Cafés em Nova York

Nova York é cheia de cafés (coffee shops), que estão sempre cheios de pessoas com seus tablets, laptop ou livros. São lugares maravilhosos para passar o tempo: você pega seu livro/tablet/laptop, vai para um café, pede um café (espresso, cappuccino, latte, normal), senta e esquece da vida. Se tiver lugar na janela, melhor ainda – você passa o resto do dia vendo as pessoas pra lá e pra cá. Eu adoro. Eles nem sempre são silenciosos, mas eu consigo me desligar completamente. Se você não consegue, leva um headphone e seja feliz.

A maior rede de cafés de Nova York é o Starbucks (que é de Seattle, acho, mas está no mundo todo). Você encontra um Starbucks em praticamente qualquer esquina da cidade (e eu não estou exagerando), o que é ótimo! Primeiro, porque se estiver frio, você pode entrar e se esquentar. Se não estiver frio, você pode descansar. Segundo, porque eles tem comida. E terceiro, a coisa mais importante, porque tem banheiro. Normalmente tem fila e os banheiros não são dos mais agradáveis, mas é um banheiro! Aproveite e se de por satisfeito. Várias vezes eles estão em condições boas/super-boas. Quanto ao café… bom, o café de bule, normal (que eles chamam de brewed coffee ou apenas coffee), é ruim, mas tomável. As outras bebidas, tipo cappuccino (espresso com espuma de leite, sem canela e sem chocolate), latte (espresso com leite quente), mocha (latte com calda de chocolate), machiatto (latte com calda de caramelo) e demais variações, são uma roleta-russa: quando o barista acerta, são bons, às vezes até muito bons. Quando o barista erra, são intragáveis.

Outra rede de café daqui é a Dunkin’ Donuts, que não é um coffee shop, mas vende café. Ruim, nem vale a pena. Se você quer provar o donut tudo bem, mas pule o café e vá para um lugar melhor. Mas, se você está com pouco dinheiro, o café do DD é mais barato que o do Starbucks.

Além dessas redes, você encontra vários outros coffee shops pela cidade. Se o/a atendente estiver de boné, lenço, boina, ou qualquer outra coisa na cabeça, e se estiver de óculos anos 80, a chance do seu café ser bom é bem maior do que no Starbucks. Se ele/a for rude, as chances aumentam ainda mais.

Latte art em um coffee shop (Ost Cafe) - você não encontra latte art no Starbucks ou DD...

Aqui está um mapa com cafés que já provamos e aprovamos. Os marcados em verde são nossos lugares favoritos.


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Nova York no outono e as maçãs

Se você vier a NYC no outono, prove as maçãs locais. Vá no Union Square Greenmarket, a feira de produtores do estado de NY, que fica na Union Square e acontece nas segundas, quartas, sextas e sábados, das 8 às 18h. Compre uma maçã. Se sente no parque. Jogue uma aguinha para lavar a maçã. Delicie-se.

As maçãs de NY são deliciosas! São muito diferentes das do Brasil de Natal. São doces e suculentas. Se estiver aqui nessa época, aproveite!

PS: Na verdade, a lição é: se vier a NY, prove as maçãs locais (locais, gente, locais). Você encontra maçãs boas praticamente o ano todo. Mas no outono/inverno, essa terra só dá maçã. Não aguento mais ver maçã na minha frente… (voltem, morangos… voltem…)

PS2: E abóbora. Começou a época em que só tem abóbora nessa terra… vou ficar laranja.

PS3: Alguém aí tem uma receita que use abóbora e maçã?


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Hot dog em Nova York

Todo mundo sabe que hot dogs são muito comuns em NY e nos EUA inteiro. Inclusive, ir a um jogo de baseball e não comer hot dog é uma ofensa :) . Além dos jogos de baseball, em NY tem aqueles carrinhos de rua, vendendo hot dogs e pretzels em toda esquina. Mas esses são ruins (ou não bons) – não vale a pena. Esses hot dogs de estádio e rua são bem simples: pão e salsicha. Alguns oferecem chucrute (sauerkraut) ou picles picadinho (relish), além de ketchup, mostarda e, às vezes, molho picante. Se você é purista ou quer ter aquela experiência de comer um hot dog de rua, prove. Mas se você quer comer um hot dog gostoso, existem outras opções…

Uma opção que recomendamos, é o Crif Dogs, no East Village.  Esse restaurante é minúsculo. Não tem garçom: você vai no balcão, pede seus hot dogs rapidinho (seja rápido! Escolha antes de entrar na fila, por favor), dá seu nome (qualquer nome, gente, não invente de tentar explicar a atendente seu nome 100% brasileiro. Vá de Maria ou David, algo rápido e que eles entendam de primeira… :) ), diz se é pra ficar (to stay) ou levar (to go) e espera. Uns 5 a 10 minutos depois, a mocinha grita o seu nome e você será uma pessoa mais feliz.

