Comida barata em NY

Como já falamos antes, experimentar culinárias diferentes em NY não significa comer comidas estranhas e/ou gastar um horror. Uma dica de restaurantezinho legal que comemos até com frequência é o Num Pang, um lugar de sanduíches da Camboja (que eu jurava que era vietnamita, mas… enfim, é perto! :p)

O Num Pang fica pertinho da Union Square e pouquíssimo espaço para sentar. Se você está em NY entre os meses de abril-outubro, eu sugiro que pegue um sanduíche e vá para a Union Square, onde tem muito lugar pra sentar. Se você estiver aqui durante o inverno/começo da primavera, melhor melhor ficar por lá mesmo. Os sanduíches custam entre $7-$8.5 e são suficiente para uma pessoa. Se estiver com muita fome, 1 1/2. Dois por pessoa pode ser demais.

Eu tenho certeza de que quando eu falei “Camboja” 50% de vocês pensaram logo em “aaargh… deve ser super estranho”. Não é. Abaixo, os que nós já pedimos e recomendamos:

Sanduíche de almôndegas de vitela ao molho Hoisin

Esse é (metade d)o Hoisin veal meatballs, um sanduíche de almôndegas de vitela ao molho Hoisin (um tipo de molho asiático). Custa $7.50. A almôndega é bem diferente das que minha mãe faz, mas é uma delícia! Todos os sanduíches vem com penino, coentro, cenoura e um molho a base de maionese.

Sanduíche de porco ao molho agridoce

Esse é o Pulled Duroc pork, um sanduíche de porco desfiado, um pouco apimentado (nada extravagante, juro!) e com um pouco de mel – meio agridoce-picante. Custa $7.75.

Sanduíche de carne assada

E esse é o meu preferido! É o Grilled skirt steak. Skirt steak é um corte parecido com a fraldinha. A carne é bem temperadinha, não é picante, e eles sempre fazem (na minha opinião) no ponto certo: rosinha no meio. Adoro esse sanduíche! Custa $9.50 e vale a pena!

Viu? Quando eu sugiro coisas diferentes não tô dizendo pra você comer inseto! :)

Avaliação da bodega:

  • Preço: bom (sanduíches de $7-$10, sucos de $2-$3. Uns $10-$15 por pessoa).
  • Ambiente: pequeno mas não sei muito. Nunca fui (Daniel traz pra casa)
  • Atendimento: não sei. Nunca fui. Mas Daniel nunca reclamou.
  • Comida: Boa! Almoço ou jantar, dá pra pegar um take-out e comer no parque ou no hotel.
  • Resumo da ópera: recomendo! Os sanduíches são sempre bons!
  • Voltaremos: sim, comemos lá (ou melhor, de lá) 1 ou 2 vezes no mês…

Quer conhecer?

  • Site: http://www.numpangnyc.com/
  • Endereço: duas opções! 21 East 12th st. (rua 12, entre University Place e 5a avenida), Union Square; 140 East 41st st. (rua 41 entre Lex e 3a ave), Murray Hill.
  • Metrô (para o da Union Square): L, N, Q, R, 4, 5, 6 para a Union Square.

Onde comer em NY – além dos fast food: me explicando melhor

Peço desculpas a todos vocês pelo último post. Eu acho que a mensagem que eu queria passar não ficou muito clara. Pensei em só adicionar um update no final, mas finalmente decidi escrever um post me explicando. No post anterior (http://bigapplecomrapadura.com/2012/04/24/onde-comer-em-nova-york-alem-dos-fast-food/) eu falei que nós não recomendamos restaurantes estilo fast food. Mas deixem-me me justificar…

Eu quis dizer que se vocês pedirem dicas de restaurantes aqui, nós não recomendaremos esses lugares. Não quer dizer que falaremos “não vá nesse lugar”. Quer  dizer que ele não vai ser citado. Faz sentido? Dito isto, queria dividir os restaurantes em 4 categorias.

1) Fast food: quando penso em fast food, penso em restaurante estilo McDonalds, BK, Wendy’s, Bob’s, Habibs, etc. Esses lugares podem até ter comida gostosa, mas nós (marido e eu) particularmente não gostamos – por questões de saúde, políticas, e sociais. Não entrarei nessa discussão aqui porque não é o ponto do blog. Esses restaurantes fast food são os que falamos no post anterior que são SUPER baratos. Se você quer economizar um pouco ou está com muita pressa ou muita fome-tenho-que-comer-agora-se-não-eu-morro, pode ser uma opção. Mas, tenha em mente: o estilo do restaurante é diferente do Brasil. O ambiente. Apesar da decoração ser a mesma, como falamos no post anterior, são lugares em geral meio sujos (claro, depende do dia/hora/localização) e com alguns pedintes (na porta, pedindo, ou dentro, comendo).

