Sobre Daniel

Me formei em computação pela UFRN, fiz pós-graduação na PUC do Rio de Janeiro, moro em Nova York com minha esposa, sou engenheiro de software no Google. A queda de braço entre viver o que sempre sonhei e estar longe da família e dos amigos é constante.

Em defesa do bom e velho cinema

Nossa amiga Ulla escreveu recentemente um post analizando o custo/benefício de ir ao cinema e como existem outras opções mais baratas. Se você não leu o post dela, clica e lê, é bem curtinho, prometo. Eu tinha escrito todo o texto abaixo como comentário no blog dela, mas resolvi compartilhar minha opinião com todos vocês, meus três leitores.

Bom, tenho que dizer que discordo bastante com a análise. Primeiro, comparar o preço do cinema com o percentual do salário mínimo é cruel, especialmente quando você não faz o mesmo com os outros itens. Quem já viu uma família que ganha somente 1 salário mínimo por mês baixando filme da internet ou comprando DVD pirata? Infelizmente, nessa faixa de renda a única opção é a TV. Segundo, que história é essa que você baixa filmes “de graça” na internet? E a assinatura mensal, que deve ser uns R$60? E a energia que você gasta deixando o computador ligado a noite toda baixando? Lá-se vai mais uns R$15. Além de tudo isso, você precisa de “equipamentos” especiais pra assistir um filme do computador na TV, porque ninguém merece assistir filme num monitor de 17” – mais uma graninha que tem que gastar.

Pra mim, nada supera o cinema. Não pela pipoca, ou pelas cadeiras, mas pelo ambiente, a tela, a experiência. Filmes são feitos para serem realmente apreciados na tela de cinema, não em uma TV de 30” numa sala qualquer. Simplesmente não dá pra emular a mágica do cinema na sua poltrona. Sei que é um investimento, mas todo bom entretenimento é – um show custa R$40 e te dá mais ou menos 2 horas de diversão também. Agora, se os cinemas aí não passam nenhum filme bom, nunca, o problema tá mais embaixo… Mude de cidade, ué! :)

Contraste

Como todo mundo sabe, a economia americana está indo pro buraco. Muitas demissões, diminuição abrupta no consumo, muita gente sem conseguir pagar a hipoteca e perdendo suas casas. O governo vêm tentando energizar a economia com seus “pacotes de estímulo” (stimulus package): nosso queridíssimo George W. passou um alguns meses antes de sair da Casa Branca, logo ao começar a crise, e o Obama agora está suando para passar mais um. Esse novo pacote, na quantia módica de USD800 bilhões (ou 800.000.000.000 de dólares) consiste basicamente em obras públicas e investimento em áreas básicas, como saúde e educação.

Uma das maiores dificuldades que o novo governo está encontrando em passar seu novo pacote é, curiosamente, o resultado do pacote anterior. O pacote de Bush foi dirigido ao mercado financeiro: basicamente deu centenas de bilhões de dólares aos bancos (comprando suas dívidas) para que estes pudessem voltar a emprestar dinheiro à população e a economia comecasse a funcionar de novo. O problema é que o dinheiro foi dado incondicionalmente: os bancos, que não são bestas (nem honestos), pegaram o dinheiro e continuaram usando do mesmo jeito que sempre usaram. Nada de emprestar pra população, eles usaram o dinheiro para comprar outros bancos e, o que gerou a maior crítica do povo e da imprensa, para pagar grandes bônus a seus funcionários.

Em suma: bancos que estão recebendo dinheiro público para não falirem estão gastando esse dinheiro com imensos bônus, que em sua maioria vão para os grandes executivos. A indústria financeira gastou em 2008 18 bilhões de dólares somente em bônus para seus funcionários. Embora esse número seja menor que o dos últimos anos, ainda é maior que o de 2005, quando a indústria estava no auge e, mais importante, não estava funcionando movida a dinheiro público. Quando esse número foi revelado, Obama fez duríssimas críticas aos bancos e imediatamente propôs limitar o salário dos executivos em USD500,000 por ano.