Se você escolher ficar no (mini) restaurante, dependendo da hora, você vai ter que dividir a mesa com bêbados ou universitários gritando e galinhando alguém, mas, afinal, são apenas hot dogs – comida rápida. Se for antes de meia noite e o clima estiver bom, você pode ir pro Tompkins Square Park. Aqui está o cardápio gigante do Crif Dogs. E sim, são todos hot dogs.  Nós já comemos o Good morning, Spicy Redneck, Jon Jon Deragon e alguns outros que não estamos lembrando… e gostamos de todos! Nham.

Agora, se você estiver numa casa e tem acesso a cozinha, você pode tentar a receita maravilhosa de Daniel. Vá por mim, vale a pena!!!!

Daniel style hot dog

  • Bacon
  • Salsicha
  • Tomate
  • Cebola
  • Mostarda
  • Picles
  • Cream cheese
  1. Pique a cebola, refogue em fogo baixo até amolecer, coloque um pouco de sal e reserve.
  2. Coloque as salsichas em água fervente, espere a água voltar e ferver, tampe a penala, desligue o fogo e deixe cozinhar por 8minutos.
  3. Coloque fatias de bacon entre folhas de papel toalha e leve ao microondas por 4 minutos (para cada 4 fatias).
  4. Pique o picles beeeeeeeem fininho – use o processador, se tiver, ou compre já o picles picado (relish).
  5. Fatie o tomate e parta as fatias ao meio.
  6. Quando tudo estiver pronto, passe o cream cheese no pão de hot dog, coloque o bacon, tomate, hot dog. Por cima, coloque o picles, mostarda e, por último, a cebola.

(Ai, que fome!)

Jantando em NY

Depois que me mudei para cá, me tornei uma pessoa muito mais aberta a novas experiências gastronômicas. Antes eu só comia o que conhecia, ficava basicamente nas massas, hamburguer e pizza de pepperoni. Hoje, entretanto, costumo pedir pratos que parecem bons, mesmo que eu não conheça todos os ingredientes. Como Daniel é alérgico a frutos do mar, temos o cuidado de evitar. Fora isso, arriscamos: se o nome/a descrição parece(m) bom(ns), pedimos.

Se você também é assim, ótimo! Mas cuidado. Nem tudo o que parece é. Tenho certeza de que isso nos aconteceu porque, apesar de adorarmos sair pra comer (e de passar 24h com canais de receita na tv), não conhecemos todas as coisas do mundo… então: mesmo se seu inglês é super bom, se você não é um daqueles chatos foodies uma daquelas pessoas que conhece tudo de gastronomia e se autodenomina foodie, estiver jantando em NY e tiver um smartphone, melhor checar antes de pedir :) .

A uns 6 meses fomos jantar num restaurante famoso da cidade, de um chef super respeitado. A recomendação era o sweet bread. Sweet bread = pão doce. Pedimos. Quando nós recebemos o prato… bem, aquilo não parecia pão. Provamos.

1) Não era pão;

2) Não era doce.

Depois do primeiro pedaço (pedacinho), Daniel resolve perguntar ao garçom, que não acreditava que nós não sabíamos o que era, mas gentilmente nos explicou. Sweetbread, na verdade, é o nome gastronômico para o timo ou o pâncreas de bezerros ou cordeiros, normalmente, mas outras glândulas podem ser utilizadas, como as parótidas, sublinguais, salivares e testículos, também de bois e porcos. Apesar dessa descrição desagradável… comemos o prato quase todo (thanks God era pequenininho!).

