem muito o que se fazer por perto. Na 5a avenida, por exemplo, na mesma altura, você encontra várias lojas de roupa, como a Banana Republic, Gap, Anthropology, H&M, Michael Kors, Zara, J. Crew, etc etc etc. Na Union Square mesmo você encontra a Barnes & Noble, uma livraria gigante, a Sephora, uma rede de lojas de maquiagem, cafés, lojas como a Puma e a Diesel, além de um cinema pertinho e o café Max Brenner, que na verdade vende chocolates deliciosos! Para quem gosta de café, recomendo o Joe – the art of coffee, que fica na rua 13. Para um lanche, se não tiver a feira, o Pret-a-Manger, na Union Square. Para um sanduíche, o GoodBurger na Broadway, entre as ruas 17 e 18.

Além disso tudo, na Union Square fica a Whole Foods, rede de supermercado de comida orgânicas. É um pouco caro, mas vale a visita. Eles também tem um café e servem almoço dentro do próprio supermercado (buffet). Pode ser uma opção para quem quer algo vegan, macrobiótico ou natural.

Obesidade nos EUA

Não sei se já falei sobre isso aqui, então, talvez seja um post repetido. Paciência. Talvez a idade (ou a leseira) esteja chegando mais rápido do que eu imagino…

O problema da obesidade aqui nos EUA é real e assustador. Sei que isso está em todos os jornais e todo mundo está carece de saber. Mas, vale repetir: obesidade aqui é um gravíssimo problema público de saúde! Nós temos obesidade no Brasil e eu tenho certeza que você está pensando: grande coisa, tem obeso em todo canto. Em parte, você está certo. Mas, se você não teve a oportunidade de vir aos EUA, eu acredito que você não tem noção do problema. O que nós consideramos obesidade no Brasil, aqui você passa a considerar sobrepeso. Peloamor, não estou falando isso cientificamente, ok? É visualmente! Obesidade é obesidade em qualquer canto. Estou me referindo a nossa referência visual do que é obeso, sobrepeso, normal, etc. O número de obesos aqui é muito grande e eles são, em grande parte, morbidamente obesos. Obesidade mórbida no Brasil é, comparativamente, raro! Aqui, é dia-a-dia.

Propaganda nos EUANão vou filosofar sobre as causas dessa situação que chega até a ser constrangedora aqui. Só quero dar um exemplo do que acontece… estava lendo meus readers ontem e esses foram os ads que apareceram. E aqui, isso está mesmo lado a lado: propagandas de comidas, as chamadas Western foods (ou seja, refrigerante, fast-food e comida semi-pronta), e propagandas de remédios, dvds, livros para emagrecer. Na verdade, essa primeira foto não é de propaganda de comidas: é o ad de um site com descontos (você cadastra seu email e recebe descontos para cantos diversos diariamente). Mas, pra que essa foto? É só uma amostra do que chama atenção das pessoas aqui (bem, chamou a minha… mas eu não gosto de donuts).

Corrida de roupa íntima

NY tem umas coisas muito curiosas. Ontem aconteceu a Jamaican Underwear Run no Central Park, que nada mais é do que a “corrida jamaicana de calcinha, sutiã e cueca” (certos nomes ficam muito melhor quando não são traduzidos, né?). Se não me engano, essa foi a segunda corrida, que acontece(rá) todo ano, na sexta-feira que precede o Triatlo de NY. É uma corrida curta, de 1.7 milhas (2.7 km) e que não tem nada demais, nada de especial… bom, a não ser o fato de que os participantes correm de roupa íntima!