Banqueiros acham $500.000 por ano pouco

Banqueiros acham $500.000 por ano pouco

Pois bem, 500 mil doletas por ano (praticamente 10 mil por semana) parece um salário extremamente razoável. Não para os ricos banqueiros de NY. Uma matéria do NY Times de hoje mostra como a classe média-alta nova-iorquina simplesmente não conseguiria viver com módicos 10 mil por semana. Afinal, eles tem:

  • o apartamento de 3 quartos no Upper East Side (uns $20 mil por mês)
  • a casa de campo ($240 mil por ano)
  • a viagem anual de ski e a viagem anual ao Caribe
  • a escola particular e a babá das crianças das crianças
  • personal trainer (3x por semana, uns $12 mil por ano)
  • os vestidos das festas de gala (3 ou 4 por ano, uns $12 mil cada)
  • os impostos, que esse governo democrata faz questão que eles paguem (não imagino porque)
  • vários outros gastos fundamentais e sem os quais, não conseguiriam viver.

Simplesmente não dá gente! Uma dondoca chega a afirmar: “se ganhassemos 500 mil por ano, teríamos que vender imediatamente a casa de campo”. E o horror de ter que colocar os filhos em escola pública? Que tristeza, eu sinto até um pouco de dó. Ou não.

O contraste vem da história de Michaell Gill, um cara que até alguns anos atrás era figurão da indústria de propaganda e provavelmente tinha todos os luxos acima e mais. Uma certa manhã ele é sumariamente demitido. Logo depois a esposa pede divórcio. E alguns meses depois ele é diagnosticado com câncer no cérebro. Um dia, ao passar pelo Starbucks, o gerente pergunta se ele gostaria de trabalhar lá. Ele aceita e começa uma bela história estilo sessão da tarde: redenção, cura e o encontro da felicidade em atos simples como escovar o vaso sanitário da loja. A reviravolta vêm quando você descobre que Mike escreveu um livro sobre sua incrível história, ele virou um best-seller e vai virar filme do Gus Van Sant e com o Tom Hanks.

Não sei exatamente o que me fez pensar que essas duas história estão conectadas. Acho que é algo sobre a ideologia do povo americano, me faz pensar que Michael, apesar de toda a felicidade limpando banheiros no Starbucks, queria na verdade era voltar a sua vida de casa no campo e personal trainers. Será que ele não podia só se contentar em fazer café, se isso o realmente fazia feliz? Ou será que somos todos assim, sempre cobiçando uma vida mais rica?

Curtindo o fim do inverno

Thaisa tentando decidir: onde vamos?

A gente reclama, reclama, mas a gente até gosta do inverno. É tudo uma questão de perspectiva e, quando pensamos no verão insuportável, o inverno sempre parece bem mais agradável. Esse fim de semana tivemos o primeiro sinal do fim do inverno: sábado tivemos agradáveis temperaturas de 0 a 5 graus e domingo chegamos a incríveis 15 graus. Aproveitamos o sábado (porquê 15 graus é um calor dos infernos, ficamos em casa com os ventiladores ligados) para um passeio de fim de inverno.

Foi algo bem simples: começamos com um lanche no Shake Shack (o melhor milk-shake com hambúrguer da cidade), pra já ir entrando no clima do calor. O problema aí é que ainda não estava tão quente e ficamos congelando depois do lanche. Próxima parada: Starbucks tomar um café e se aquecer. Perambulamos um pouco pela cidade, compramos algumas guloseimas e fomos assistir “Che” no IFC, um cinemazinho de arte muito massa que fica em Greenwich Village, um dos bairros (senão O bairro) mais charmosos da cidade.

Pôster de Che no IFC

Pôster de Che no IFC

Che é um belíssimo filme, pelo menos a parte que vimos. O filme é bem longo, cerca de 4 horas e meia de duração, então o cinema o divide em duas partes, com ingressos separados para cada parte. Como a divisão da história é bem clara (a primeira parte a revolução em Cuba, a segunda a guerrilha na Bolívia) acabamos assistindo só a primeira parte. Essa semana voltamos para assistir a segunda. Goste ou não de Che e da quase mitologia que se formou em torno de sua figura, é um filme que merece ser assistido.

Terminamos o passeio andando pelo Village e indo até o Washington Square Park, lugar de um dos monumentos mais famosos da cidade, um grande arco em homenagem a George Washington. Talvez vocês tenham visto a praça em filmes como “O som do coração” (August Rush) ou “Eu sou a lenda” (I am Legend).