Saímos do restaurante com a lição de que nunca mais passaríamos por isso novamente. Se não sabe o que é, pergunte. Bom… eis que a cerca de 1 mês vamos a outro restaurante, com boas recomendações na cidade. Para entrada, várias saladas, sopas e queijos. Pedimos o head cheese que, na descrição, dizia “feito no local, estilo caseiro”. Oba! Adoramos queijo, ainda mais queijo fresquinho! Let me tell you, amigos…

1) it ain’t no cheese (não é queijo).

Imaginamos que a descoberta do que realmente era aquilo poderia ser desagradável, então resolvemos comer o negócio todo (novamente, thanks God era pequeno) e só depois que (quase) terminamos, checamos no wikipedia o que era. No cheese, right? But wait: ’

2) it’s head indeed. (é cabeça…)

Eis que somos idiotas o suficiente para não saber o que é head cheese. Head cheese, leitores, nada mais é do que o termo gastrônomico para uma terrine feita com partes da cabeça de bezerros ou porcos (ás vezes vaca ou ovelha). Mas não precisa se preocupar: normalmente o cérebro e os olhos são excluídos (!). Porém, a língua, os pés e o coração são normalmente incluídos.

Então, fica a dica: mesmo que o cardápio diga “filé mignon” ou “pizza de queijo”, não custa checar :D .

Doce de leite

Eu sei que esse não é um blog de receitas, mas essa semana me aventurei na cozinha e deu certo. Tinha vários litros de leite que vão vencer em breve e não queria jogar fora. Resolvi tentar fazer doce de leite e, eis que deu certo! Não que seja algo difícil, mas… consegui :) . Para quem não sabe fazer, segue o passo-a-passo:

1. Numa panela alta, misture o leite, o açúcar e o bicarbonato de sódio. A proporção é 1 xícara de açúcar para cada litro de leite e uma pitada de bicarbonato. Eu usei essa quantidade.

2. Leve ao fogo médio-alto até ferver – demora cerca de 15 minutos. Não precisa mexer sempre, mas fique olhando a panela o tempo todo, porque o leite sobe e pode derramar.

3. Quando o leite ferver, abaixe o fogo (médio-baixo) e marque 40 minutos. Observe nos primeiros minutos se o leite está subindo. Deixe o fogo numa temperatura que não faça o leite subir. Mexa a cada 5 minutos, mais ou menos.

4. Depois de 40 minutos, o leite começa a escurecer, ficar meio amarelado.

5. Mexa sem parar, até atingir a cor/consistência que você quer. Eu cozinhei por mais 5 minutos e ficou assim:

O rendimento é de cerca de 300mL para cada litro de leite (bem pouco, mas..)

Union Square

Union SquareA Union Square é uma praça muito legal de NY. Na altura da rua 14 e Broadway, está normalmente bem cheia. Algumas vezes por semana (segundas, quartas, sextas e sábados, acho), acontece uma feira na praça, onde você pode comprar frutas, verduras, cookies, pães, bolos, leite, beijos, etc etc etc, fresquinhos, recém colhidos/feitos por produtores locais. Vale a pena prestigiar e aproveitar. Se estiver pelas redondezas, aproveite para fazer um lanche por lá: compre algo e sente nos bancos da praça. Aliás, acho que isso é uma coisa bem nova-iorquina. É super comum ver as pessoas almoçando nas praças (nos dias bons, claro). À noite a Union Square fica cheia de adolescentes com seus skates, patins, ipod, bonés e tênis coloridos, que se reúnem para qualquer coisa: podem ficar apenas conversando ou dançando ao som de seus ipods individuais.

Fachada da H&MEu gosto muito de ir a Union Square porque a estação de metrô tem várias linhas e tem muito o que se fazer por perto. Na 5a avenida, por exemplo, na mesma altura, você encontra várias lojas de roupa, como a Banana Republic, Gap, Anthropology, H&M, Michael Kors, Zara, J. Crew, etc etc etc. Na Union Square mesmo você encontra a Barnes & Noble, uma livraria gigante, a Sephora, uma rede de lojas de maquiagem, cafés, lojas como a Puma e a Diesel, além de um cinema pertinho e o café Max Brenner, que na verdade vende chocolates deliciosos! Para quem gosta de café, recomendo o Joe – the art of coffee, que fica na rua 13. Para um lanche, se não tiver a feira, o Pret-a-Manger, na Union Square. Para um sanduíche, o GoodBurger na Broadway, entre as ruas 17 e 18.