2) Restaurantes de cadeia: essa categoria inclui os fast food mencionados acima, mas não se resume a eles. Aqui eu incluo os restaurantes estilo Outback, AppleBees, HardRock Café, etc. São restaurantes que servem basicamente o mesmo cardápio no mundo  todo, mas que são restaurantes: você entra, pede uma mesa, senta, pede comida, é atendido por um garçon, etc. Nós não frequentamos esses restaurantes, mas nós vamos a eles. Faz sentido? Em geral eles não são nossas primeiras opções, porque em Manhattan sempre se tem várias opções. Mas se, por exemplo, você está na região da Times Square, 99% dos restaurantes lá são assim. Se estamos por lá, comemos. Ou se estamos fora de Manhattan. Quarta-feira (antes de ontem), por exemplo, estávamos num shopping em San Diego (California) fazendo hora pra ir pro aeroporto e comemos num Cheesecake factory. Esses restaurantes de cadeia tem, em geral, a comida até gostosa. Alguns lugares tem comidas melhores que outros (gostamos muito do Cheesecake factory, mas talvez tenha um lado sentimental, já que nos lembra um querido casal de amigos :) ). Novamente, se você pede dicas de restaurantes, esses lugares não chegam na nossa lista de lugares preferidos porque temos várias outras opções em Manhattan. Não quer dizer que achamos a comida ruim. Esses lugares não são exatamente baratos, mas são mais em conta do que no Brasil (acho! Nunca fui nesses lugares no Brasil). No Cheesecake Factory, por exemplo, um prato individual custa uns $15-$20 ($20-25 se for carne vermelha/frutos do mar).

3) Joints: esses são lugares pequenos, que servem comida rápido (fast food?), tipo hamburger, tacos, quesadillas, coisas assim, mas não são grandes cadeias internacionais. Podem ser até cadeia local, mas raramente são nacionais/internacionais. Gostamos desses lugares porque, sendo locais, em geral eles servem comida fresca (hambuger de carne moida fresca, em vez do hambuger congelado do BK, por exemplo). Aqui incluo lugares tipo o Burger Joint e o ShakeShack (dois lugares de hamburger e milk shake super bons!), o Dos Toros (lugar de quesadillas e burritos), o Num Pang (lugar de sanduíche vietnamita), etc. O preço desses lugares varia mas, sendo estilo sem-garçon, ficam mais em conta (só aqui vocês já cortam no mínimo 15% da conta). Eu chutaria que uns $10 por pessoa (1 hamburger/sanduiche + refri).

4. Restaurantes: aqui incluo restaurantes com garçon. Senta na mesa, pede, etc. (Em geral) A comida demora um pouco mais do que nas categorias 1 e 3 acima. Nessa categoria, o preço varia. Vão existir lugares baratinhos (os asiáticos, principalmente), lugares médios e caros. Que nem no Brasil.

Em geral, nós vamos aos lugares 3 e 4. Vamos ao 2 quando não temos muitas opções. Vamos ao 1 raramente/nunca. Quando eu sugeri que vocês evitassem os lugares 1 (e 2) no post anterior, eu estava pensando mais na linha: “deem uma chance aos lugares que vocês não conhecem o cardápio”. Não significa que vocês vão gastar MUITO mais dinheiro. Mas quer dizer que vocês já sabem o sabor, o tempero da comida de lugares que vocês conhecem… tentem lugares desconhecidos. Não estou dizendo que vocês devem gastar muito dinheiro (como Sergio falou no comentário do post anterior, existem vários lugares baratos que não sejam exclusivamente BK/McDonalds) nem que devem se arriscar em culinária tradicional chinesa. Quis dizer que não custa muito ir a lugares que vocês não conhecem e pedir uma comida que tenha ingredientes que vocês gostam. Tipo, se você gosta de hamburger, pula o BK e vai no ShakeShack ou Burger Joint. Não tem perigo de você não gostar.

#prontomeexpliquei :)

Onde comer em Nova York – além dos fast food

Familiares e amigos que nos visitam e leitores do blog estão sempre pedindo recomendações de bons restaurantes em Nova York. Nos temos uma lista gigantesca de lugares legais, e vamos tentar falar mais desses lugares aqui no blog. Mas, queria deixar claro uma coisa: se você está aqui no blog (ou falando conosco pessoalmente) e quiser recomendação de onde comer, esteja aberto ao que vai ouvir e tente experimentar.

Se você está esperando ouvir dicas de lugares que sirvam hamburguer estilo Mc Donalds ou costelinha do Outback ou pizza do Pizza Hut, você está falando com as pessoas erradas. Nós absolutamente não vamos a esses lugares. Nova York é um dos poucos lugares do mundo onde você encontra comida de qualquer lugar do mundo. Qualquer! E esses restaurantes de cadeia internacional servem A MESMA COISA em todo lugar do mundo. Se você adora Mc Donalds no Brasil, bom! Você deve ter um Mc Donalds perto da sua casa. Agora, você pagou $1000 de passagem, $1000 de hotel, e está gastando todo seu 13o e 14o em roupas, perfumes, maquiagem, eletrônicos… que tal aproveitar e conhecer algo novo?

