Cafés em Nova York

Nova York é cheia de cafés (coffee shops), que estão sempre cheios de pessoas com seus tablets, laptop ou livros. São lugares maravilhosos para passar o tempo: você pega seu livro/tablet/laptop, vai para um café, pede um café (espresso, cappuccino, latte, normal), senta e esquece da vida. Se tiver lugar na janela, melhor ainda – você passa o resto do dia vendo as pessoas pra lá e pra cá. Eu adoro. Eles nem sempre são silenciosos, mas eu consigo me desligar completamente. Se você não consegue, leva um headphone e seja feliz.

A maior rede de cafés de Nova York é o Starbucks (que é de Seattle, acho, mas está no mundo todo). Você encontra um Starbucks em praticamente qualquer esquina da cidade (e eu não estou exagerando), o que é ótimo! Primeiro, porque se estiver frio, você pode entrar e se esquentar. Se não estiver frio, você pode descansar. Segundo, porque eles tem comida. E terceiro, a coisa mais importante, porque tem banheiro. Normalmente tem fila e os banheiros não são dos mais agradáveis, mas é um banheiro! Aproveite e se de por satisfeito. Várias vezes eles estão em condições boas/super-boas. Quanto ao café… bom, o café de bule, normal (que eles chamam de brewed coffee ou apenas coffee), é ruim, mas tomável. As outras bebidas, tipo cappuccino (espresso com espuma de leite, sem canela e sem chocolate), latte (espresso com leite quente), mocha (latte com calda de chocolate), machiatto (latte com calda de caramelo) e demais variações, são uma roleta-russa: quando o barista acerta, são bons, às vezes até muito bons. Quando o barista erra, são intragáveis.

Outra rede de café daqui é a Dunkin’ Donuts, que não é um coffee shop, mas vende café. Ruim, nem vale a pena. Se você quer provar o donut tudo bem, mas pule o café e vá para um lugar melhor. Mas, se você está com pouco dinheiro, o café do DD é mais barato que o do Starbucks.

Além dessas redes, você encontra vários outros coffee shops pela cidade. Se o/a atendente estiver de boné, lenço, boina, ou qualquer outra coisa na cabeça, e se estiver de óculos anos 80, a chance do seu café ser bom é bem maior do que no Starbucks. Se ele/a for rude, as chances aumentam ainda mais.

Latte art em um coffee shop (Ost Cafe) - você não encontra latte art no Starbucks ou DD...

Aqui está um mapa com cafés que já provamos e aprovamos. Os marcados em verde são nossos lugares favoritos.


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Café, café, café

Vamos lá, digam se existe algo mais gosto que uma bela xícara de café quentinho e forte? Aquele que quando você começa a fazer libera aquele cheiro delicioso por toda a casa e faz com que você já comece a saborear a tal bebida antes mesmo de colocá-la na boca. Huuuumm…

A muito tempo atrás eu recebi um e-mail que, como outros 452 que recebemos mensalmente, reclamavam do Brasil. O objetivo desses e-mails é simplesmente reclamar e plantar em sua cabeca a sementinha do “o Brasil não presta…“. Daí pra frente, viram aguinha e adubo para a plantinha do “o Brasil não presta mesmo“. Eu nunca gostei muito desses e-mails e cada mais, gosto menos. :) Voltando. A um tempo atrás recebi um que falava do café brasileiro. A pessoa esculhambava o Brasil dizendo que o Brasil era o maior produtor de café mundial (vero. O país é hoje o maior produtor mundial de café, com a participação de 30% do mercado internacional, movimentando cerca de 95 bilhões de dólares por ano, perdendo apenas para o petróleo. O_O), mas que a parte boa dos grãos iam para o mercado internacional, principalmente para os EUA, e que no Brasil ficavam apenas as partes ruins, ou melhor, o resto das torragens (existe essa palavra? Bom, houve comunicação…) e moagens.

