Strand, a maior livraria de NYC

Primeiro andar da Strand

A Strand é a maior livraria de NYC, uma verdadeira instituição nova-iorquina e um dos nossos destinos favoritos. A loja é gigantesca, desorganizada, cheia de gente e com livros para todos os lados, ou seja, nossa livraria perfeita. Três andares com livros novos e usados sobre absolutamente tudo que você quiser – ficção, história, cookbooks, arte, artesanato, comic books e graphic novels, fotografia, arte, etc. São corredores e corredores de livros e lá você encontra de tudo – se você quer uma versão antiga de um livro clássico, algum livro que já não esteja mais sendo produzido, você provavelmente vai encontrar nas 18 milhas (28km) de livros da Strand. A loja também é conhecida pela sua coleção de livros raros do subsolo. Além da grande seleção de livros usados, você também encontra livros novos e os tradicionais best-sellers.

Corredores e mais corredores de livros

O que nos mais curtimos na Strand é a enorme variedade de livros (desde arte até best-sellers) e a possibilidade de encontrar livros usados por um preço mais em conta (eles tem seções de livros por $1 e $0.48!). Outros pontos positivos são a completa ausência de uma seção de livros de auto-ajuda e uma bela seção de papelaria.

Pilha de livros por 48 centavos

Para todos vocês que estavam buscando o Almanaque Internacional de Filmes de 1981

De pontos negativos vale a pena mencionar que todos os livros de lá são em inglês, que nos dias mais movimentados navegar a loja é uma aventura e que os preços dos livros novos são mais altos do que na Amazon. A gente compra lá mesmo assim pra ajudar uma livraria bacana.

Curiosidade: é uma das maiores livrarias dos EUA, segundo a Wikipedia. Para ver mais declarações de amor à Strand, veja seus excelentes reviews no Yelp. Vejam mais fotos da Strand na nossa galeria.

Endereço: 828 Broadway Ave (entre 12th st. e 13th st.)
Metrô: Union Square (N, Q, R, L, 4, 5 ou 6)


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Feeling the magic

Eu ando numa fase meio chef. Estou ME sentindo… comprei um livro, The lost recipe for happiness (que não é de auto-ajuda, fazfavor), em que a personagem principal é uma chef de cozinha e a história acontece num restaurante (óbvio…). Estou pouco depois da metade do livro e estou amando! Não o livro, em si, que é bem normal – daquele estilo feel-good (eu acho!) de ser, saca? -, mas as descrições que Elena (a dita cuja) usa para comida… geeeeeeente, quéquéeeeeeeeeeisso! É algo alucinante… ainda mais quando ela está criando as receitas: ela fecha os olhos e pensa nos ingredientes e monta a coisa toda na cabeça, já sonhando com os sabores.

Vemcá, me diz: que que falta preu ser uma chef? Pergunta retórica! Pergunta retórica! Não precisa começar a enumerar… I got it. Voltando…

Fiquei/estou tão alucinada com essa “explosão de sabores” (que a auora usa mto no livro), que senti um sangue chef nas minhas veias. E pópará de pensar “chef, é? cozinheeeeeeeeeeeeeeeeeira”. Cozinheira o escambau. CHEF! :) Enfim… fui preparar meu almoço ontem com esse sangue chefês nas veias. Já viu o estrago, né? Pois não é que ficou bom? Ficou tão bom que fiz hoje pra Daniel almoçar. E ele adorou. A-ham! Claro que não foi nada muito elaborado, mas ao menos foi bem diferente do de sempre. Fiz um molho de tomate com molho de tomate pedaçudo + pasta de tomate, alho, geléia de pimentão, sal, pimenta-do-reino, pimenta vermelha, coentro seco, orégano e canela. Juntei almôndegas de peru, macarroni e voilà! Tudibom. Sei que não parece. Mas ficou. :D

Seguindo o espírito, fiz a mesma pro almoço de hj. Só que, cheguei em casa com uma vontade louca, mas assim, LOUCA mesmo de comer bolo de limão. Passei no supermercado, comprei lemones e voltei feliz para casa. SECA pelo bolo. Nem troquei de roupa e fui direto pra cozinha. Mas, devo confessar que minhas vontades loucas não incluem – nunca, jamais – muito tempo E trabalho. Tsk, tsk, tsk. Eis que pego meu super-liquidificador, jogo ovos, açúcar, suco de limão (e laranja… só pra dar o gosto), iogurte e óleo e bato, misturo farinha (com fermento e sal), raspas de limão e essência de baunilha, forno e, tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan: 40 minutos depois, sai um bolinho douradinho…

Quero só deixar registrado aqui: HUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMM!!!!!!

Sei, também, que baunilha, limão e iogurte não soam bem… mas combinaram! A única dica que dou é pra usar menos limão. Eu adoro azedinhos, então estou amando. Se vc não gosta, vai com calma. Masa baunilha, fazfavor de usar. Dá um gostinho show.