Além disso tudo, na Union Square fica a Whole Foods, rede de supermercado de comida orgânicas. É um pouco caro, mas vale a visita. Eles também tem um café e servem almoço dentro do próprio supermercado (buffet). Pode ser uma opção para quem quer algo vegan, macrobiótico ou natural.

Restaurant Week

Se não estou enganada, a Restaurant Week (Semana de Restaurantes) de NY acontece 2 vezes por ano: no verão e no outono/inverno. Não sei exatamente as datas, mas está acontecendo uma agora. Durante os dias 12 a 25 de julho (deveria ser “weeks”, mas…) quase 300 restaurantes da cidade oferecem um cardápio com preço fixo para o almoço e/ou jantar (várias outras cidades do mundo vêm fazendo a mesma coisa, inclusive São Paulo). Não sei como funciona nos outros cantos, mas aqui você precisa reservar com certa antecedência, já que dentre os restaurantes, sempre existem os $$$$ participando, e todo mundo quer provar a comida daquele chef famoso por um precinho melhor. O almoço custa $24.07 e o jantar, $35 por pessoa e o preço inclui uma entrada, prato principal e sobremesa. Os cardápios são pequenos (em geral, 3 opções para cada prato) e as porções também. A idéia não é comer muito por um preço razoável, mas dar a chance de conhecer um restaurante novo por um preço razoável. Se você gostar muito da comida, você um dia volta, pagando o preço todo. Se não, não perdeu tanto assim.

Vocês podem pegar informações no site. Se está vindo pra NY em outra época, guarde o endereço e, quando estiver mais perto de sua viagem, procure. Quem sabe você dá sorte?

Bom, reservamos vários restaurantes e hoje fomos nos 2 primeiros: no Morimoto (reviews aqui) pro almoço e no One if by land, two if by sea pro jantar (reviews aqui). O Morimoto é o restaurante do Iron Chef japonês Morimoto :D , famoso nos EUA. Como vocês podem imaginar, é um restaurante de comida japonesa e nos arriscamos nos sushis. Não somos lá grandes fã de sushi ou sashimi, mas, se tínhamos que tentar comer, uma boa idéia é provar os de um dos melhores restaurantes da cidade né? Enfim… eram bons, os melhores que já comi, mas não nos convenceram. Não nos converteram. Nossa conclusão foi de que se não gostamos aqui, podemos parar de tentar… Mas, pagamos $24.07 por pessoa, mais bebidas, impostos e gorgeta. Mas checamos o cardápio normal e vimos que são razoáveis. Não é um restaurante para se ir com frequência (não para nosso padrão), mas não é nada absurdo. Se você está vindo passear e é fã de comida japonesa, tente almoçar lá. Acho que os pratos principais variavam de $20 a $40. O jantar deve ser mais caro…

O One if by land é considerado um dos restaurantes mais românticos da cidade, e isso é verdade. O ambiente é super romântico, com paredes vermelho-escuro, luz de velas e piano ao fundo. Super romântico mesmo! No cardápio normal, eles oferecem um jantar com 5 pratos e harmonização de vinhos por uns $170 por pessoa ou $80 por 3 pratos (entrada, principal e sobremesa). Nós fomos de $35 pelo restaurante week e… bem… não sei onde estava com a cabeça e pedi um gazpacho de pepino. Na minha cabeça, se eu iria provar gazpacho, que fosse num restaurante bom. Se eu não gostar aqui, não gosto e pronto. Como vocês podem imaginar (e eu podia, só não quis acreditar), era o sabor dos infernos. Exageros a parte, eram pepinos batidos no liquidificador, temperados com pimenta do reino. Ainda consegui engolir 1/2 da porção gigante (claro que a única porção grande tinha que ser do prato ruim, ne?) e o garçon perguntou se estava ruim e se eu queria algo em troca. :/ Daniel pediu uma saladinha de milho com uma linguiça italiana, que estava bom. Não ótimo. Partindo para o principal, Daniel pediu uma carne, bem gostosa (não maravilhosa…) e eu pedi fettucini. Absolutamente normal. Faço igual. Bem, não faço, mas não cobro por isso. Para compensar, as  sobremesas (um cheesecake e uma mousse de gianduia) estavam diviiiiinas!!! Mas nesse lugar, voltaremos, porque eles são famosos pelo Bife Wellington, que somos doidos para comer (maldito Gordon Ramsay, que só fala disso…)

Queen of Sheba – provando comida etíope

Daniel trabalha com um etíope, que nos recomendou um restaurante de seu país. É óbvio que fomos lá provar.