Os EUA são o país do café também. O povo toma café como se fosse água (ou melhor, como se fosse suco no Brasil: compra um copo de 700mL e sai tomando na rua…). E não importa a estação. Se tá frio, café quente. Se tá quente, café frio. O importante é ter café café café. Achei isso o máximo, pois, como vocês bem sabem, venho de uma família completamente cafeística. Café, na família Simplício, é sinônimo de evento social. Vai visitar uma parente? “Vou passar lá em Fulano para tomar um café“. Tá indo pra Ciclâmio (hehehehehe)? “Ei, tô indo aí tomar um cafezinho“. Você não é Simplício mas foi visitar um? (E não avisou, seu mal-educado?) Pode ter certeza de que vai tomar um café. É aniversário de 15 anos, casamento, São João, Natal, Padroeira, Carnaval, qualquer coisa? Café. Pode ser com biscoito cream-cracker (se você foi aquele mal-educado que não avisou e pega uma família desprevenida), pão com manteiga, bolo quentinho branco simples ou bolo de chcolate com recheio e cobertura (OU bolo de abacaxi… huuuuummmm… por sinal, querida mamãe, pede pra Letinha mandar a receita :D ). Café café café.

Aí, cheguei aqui animadéeeeeeeerrima com o país do café e, no primeiro dia, fui descobrir o Starbucks. Depois, redescobri-o-o. Mas, o passo principal era fazer café em casa. Comprei uma cafeteira e, para primeiro teste, comprei o café do Starbucks. Péssimo. Horrível. Fraco e fedorento. Sabem o café (pó) do Brasil, que é pretinho pretinho? E tem cheiro de café? Não é assim. É um café misturado com sei-lá-o-que. Marrom e sem cheiro. Mas, tomei-o-o todinho. Finalmente o bendito acabou e fui no supermercado comprar um novo. Um atendente tava arrumando as prateleiras do café e eu pedi que ele me indicasse um café bom e forte (e disse que não tinha gostado do café do Starbucks, no que ele me respondeu com um “Ah, não presta mesmo”. Bom sinal, né?). Passou uma mulher que me indicou o do Dunkin Donuts, que era “o melhor de todos”, mas que eu j;a tinha tomado e não gostei do café da loja… imagina pra fazer em casa… Aí, o gentil rapaz me disse pra voltar no dia seguinte, porque o café bom ia estar em promoção pela metade do preço. Simpático, hun? Voltei no dia seguinte (ontem, e realmente estava por metade do preço) e… péssimo. A mesma droga. Exatamente igual ao do Starbucks.

Depois de muito blablabla, dirijo-me única e especialmente ao autor daquele e-mail que recebi anos atrás:

Querido autor desavisado,

nunca mais em sua santa vida se atreva a escrever idiotices das quais você não tem a menor noção. O café dos EUA é dos EUA e é ruim ruim ruim péssimo horrível. Café bom aqui é importado do Brasil, aquele igualzinho ao que tem na nossa prateleira no Brasil, só que mais caro. E, no dia que eu encontra-lo, farei você tomar 1L de café ruim daqui, pra você aprender a nunca mais ser idiota.

Cafemaníaca-estressada

Hum.

P.S.: Eu sou a rainha dos parênteses, né? Huahauhauahauahauha :p

Caffe Europa

Fátima, madrinha de Daniel, tinha nos dito que o café do Caffè Europa era melhor que dos outros, era mais forte. Realmente é. Hoje fomos em Manhattan visitar o Google, comprar a passagem de Daniel para o Brasil e passear. No caminho, vimos o tal Caffè e resolvemos comprar um. Daniel pediu um capuccino que era sim mais forte que o capuccino do Starbucks, MAS, temos que provar o capuccino “double” do Starbucks, como nós pedimos ontem pro Mocha. Mas, no simples, é melhor. Mas não é espetacular. Eu prefiro o do Santa Clara :) .