Jamaican Underwear Run 2010Podem falar o que quiserem, mas eu achei super legal! Estou (estamos?) cansada(os?) de viver num mundo em que a forma física é essencial. Deixou de ser legal a muito tempo… e agora, não basta ser magra. Tem que ser magra, definida, com abdome tanquinho, bumbum durinho, etc etc etc. É muita pressão! E por mais que a gente diga que não liga, é mentira. Na hora de colocar um vestido que fica mais colado, a autoestima vai por água abaixo, andar abaixo, rua, ladeira, cidade, e não volta por 3 semanas. Atividade física, comer bem, tudo ajuda, mas é lento, e não vendo os resultados, perdemos o estímulo, o incentivo. Bom, deixando de filosofar, que esse não é o ponto. O ponto é que, numa cidade como NY, em que aparência é tudo, as pessoas perdem a vergonha e encaram uma corrida de quase 3km de calcinha e sutiã. Não me venham os puritanos dizer que isso é pouca-vergonha, desnecessário (ou causa nojo?). Acho que é uma forma simples e divertida de deixarmos de lado, nem que por 1 hora, o nosso padrão de beleza e nossa preocupação com aparência. E correr, pelo simples prazer de correr.

Go Topless Portest 2009Na mesma linha (já tô imaginando o tipo de comentário que vou receber por aqui…), acontece o National Go Topless Protest. Como vocês podem imaginar, é um protesto para que as mulheres tenham o mesmo direito que os homens de andar sem camisa. Não sei examente minha opinião sobre isso, por isso não quero polemizar. Estou passando informação apenas porque, como no Underwear Run, achei uma coisa curiosa. Se você gostaria de partipar, se informe aqui. Esse ano, a passeata acontecerá no dia 22 de agosto, acho que também no Central Park.

Estou planejando ir na Underwear Run do ano que vem. Quem sabe? O Go Topless…. é mais arrojado. Não acho que estou nova-iorquina o suficiente para encarar. Alguém se habilita? :)

Isso é Brasil…

Quantas vezes você já ouviu essa frase ou sua equivalente “Só no Brasil mesmo”? Pois é, eu canso de ouvir isso diariamente, e a cada dia que passa, um dia a mais que estou fora do Brasil, vejo o quanto isso é injusto. Muita gente tem a ilusão de que apenas no Brasil certas coisas acontecem e/ou que fora do Brasil tudo é melhor. Não é exatamente assim…

Vejam bem, eu adoro morar aqui! E esse post não tem, de maneira alguma, a intenção de denegrir a imagem dos EUA. É apenas para mostrar que nem tudo é lindo como nós imaginamos do Brasil. Que nem tudo é como os filmes mostram e que os filmes não mostram tudo. São apenas algunns comentários sobre NY, NJ ou sobre os EUA, em geral.

Começo falando do cheiro da cidade. Isso é uma questão interessante, porque ninguém comenta! Ninguém havia me dito isso e eu não havia dito isso a ninguém. Mas, algumas partes de NY fedem. E muito. Não me refiro a cheiro desagradável temporário, como quando sai uma fumaça terrível dos bueiros da cidade, parecendo esgoto vaporizado. Estou me referindo a um cheiro constante, ou melhor, mau-cheiro constante, de bairros nobres de NY. Estranho, né? Chelsea é um bairro de NY na altura de onde Daniel trabalha, então passeamos muito por lá. É um bairro meio residencial, cheio de prédios bonitinhos, condos (casinhas típicas de NY de 2 ou 3 andares…) coloridos… é super interessante. Mas, por incrível que pareça, eu odeio andar por lá. As calçadas fedem terrivelmente a cocô e xixi de cachorro (cá estou usando palavras de baixo calão… tsk, tsk, tsk). É uma coisa terrível! Nojenta mesmo. Vera, minha sogra, comentou no blog dela que uma coisa típica de nova-iorquinos é andar com um copo de café na mão, e isso é verdade. Mas, eu não consigo tomar um gole de água sequer nas ruas de Chelsea, por conta desse cheiro.

Limpe!