Quase passamos batido pelo restaurante – só não pulamos porque levamos o número da loja. A fachada é pequena, escura e nada chamativa. Entramos e a primeira impressão foi: “somos os únicos brancos daqui?”. Não, não éramos – mas éramos uma minoria absurda. O ambiente é muuuuito escuro. Escuro a ponto de quase não conseguirmos ler o cardápio e de não termos conseguido tirar foto (não íamos botar um flash num lugar super escuro… maracatu demais). As atendentes (só tinha mulher msm) não eram treinadas (ou foram mal-treinadas), não eram simpáticas mas não foram rudes. Pareciam ser etíopes, então talvez seja o jeito deles mesmo, né?, reservados?

Pedimos uma entrada que era uma massinha de panqueca (que eles chamam de “pão etíope”) e uma masinha frita (sabem cavaco chinês? Pronto, fino como ele, só que torradinho, meio gorduroso), para comer como recheio. Diferente e agradável. Antes que pudéssemos terminar a entrada, nossos pratos chegaram. Enfim, paciência. Arranjamos lugar na mesa minúscula e pronto. Meu prato era o pão etíope com carne moída (que eu juro que tava escrito “carne picada” e não “moída!”) e Daniel pediu o prato com amostra de todos os pratos: pão etíope com uns 10 tipos de recheio. Alguns recheios eram bons, outros eram muuuuito bons. Nenhum ruim, mas foi desagradável comer um recheio de carne cozida em cubos e meter a dentada em ossinhos… ugh. Esse prato com “amostras” é bem grande: basta pedir um para duas pessoas – mas eles cobram $5 a mais se você fizer isso. Mas vale a pena.

Para beber, Daniel pediu uma cerveja etíope – mais ou menos, segundo ele – e eu pedi vinho de mel – que tinha gosto de meladinha, só que suave e sem limão. Não comemos sobremesa… (não chegamos sequer a terminar os pratos…).

Avaliação da bodega:

4rapas



  • Preço: razoável (uns $10 pela entrada, $15 pelo prato principal, $20 pelo prato com amostras e $6 pela bebida alcoólica).
  • Ambiente: restaurante, pequeno, muito escuro, cara não especialmente convidativa.
  • Atendimento: normal.
  • Comida: muito boa. Não foi a melhor coisa que comi na minha vida, MAS, é uma experiência super legal.
  • Resumo da ópera: a experiência é ótima. Falei aqui que se come tudo com as mãos? Pois é. E no final eles te dão um papelzinho para limpar a mão – não se desespere.
  • Voltaremos: sim, com visitas.

Quer conhecer?

  • Endereço: 650 10th avenue, Clinton (?), Manhattan, NY
  • Metrô: como tem que andar de todo modo, praticamente todas as linhas de metrô.

1. Linhas C ou E até a estação da rua 50 (essa é uma das estações mais próximas – cerca de 15 minutos de caminhada):


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2. Linhas A, C ou E até a estação da rua 42 – Port Authority Bus Terminal (15 minutos):


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3. Linha 1 até a estação da rua 50 (17 minutos):


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4. Linhas NR ou W até a estação da rua 49 (17 minutos):


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5. Linhas 1, 2 ou 3 até a estação da rua 42 – Times Square (18 minutos):


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6. Linhas 7, N, Q, R, W e o Shuttle do Grand Central (S) até a estação dua rua 42 – Times Square (18 minutos);

7. Linhas B, D ou E até a estação da 7a avenida (21 minutos).

Rafaella on Ninth

Eu adoro o brunch. deve ser porque acordo (um pouco) tarde, daí já levanto morrendo de fome. Nos finais de semana, pulamos (?) o café da manhã, fazemos um brunch, e esquecemos o almoço. Hoje foi dia de conhecer um lugar novo… fomos ao Rafaella on Ninth, um restaurante italiano que fica na 9a avenida com a rua 21. A fachada não é exatamente chamativa, tanto que já havíamos passado por lá várias vezes e não havíamos notado sua existência. Fomos por recomendação no Yelp.