Arco do Washington Square Park

Arco do Washington Square Park

Houses of the Holy

ledzeppelinhousesoftheholycover

As casas sagradas, Led Zeppelin

O quê? Houses of the Holy, quinto disco do Led Zeppelin

Quando? Caminhando na rua de manhã bem cedinho, com o céu limpo e o sol nascendo, sem pressa, sem rumo. The Rain Song faz tudo ficar poético: as pessoas andando na rua indo ao trabalho, os adolescentes indo para a escola em grupos, a senhora tomando seu café. Bônus se a temperatura na rua estiver em torno de -3C, quando você consegue sentir suas pernas começando a formigar com o vento frio. Over the Hills and Far Away não faz nem um pouco feio na sequência; seu começo lírico rapidamente desanda para um rock and roll bacana:

Many times I’ve gazed along the open road.
Many times I’ve wondered how much there is to know.

A faixa seguinte (The Crunge) na minha opinião destoa com o resto do álbum. Pulemos rapidamente, pois o resto do disco é incrível! Como diria uma crítica que li por aí, é o Led Zeppelin na época em que achavam (corretamente) que podiam fazer qualquer coisa. Eles vão de um straight rock (Dancing Days) passando por experimentações meio psicodélicas (No Quarter), reggae (D’yer Mak’er) e acertando em cheio quando partem de vez para (re-)inventar o hard rock, como em The Ocean.

Oh, so good!

Em resumo, esse álbum é pau. Pule a quarta faixa e se delicie com a banda que é praticamente a definição de Rock and Roll. E se preparem pra ver mais discos do Led Zeppelin por aqui, estou numa fase de redescoberta do so called rock clássico.

São Francisco

US-101N para São Francisco

US-101N para São Francisco

Como alguns de vocês já sabem, estivemos duas semanas na Califórnia. Durante a semana trabalhamos, mas durante o fim de semana, aproveitamos para passear o máximo possível. No primeiro fim de semana fomos a São Francisco e as pequenas cidades de Monterey e Carmel. O segundo fim de semana foi todo em São Francisco, com direito a visita à Alcatraz. Vou falar aqui das visitas a São Francisco, depois tento falar do resto.

Como tinhamos relativamente pouco tempo, tentamos conhecer os pontos que nos pareceram mais importantes. Resolvemos fazer um passeio turistico de carro pela cidade, chamado “49 mile scenic drive” – conhecemos a maioria dos bairros da cidade e paramos em alguns lugares pra tirar fotos. Serviu também para eu voltar a dirigir um pouco, depois de mais de um ano sem pegar um carro (embora um carro de marcha automática praticamente não conte como carro de verdade). Finalmente, foi bom pra vermos como é caótico ser turista de carro em cidade grande – estacionamento na rua é impossível, você sempre acaba tendo que pagar horrores (uns $15) por estacionamentos privados, o que acaba meio que moldando seu passeio em torno dos estacionamos, já que você quer ter que andar de carro (e pagar $15) o mínimo possível.

Entre os lugares que paramos e tiramos fotos estão:

  • Ferry Building, antigo prédio de onde saíam as balsas na baía de SF;
  • Embarcadeiro Plaza, um grande shopping com uma feira de rua na frente;
  • Marina Blvd, uma ruazinha no fim da cidade que tem uma vista incrível da Golden Gate. Conseguimos chegar bem a tempo de pegar o belo pôr do sol;
  • Twin Peaks, um pico altíssimo em que dá pra se ver toda a cidade, fomos a noite e tivemos uma bela vista da cidade e das pontes;
  • Lombardi Street, uma rua charmosinha e curiosa pois os carros descem em zigue-zague;
  • Ghirardelli Plaza, local da antiga fábrica de chocolates Ghirardelli, onde nos esbaldamos em um “Hot Fudge Sundae” e em um delicioso brownie quentinho;
  • Golden Gate Park, onde fomos quase até o pacífico, com uma vista belíssima.

Tiramos praticamente um dia todo para ir a Alcatraz, mas isso é assunto pra outro post. As fotos de São Francisco (e de toda viagem) já estão no nosso Flickr.

Um ano depois… No Google

Essa semana, dia 29 para ser mais específico, fez um ano que comecei a trabalhar no Google. Eu e Thaisa já contamos algumas histórias da empresa por aqui, mas deixem-me reforçar: não consigo imaginar um lugar melhor para se trabalhar. Não estou falando só do café da manhã/almoço/jantar, das mini-cozinhas com comida e bebida grátis, dos monitores de 30 polegadas, dos MacBook Pros dados aos engenheiros, de todos os excelentes benefícios (plano de saúde, dentista, visão), do horário completamente flexível, do escritório incrível com video-games e sala de jogos, cadeiras de massagem e vista linda da cidade (as janelas da minha sala dão de frente para o Empire State Building).