E vocês podem perguntar: por que especificamente nesse bairro é assim? Eu não sei. Acredito que porque é um bairro bem residencial em que a maioria dos apartamentos permite animais de estimação. E todo mundo aqui tem um! A maioria são cachorrinhos, lindos, fofos, que muitas vezes andam no colo de seus donos. Mas, diferente do Brasil (ou Natal?), onde ensinamos nossos cachorros a fazer suas necessidades no quintal ou no jornal, se mora em apartamento, aqui os animais são ensinados a fazer na rua. Por mais que os donos sejam obrigados a recolher a sujeira de seu cachorro e colocar no lixo, a meleca fica! Alguém já disse isso a essas pessoas? Quando eu tinha cachorro, ele vez ou outra tinha diarréia. E aí, amigos, lascou-se. Se a desgraça acontecia antes do coitado correr pro quintal, lá íamos nós, cobrir com areia, secar, blablablá e limpar. Minha casa não cheirava a cachorro! Muito menos a suas necessidades. Aqui isso não acontece. Sujou a rua? Paciência. Ainda dê-se por satisfeito se o dono limpa (você pode ser multado, mas, pasmem!, muitos  não limpam!).

Saquinhos pendurados... legal, hein?Além de Chelsea, o West Village também tem partes fedidas. Não por inteiro, como Chelsea, mas bastante (provavlemente porque o West Village tem mais restaurantes, o que diminui o número de residentes com cachorros. E eu acredito que se o dono do restaurante é dono do prédio, ele também não permite animais). Não me entendam mal! Não sou contra animais! Sou contra o cheiro das ruas… Será que alguém poderia inventar um spray que acabasse com o cheiro? E que os donos de animais fossem obrigados a usar? Porque, mesmo que o cocô não esteja na rua, o xixi fica no chão! Geeeeeente, peloamor… fede, gente. Fede! E, por sinal, quando limpar, jogue no lixo! Não pendure, não deixe o saco no chão. Lixo. Enfim, meu conselho para quem vem: ao andar por certos bairros, prete atenção no chão!

Será que eu deveria finalizar esse post com um “Isso é NY…”?

Restaurant Week

Se não estou enganada, a Restaurant Week (Semana de Restaurantes) de NY acontece 2 vezes por ano: no verão e no outono/inverno. Não sei exatamente as datas, mas está acontecendo uma agora. Durante os dias 12 a 25 de julho (deveria ser “weeks”, mas…) quase 300 restaurantes da cidade oferecem um cardápio com preço fixo para o almoço e/ou jantar (várias outras cidades do mundo vêm fazendo a mesma coisa, inclusive São Paulo). Não sei como funciona nos outros cantos, mas aqui você precisa reservar com certa antecedência, já que dentre os restaurantes, sempre existem os $$$$ participando, e todo mundo quer provar a comida daquele chef famoso por um precinho melhor. O almoço custa $24.07 e o jantar, $35 por pessoa e o preço inclui uma entrada, prato principal e sobremesa. Os cardápios são pequenos (em geral, 3 opções para cada prato) e as porções também. A idéia não é comer muito por um preço razoável, mas dar a chance de conhecer um restaurante novo por um preço razoável. Se você gostar muito da comida, você um dia volta, pagando o preço todo. Se não, não perdeu tanto assim.

Vocês podem pegar informações no site. Se está vindo pra NY em outra época, guarde o endereço e, quando estiver mais perto de sua viagem, procure. Quem sabe você dá sorte?

Bom, reservamos vários restaurantes e hoje fomos nos 2 primeiros: no Morimoto (reviews aqui) pro almoço e no One if by land, two if by sea pro jantar (reviews aqui). O Morimoto é o restaurante do Iron Chef japonês Morimoto :D , famoso nos EUA. Como vocês podem imaginar, é um restaurante de comida japonesa e nos arriscamos nos sushis. Não somos lá grandes fã de sushi ou sashimi, mas, se tínhamos que tentar comer, uma boa idéia é provar os de um dos melhores restaurantes da cidade né? Enfim… eram bons, os melhores que já comi, mas não nos convenceram. Não nos converteram. Nossa conclusão foi de que se não gostamos aqui, podemos parar de tentar… Mas, pagamos $24.07 por pessoa, mais bebidas, impostos e gorgeta. Mas checamos o cardápio normal e vimos que são razoáveis. Não é um restaurante para se ir com frequência (não para nosso padrão), mas não é nada absurdo. Se você está vindo passear e é fã de comida japonesa, tente almoçar lá. Acho que os pratos principais variavam de $20 a $40. O jantar deve ser mais caro…