E aí? O que vc fez pra comer hoje?

O senhor das moscas

Ando com bastante tempo pra ler, já que passo em média 1h por dia dentro do metrô, indo e vindo do trabalho. Boto uma música agradável, pego um bom livro, tento ignorar o calor, aproveito a viagem. Em suma, nos últimos meses li bastante coisa, vou falar de alguns dos livros por aqui, de pouco em pouco.

Capa de Lord of the Flies

Capa de Lord of the Flies

O senhor das moscas (Lord of the Flies), William Golding, 1954

Prosseguindo a idéia de ler autores e livros famosos da língua inglesa, me aventurei a pegar esse livro de 1954 do britânico William Golding. Eu já tinha ouvido falar do livro, o nome não me era estranho, mas não tinha a menor idéia do que se tratava. A capa dá a impressão de ser uma história de terror. Que nada. É um livro sobre crianças.

Um avião que carregava um grupo de crianças cai em uma ilha deserta. Todos os adultos morrem (aparentemente só havia o piloto de adulto), as crianças tem de aprender a se cuidar sozinhas. Há grupos de meninos “mais velhos” (10 ou 11 anos) e os “pequenos” (4 ou 5 anos). Os mais velhos rapidamente assumem o comando e tentar formar sua pequena sociedade na ilha, com direito a reuniões, líderes e trabalhos em conjunto. Eles acendem uma fogueira, comem dos frutos das árvores e, no geral, passam o tempo brincando no que parece um paraíso perdido.

Um dia, um dos meninos desaparece. Comeca a correr a história de que há um monstro na ilha. Os pequenos se desesperam e têm pesadelos a noite. Os grandes ficam divididos, alguns com medo do monstro, alguns querendo ir caçá-lo e alguns sem acreditar. O medo constante e as diferenças de personalidade entre os dois líderes adultos (um deles chamado Jack) levam lentamente a ruína da sociedade das crianças. Como o próprio livro coloca na contra capa “as crianças tem que enfrentar não só os defeitos de sua sociedade mas também de sua própria natureza”. Eu dou $10 pra quem, pela minha descrição, adivinhar qual série de TV se baseia descaradamente na história do livro. Mas como eu não quero perder $10, eu mesmo respondo: tá na cara que uma das inspirações pra Lost foi esse livro. O artigo da Wikipedia sobre Lost menciona que o livro influenciou a história da série desde o começo.

A maneira como o livro é escrita é, na verdade, bastante cansativa. Há longas passagem descrevendo a geografia da ilha, a vegetação, os montes, etc. Por ser um livro da década de 50, o inglês é um pouco diferente do que nos estamos acostumados, o que fez com que em alguns trechos eu não entendesse tudo que estava sendo dito. É um daqueles livros que você tem que aguentar as primeiras (e chatas) 50 ou 60 páginas, pra começar a ficar intrigado e ir até o fim. Quando no meio do livro eu percebi que eu estava praticamente lendo o roteiro do primeiro episódio de Lost, me animei mais.

O que eu aprendi na Wikipedia:

  • Foi uma das influências pra Lost;
  • É um dos livros clássicos da literatura inglesa pós-guerra, junto com Animal Farm (A revolução dos bichos) de Orwell e O apanhador no campo de centeio (The catcher in the rye) de Salinger – ambos entraram na nossa fila de livros;
  • O título é uma referência ao termo Hebreu Belzebu, ou “deus das moscas”.
  • Além de autor ganhador do prêmio Nobel de literatura, Golding também foi capitão da Marinha Imperial Britânica durante a Segunda Guerra.

Verdicto final: só se você estiver com muito saco.

Novos livros

Esse fim de semana, apesar de estarmos meio duros de grana (todos os pagamentos grandes sao no comeco do mes, impressionante), passamos na livraria e recarregamos nosso estoque de livros.

A Barnes & Noble no Lincoln Center e daquelas que voce nao consegue sair de maos vazias – 4 andares, cheia de livros de todos os estilos, tipos e paises. Tudo em ingles, claro, porque americano nao gosta nem de filme com legenda.

Compramos Lord of the Flies de William Golding, 1984 de George Orwell (o do Big Brother) e Aunt Julia and the Scriptwriter de Mario Vargas Llosa. Estamos querendo nos focar em classicos da literatura inglesa+norte-americana (pelo idioma e pela cultura), mas tambem nao quero perder o contato com os autores sul-americanos, mesmo tendo que le-los em ingles. Li “Ensaio sobre a cegueira” ha alguns meses e fiquei deveras impressionado com o livro e com o estilo do autor. Pretendo retornar a esse assunto em algum post futuro.

p.s. Tentamos ate assistir Batman, mas todas as sessoes estavam esgotadas.