Uma coisa que eu acho incrível no Google, incrível mesmo, é o nível de abertura e de liberdade na empresa – open e freedom são as palavras mais importantes do dicionário Googler. Abertura não só com seus usuários (http://code.google.com/android/ e http://code.google.com/chromium/ são bons exemplos), mas no próprio funcionamento interno da empresa. As decisões da empresa são sempre discutidas em fórum público com os funcionários, antes ou depois de serem tomadas. Existe liberdade total para os funcionários discordarem das decisões e proporem melhores soluções. O nosso “presidente” Eric Schmidt sempre dá uma palestra trimestral (as coisas aqui são medidas a cada quarto de ano) dando uma visão geral de como está o funcionamento da empresa em suas várias áreas (tanto de engenharia quanto de vendas), como está nossa situação financeira e a visão dele de acontecimentos recentes (crise financeira, Microsoft x Yahoo!, etc).

Não é o almoço grátis nem a massagem no escritório que fazem o Google o que ele é hoje, mas sim essa cultura incrível de liberdade dentro da empresa e com nossos usuários. E, claro, não só eu que vejo isso – existem vários grupos internos dedicados a manter essa cultura que, até onde eu vejo, é um dos ingredientes mais importantes para o sucesso da empresa.

Burger Heaven

Fomos ao cinema ontem e, ao decidirmos fazer um jantar rápido antes do filme, nos deparamos com o “Paraíso dos Hamburgueres” logo ao lado do cinema. Nada mais fast-food (e gostoso) do que um bom hamburguer – embora não tenhamos levado nenhuma de nossas visitas ao Goodburger, a próxima está intimada a comer o melhor hamburguer de sua vida conosco.

Eu pedi um cheeseburger “deluxe” (com batata frita, alface, tomate) e Thaisa pediu um burger normal. Foi decepcionante. A batata frita estava extremamente gordurosa, chega brilhava de tanto óleo. O meu cheeseburger veio com uma folha de alface gigante e duas fatias grossas de tomate em cima, não dava nem pra montar direito o sanduíche. O hamburguer de Thaisa veio seco, passado do ponto. Resultado: tivemos que tacar ketchup em cima de tudo pra poder comer. Admito até que a carne do meu cheeseburger estava gostosa, mais ou menos no ponto, mas todo o resto foi decepcionante. Se, mesmo com todas essas falhas, o preço fosse super em conta, ainda vá lá, mas acabamos pagando uns $25 pelo jantar. Enfim, deixemos de enrolação e vamos à…

Avaliação da bodega:

  • Preço: meio caro ($12 por cheeseburger + fritas).
  • Ambiente: estilo diner, um salão grande e, quando fomos, meio vazio.
  • Atendimento: Normal.
  • Comida: de regular a ruim. Só provamos o hamburguer, que deveria ser a especialidade da casa, e não saímos nem um pouco impressionados. A batata frita estava terrível.
  • Resumo da ópera: caro, comida regular.
  • Voltaremos: não!
  • Review no Yelp

Quer conhecer?

  • Endereço: 1534 3rd avenue, Upper East Side, Manhattan, NY
  • Metrô: linha 6 até a estação da rua 86 – siga o mapa.

O senhor das moscas

Ando com bastante tempo pra ler, já que passo em média 1h por dia dentro do metrô, indo e vindo do trabalho. Boto uma música agradável, pego um bom livro, tento ignorar o calor, aproveito a viagem. Em suma, nos últimos meses li bastante coisa, vou falar de alguns dos livros por aqui, de pouco em pouco.

Capa de Lord of the Flies

Capa de Lord of the Flies

O senhor das moscas (Lord of the Flies), William Golding, 1954

Prosseguindo a idéia de ler autores e livros famosos da língua inglesa, me aventurei a pegar esse livro de 1954 do britânico William Golding. Eu já tinha ouvido falar do livro, o nome não me era estranho, mas não tinha a menor idéia do que se tratava. A capa dá a impressão de ser uma história de terror. Que nada. É um livro sobre crianças.