O One if by land é considerado um dos restaurantes mais românticos da cidade, e isso é verdade. O ambiente é super romântico, com paredes vermelho-escuro, luz de velas e piano ao fundo. Super romântico mesmo! No cardápio normal, eles oferecem um jantar com 5 pratos e harmonização de vinhos por uns $170 por pessoa ou $80 por 3 pratos (entrada, principal e sobremesa). Nós fomos de $35 pelo restaurante week e… bem… não sei onde estava com a cabeça e pedi um gazpacho de pepino. Na minha cabeça, se eu iria provar gazpacho, que fosse num restaurante bom. Se eu não gostar aqui, não gosto e pronto. Como vocês podem imaginar (e eu podia, só não quis acreditar), era o sabor dos infernos. Exageros a parte, eram pepinos batidos no liquidificador, temperados com pimenta do reino. Ainda consegui engolir 1/2 da porção gigante (claro que a única porção grande tinha que ser do prato ruim, ne?) e o garçon perguntou se estava ruim e se eu queria algo em troca. :/ Daniel pediu uma saladinha de milho com uma linguiça italiana, que estava bom. Não ótimo. Partindo para o principal, Daniel pediu uma carne, bem gostosa (não maravilhosa…) e eu pedi fettucini. Absolutamente normal. Faço igual. Bem, não faço, mas não cobro por isso. Para compensar, as  sobremesas (um cheesecake e uma mousse de gianduia) estavam diviiiiinas!!! Mas nesse lugar, voltaremos, porque eles são famosos pelo Bife Wellington, que somos doidos para comer (maldito Gordon Ramsay, que só fala disso…)

Museus em NY – a missão

New York possui mais de 80 museus espalhados pela cidade, incluindo os cinco boroughs. Mas na verdade, a maioria desses museus fica mesmo em Manhattan e, sendo em Mahattan, são de fácil acesso de metrô. Já falamos aqui de 3 dos 4 maiores museus: MET, MoMA, História Natural e Guggenheim. Abaixo, segue a lista de outros museus da cidade.

Madame Tussauds: também conhecido como Museu de Cera, fica em plena Times Square. O museu abre diariamente, a partir das 10h, e a entrada custa $35/pessoa.

The Jewish Museum: funciona das 11h às 5:45, de sábado à quinta-feira. As entradas custam $12/pessoa, mas, nos sábados, a entrada é gratuita. Esse museu fica na 5a avenidade, no Upper East Side, ao norte do Guggenheim.

South Street Seaport Museum: esse museu fica na margem do East River. De janeiro a março, funciona de sexta à segunda, das 10h às 5h, e de abril a dezembro, abre de terça à domingo, de 10 às 6h. A entrada custa $10.

Ellis Island – Museu do Imigrante

Ellis Island Immigration Museum: a mesma balsa que vai para a ilha da estátua da liberdade vai para esse museu, localizado numa ilha ao lado da ilha da estátua. O ticket para a balsa custa $12/pessoa ou $20 com o audio guide.  A primeira balsa sae de Manhattam as 8h30 da manhã e a última, sai da ilha da estátua às 6:15 e da ilha Ellis às 6:30, diariamente (exceto no dia 25 de dezembro). De acordo com o site, o tempo médio de espera na fila para comprar os passes é de 2h – ou seja, chegue cedo ou compre online.

American Museum of the Moving Image: esse museu fica em Astoria/Queens, e funciona de terça à sexta, das 10 às 3h. A entrada custa $7.