O estilo do restaurante é interessante. Fugindo completamente à regra, ele não possui um padrão para nada: as mesas são redondas, quadradas, ovais, de mármore e madeira, as cadeiras são dos mais diversos modelos – cadeiras, sofás -, nem as xícaras são de uma mesma louça. Vintage, talvez? Parece assustador, mas não é. Mas também não é uma atmosfera que encante. É diferente, apenas. O brunch é prix fix (preço fixo): por $11.95, um prato, café ou chá e suco de laranja ou mimosa (suco de laranja com champagne). Pedimos eggs benedict (ovos benetitos ou beneditinos?) (sempre) e panquecas (sempre também). Os ovos estavam bons, cozidos corretamente, e o molho é levemente diferente dos molhos hollandaise (molho holandês?) que já havíamos provados, mas era bom, agradável. Normalmente os pratos salgados do brunch são servidos com batatas cozidas e refoagas (eu acho). Nunca é muito bom. Se puder, melhor pedir pra trocar por batata frita. Além dessas batatas cozidas, veio uma salada – boa também. As panquecas (mixaria, só duas, fininhas) estavam mais ou menos: muito finas, pro meu gosto. Ao menos veio com uma porção considerável de salada de frutas. Finalmente…

Avaliação da bodega:

  • Preço: na média ($12 por um prato + café/chá + suco de laranja).
  • Ambiente: restaurante, pequeno (mas não apertado), meio vintage, cara não especialmente limpa. Mal-cuidado, talvez.
  • Atendimento: normal.
  • Comida: muuuuito razoável. Já comi melhores e pelo mesmo preço, pelas redondezas. Só vale a pena se vc estiver pertinho e não tiver que esperar por uma mesa.
  • Resumo da ópera: nhé.
  • Voltaremos: não.

Quer conhecer?

  • Endereço: 178 9th avenue, Chelsea, Manhattan, NY
  • Metrô: linhas E ou C até a estação da rua 23 – siga o mapa.

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I’ll be there for you!

Hoje foi um lindo dia de sol, com temperatura acima dos 20 graus. Não dá pra ficar em casa num dia desses, depois de um inverno tão longo… 

Fui andar pela cidade e visitar uns cantos que eu queria ir e não ia. Passeei pelo SoHo e pelo West Village, dois bairros bem interessantes. O SoHo tem muita loja de roupa. É o lugar ideal pra fazer compras. Por outro lado, é suuuuper cheio, com camelô nas calçadas… meio agoniante. Tem que ir com calma e com destino certo. Não é o melhor lugar pra passear a toa… mas hoje foi :) . De lá, fui para o West Village, que é muito lindinho. Acho a parte mais charmosa de NY. Os prédios são mais baixos, o sol entra mais nas ruas… é cheio de restaurantezinhos (zinhos mesmo, são bem pequenininhos!), cafés, bakeries e lojas de roupa. Ao contrário do SoHo, que é cheio de lojas de marcas famosas e super famosas, o Village tem mais loj(inh)as independentes. São boutiques bem carinhas, também… é o lugar ideal pra comprar AQUELA roupa, única, só sua, linda de morrer, pra fazer suas inimigas morrerem de inveja. Mas tem que estar disposta a gastar um tanto mais.

Lá, vi o prédio de Friends, o apartamento de Carrie (Sex and the City) e dei uma passadinha em Magnolia Bakery, que é onde Carrie comia cupcakes. E que tem cupcakes deliciosos… :) De lá, fui encontrar Daniel no Chelsea Market. Tomamos um café delicioso – que entrou na minha lista de melhor da cidade e fomos comprar uns vinhos… porque já não tinha mais em casa!

 

Ixe, quase um diário, né?

Ah, esqueci de contar… andando pelo Village, passei por um parque pequenininho, com um monte de gente vendo alguma coisa. Quando me aproximei, vi que era um povo jogando basquete. Sabe aquilo que a gente vê em filme? Negros jogando basquete, tipo 1 a 1 ou 2 a 2, um monte de gente apostando, daí vem um branquelo e desafia? Nesse estilo… só que não tinha branquelo, só os negões (peeeense num povo grande!!!!!) jogando. E uns caras, mais velhos, comandando as apostas! O engraçado foi que o celular desses mais velhos tocou e ele foi saindo da quadra gritando “Eu já disse pra vc não me ligar!!! Esse é o meu escritório!!! Eu tô trabalhando!!!”. E desligou na cara… heheheheeheh