Um avião que carregava um grupo de crianças cai em uma ilha deserta. Todos os adultos morrem (aparentemente só havia o piloto de adulto), as crianças tem de aprender a se cuidar sozinhas. Há grupos de meninos “mais velhos” (10 ou 11 anos) e os “pequenos” (4 ou 5 anos). Os mais velhos rapidamente assumem o comando e tentar formar sua pequena sociedade na ilha, com direito a reuniões, líderes e trabalhos em conjunto. Eles acendem uma fogueira, comem dos frutos das árvores e, no geral, passam o tempo brincando no que parece um paraíso perdido.

Um dia, um dos meninos desaparece. Comeca a correr a história de que há um monstro na ilha. Os pequenos se desesperam e têm pesadelos a noite. Os grandes ficam divididos, alguns com medo do monstro, alguns querendo ir caçá-lo e alguns sem acreditar. O medo constante e as diferenças de personalidade entre os dois líderes adultos (um deles chamado Jack) levam lentamente a ruína da sociedade das crianças. Como o próprio livro coloca na contra capa “as crianças tem que enfrentar não só os defeitos de sua sociedade mas também de sua própria natureza”. Eu dou $10 pra quem, pela minha descrição, adivinhar qual série de TV se baseia descaradamente na história do livro. Mas como eu não quero perder $10, eu mesmo respondo: tá na cara que uma das inspirações pra Lost foi esse livro. O artigo da Wikipedia sobre Lost menciona que o livro influenciou a história da série desde o começo.

A maneira como o livro é escrita é, na verdade, bastante cansativa. Há longas passagem descrevendo a geografia da ilha, a vegetação, os montes, etc. Por ser um livro da década de 50, o inglês é um pouco diferente do que nos estamos acostumados, o que fez com que em alguns trechos eu não entendesse tudo que estava sendo dito. É um daqueles livros que você tem que aguentar as primeiras (e chatas) 50 ou 60 páginas, pra começar a ficar intrigado e ir até o fim. Quando no meio do livro eu percebi que eu estava praticamente lendo o roteiro do primeiro episódio de Lost, me animei mais.

O que eu aprendi na Wikipedia:

  • Foi uma das influências pra Lost;
  • É um dos livros clássicos da literatura inglesa pós-guerra, junto com Animal Farm (A revolução dos bichos) de Orwell e O apanhador no campo de centeio (The catcher in the rye) de Salinger – ambos entraram na nossa fila de livros;
  • O título é uma referência ao termo Hebreu Belzebu, ou “deus das moscas”.
  • Além de autor ganhador do prêmio Nobel de literatura, Golding também foi capitão da Marinha Imperial Britânica durante a Segunda Guerra.

Verdicto final: só se você estiver com muito saco.

Blog de casa nova

Não se assustem! Mudamos a cara, o nome e o endereço do blog. Já estávamos com vontade de fazer isso há um tempo, o endereço antigo (thaisamsl.blogspot.com) não fazia jus a nossa dinâmica dupla de dois escritores. Junta isso com o fato que comprar um domínio ‘.com’ custa a bagatela de $7 por ano, só precisavamos de um novo nome, que veio em meio a discussões do que seria uma comida regional legal pra misturar com maçã.

Atualizamos o feed RSS pra apontar pro nosso blog novo, mas se vocês quiserem mudar na marra, tem um linquizinho no final da barra lateral.

Sejam bem-vindos ao Big Apple com Rapadura! Novo blog, novo endereço, novo design, mesma demora pra postar. :-D

Update por Thaisa: eu adorei a parte da “dupla” que posta. A cada 10 posts, 9 e meio são meus… procuro qualquer coisa pra postar só pra não deixar o samba morrer e ainda tenho que ouvir as reclamações de que eu posto sobre salto alto… hehehe, vamos ver se agora o Sr. do blog novo se anima e contribui um pouco nesse blog duplo. :)

Mais um exemplo…

Final do vôlei feminino, Brasil x EUA. Eu acordo as 8h da manhã pra assistir. Não está passando! É EUA e ainda assim eles não passam. O que está passando, você pergunta? A final do beisebol (Coréia x Cuba), a reprise da final do futebol (Argentina x Nigéria), reprise dos saltos ornamentais, além de transmissões ao vivo do Caiaque/Canoagem, Hockey na grama e Taekwondo.

Pior, a NBC (a televisão que está passando os jogos aqui) podia ao menos transmitir o jogo pela internet, como ela fez em várias ocasiões. A gente pode assistir ao vídeo ao vivo do jogo, sem narração. Mas nem isso!

Ô paiszinho viu… Fico triste em dizer isso, mas Rede Globo + SporTV dão um banho.