Museum of the City of New York: funciona de terça à domindo, de 10 às 5h. A admissão sugerida é de $10

Museum of Arts and Design: esse museu fica no Columbus Circle, com fácil acesso a várias linhas de metrô. Funciona de quarta à domingo, de 11 às 6 (às 8, nas quintas), e a entrada custa $15.

Children’s Museum of Manhattan: localizado no Upper West Side, o museu da criança funciona de terça à domingo, das 10 às 5 da tarde. Diferente dos demais museus, todas as crianças devem pagar para entrar no museu, e a entrada custa o mesmo para adultos e crianças ($10).

Apto dos Gumpertz no Tenement Museum (tour Getting by)

Tenement Museum: para chegar ao Tenement Museum, que fica no Lower East Side, a estação mais próxima é a Essex St-Delancey St (linhas F, M, J e Z). Esse museu é incrível, super diferente, mas só vale a pena pra quem ao menos entende inglês. O museu é basicamente um prédio na rua Orchard que foi preservado. Para começar, você deve ir na loja do museu (108 Orchard Street) e comprar sua entrada ($20) para o tour que você quer (7 tours diferentes, que duram de 1h a 2h – nós vimos o Getting by). Na hora do seu tour, um guia vai falando da vida da família (se eu nao me engano, cada tour é a vida de uma ou duas famílias), o que os levou até aquele apartamento, o que eles faziam, como era a vida naquela época, o que aconteceu com eles, coisas assim. É um museu muito legal pra quem gosta de história das pessoas comuns, o que elas faziam? Como viviam? É meio caro pelo tempo e você ainda não pode tirar fotos ou tocar nas paredes, móveis… mas é interessante. Eu recomendo. Os tours começam às 10:30 da manhã (o último começa às 5:00 da tarde). Vale a pena escolher o tour no site, com antecedência.

Merchant’s House Museum: esse é um museu que eu estou doida para visitar. Como já falei, adoro história das pessoas: gosto de ver os móveis, as roupas, tocar nas paredes, etc. Coisa de gente doida? Pode ser, mas… não incomodo ninguém :) . Esse museu é a casa de uma família tradicional de NY que foi preservada por dentro E por fora. A última descendente da família morreu em 1933 e manteve a casa como seus pais haviam deixado – basicamente do mesmo modo que era quando construíram, em 1832. Em 1936 o museu foi aberto ao público, exatamente como havia sido preservado. Parece ser meio que uma máquina do tempo… o porém desse museu é que ele é tido como.. a-han… bem, é tido como o museu mau-assombrado da cidade. Daí, cabe a você. Pelo sim ou pelo não, ainda não fui porque não quero ir sozinha (sim, a lenda é de que os visitantes têm experiências digamos que, sobrenaturais) e Daniel não quer ir comigo – até agora. A recomendação é de que se vc ouvir, vir, sentir algo, chame os funcionários…. e aí? Vai arriscar? Bom, o museu fica na East 4th Street, entre a Lafayette e Bowery (que se transofrma na 4a avenida), pertinho da NYU e da Washington Square. A entrada custa $10 e o museu é aberto de quinta a segunda, das 12 às 5pm.

Clique aqui para ver o mapa com alguns museus de NY.

Museu de História Natural

O Museu de História Natural fica no Upper West Side, de frente para o Central Park, e tem estação de metrô na porta. É o museu ideal pra um dia de chuva, já que vc não precisa pisar na rua. Esse museu é o do filme “Uma noite no museu”. Está sempre cheio de excursões de escolas, com crianças super admiradas com os dinossauros. Por sinal, essa é a parte mais cheia do museu, mas é fantástica. Além dos dinossauros, sugiro visitar também o planetário. Esse é um dos poucos museus da cidade que abre todos os dias (a maioria é fechada nas segundas), das 10h às 5:45. A entrada “sugerida” é de $15, mas vc pode pagar o quanto quiser. Mas, por favor, não pague $1 por 5 pessoas!!!!

Esse é um museu bem legal pra quem curte animais e/ou quem está com crianças. Visitei o museu 3 vezes e, em todas as visitas, noto que 75% dos adultos estão acompanhando crianças. Isso faz com que o museu seja barulhento. O mapa do museu é terrível (passo horas para me achar), mas você pode selecionar o que você tem interesse.

Em geral, eu só recomendo a visita mesmo para crianças e biólogos/veterinários/zootécnicos. MAS, a entrada é tão barata que voc6e não perde nada visitando.

Clique aqui para ver o mapa com alguns museus de NY.

O MoMA

MoMA (The Museum of Modern Art) fica em Midtown, entre a 5a e 6a avenidas, na rua 53. O museu funciona quarta a segunda (é fechado nas terças) das 10:30 às 5:30 (até as 8 da noite nas sextas e, durante o verão, nas quintas)  e a entrada custa $20 (mesmo). (Update com a dica do Renato Thibes: nas sextas, a partir das 4 da tarde, a entrada ‘e de gra’ca)

Apesar de ser um museu mais caro que os demais, é um lugar que super vale a pena visitar. O museu é bem moderno, super clean, e tem exposições maravilhosas. São 6 andares: no 6o andar ficam as exposições temporárias; no 5o e 4o andares, esculturas e pinturas; no 3o andar ficam arquitetura e fotografias; no 2o andar ficam livros, arte contemporânea e mídia; e no térreo fica um jardim lindo. O museu é grande, então o ideal seria visitá-lo em vários dias… como é caro, eu não recomendo. Mesmo pra quem gosta muito de museu, depois de 2 ou 3h andando e parando, não tem quem aguente. Sugiro que você escolha o tipo de arte que mais gosta e vá para esse andar. Eu diria que 2 andares são suficientes. Não vale a pena cansar e visitar os seis andares, porque, no final, você já vai estar cansado e meio aborrecido e o museu vai perder 50% da graça. Planeje poucas exposições e as veja com calma. Saia do museu inteiro e feliz.

Gold Marilyn Monroe - 3o andar

Já falei que o museu é SUPER cheio? Não? Então deixa eu falar: Atenção! Paciência! O museu é muito muito muito cheio. Tem muita gente mal-educada que fica dando “ei, psiu, sai da frente” pra tirar foto do quadro (juro!!! Daniel viu isso ontem quando estávamos lá. E, pra matar de vergonha, era uma brasileira!!! E não tinha “por favor”, era “sai do meio” meeeeesmo). Eu aconselho que você realmente se prepare para a visita, porque inevitavelmente vai ser cansativa. Mas, repito, vale a pena. Simplesmente ignore pessoas assim (Ei psiu?!) e não seja como elas. Não perca tempo tirando foto de todos os quadro/esculturas: você encontra isso na internet, provavlemente com uma qualidade muito melhor do que a que você vai conseguir tirar). Se você viu aquele quadro que você ama, tudo bem… mas, respeite os outros… você não é o único no museu nem pagou mais caro para estar ali.

Ah, pegue o audio guide. Basta deixa um documento com foto (mas eles não aceitam passaporte… leve sua identidade/cartão de crédito com foto) e pegar (com um documento você pode pegar pelo menos 2 audios, talvez até mais,s e estiver em grupo). Existem audios em várias línguas, então é provável que exista em português. Em geral, eles perguntam se você quer em inglês. Se não perguntarem, pergunte você.

O museu tem vários cafés (3, acho), inclusive um no jardim, que funciona apenas no verão. Se você quer ver o museu todo, vale a penas, entre 2 andares, descansar um pouco no jardim, tomando um café, sorvete ou mesmo vinho ou cerveja. Também vale visitar as duas lojas (uma no próprio museu, outra em frente).

Imagem: MoMA