Ok, se você é especialmente louco alucinado por um desses lugares, claro que você pode visitar (mas nós não vamos recomendar!). Sobre fast food tipo Mc Donalds e Burger King, fique atento: sabe aquele restaurante chique no Brasil, onde você paga R$30 por uma promoção, no salão lindo e limpo, com piso branco, mesas brancas, balcão de granito, tudo limpo e cheirando bem? Aqui não é assim! Como vocês devem saber, um Big Mac aqui custa uma bagatela. Não sei quanto, mas eu chuto que você consiga pagar uma refeição no Mc Donalds por menos de $5. Então, sendo assim super em conta, faz com que esses sejam os lugares onde moradores de rua vão comer – e aproveitar o ar-condicionado no verão ou aquecimento no inverno. Além disso, parece que eles tem poucos funcionários, o que faz com que as mesas fiquem sujas por mais tempo… e que o chão fique sujo por mais tempo… e a aparência do lugar seja… suja.

Então, nós não vamos ao Mc Donalds. Ou Burger King. Ou similares. Mas nós adoramos hamburger… então conhecemos vários lugares que servem o hamburger tradicional americano. Nós também adoramos batata frita. E também conhecemos vários lugares que servem batatas ótimas! O ponto que eu queria fazer é que se você está em Nova York, aproveitando tudo que a cidade tem para oferecer, abra sua cabeça ainda mais um pouco e prove culinárias diferentes. Está planejando ir à Índia? Não? Bom… mas que tal provar comida indiana? E visitar o Congo? Sem planos? Bom, dá pra provar a comida de lá mesmo assim! E Thailandia? Egito? Paquistão? Jamaica? Quenia? Colombia? Portugal? Não importa, tente. Se você não gostar, tudo bem. Ao menos você vai ter provado uma coisa que nunca mais vai provar na vida. Mas é uma experiência legal, gente! Aproveitem! Ok, podem comer suas costelinhas do outback ou seus bigMacs uma vez, mas aproveitem a cidade!

E quando vocês tiverem o coração aberto para uma pizza tradicional (não, não tem frango com catupiry), ou uma comida árabe (não, não tem esfiha…), ou uma comida americana (não, não é um Big MAc), ou uma comida Mexicana (não, não é TacoBell), vocês podem procurar a gente e nós vamos ter mil e uma recomendações. Abram suas cabeças e corações para as novas experiências gastronômicas que NY pode oferecer… se você não curte MESMO comida diferente… ainda assim você pode tentar uma culinária diferente e comer um arrozinho com frango chinês, em vez de um BigMac… :)

Bares em NY – uma experiência diferente…

Eu adoro bares no Brasil! Adoro a cervejinha nevando, o petisquinho gorduroso, a conversa com os amigos sem hora de ir embora… é lindo de morrer. Até o churrasquinho da esquina serve. Aqui em NY, a coisa é diferente… não que não existam bares por aqui. Existem. Milhares. O problema é que vários bares aqui não servem comida.

Uóoooooooooot? você deve estar se perguntando. Pois é. Aqui vários bares não tem comida, então você simplesmente bebe… eu não funciono apenas com bebida. Eu preciso de um petisquinho. Dai, alguns outros bares servem comida, mas não são os meus amados petisquinhos… o mais petisco que você encontra é batata frita ou nachos. “Comida de bar” aqui são hamburgers, chicken wings, quesadillas, etc. Bla. Além disso, de não ter comidinhas, só comidas pesadas, você não pode ficar eternamente numa mesa. E mais, em alguns cantos, mesa só se for comer. Então, se você quer só tomar a cervejinha, fica em pé ou, se der sorte, pega um lugar no bar. Se você senta na mesa, o(a) garçon(nete) vem e pergunta o que você vai querer. Você diz as bebidas. Ela traz as bebidas e pergunta: “e para comer?”. Dai você tem que pedir a comida (você pode até enrolar um pouco, mas se enrolar demais e o bar tiver cheio, ela vai dizer que a mesa é apenas para quem vai jantar, e bla). A comida vem (super pesada… ninguém merece tomar cerveja com hamburguer) e quando você acaba, o garçon já vem ver se você terminou e se quer mais alguma coisa. Nessa hora, você pode continuar pedindo bebida. O problema é que em alguns cantos, o garçon já pode trazer sua conta sem você pedir. É um saco. Então, comida de bar não tem. Alguns bares nem comida tem. Os que tem, a chance da comida ser ruim é de 25%. A chance da comida ser super pesada é de 90%.

Sobre a comida que você normalmente vai encontrar:

  1. hamburger (burger): 99% de chance. Quando você pedir, vão perguntar como você quer a carne (how do you want that cooked?), ou seja, qual ponto da carne você quer. As resposta são: bem passada (well done), ao ponto para bem passada (medium well), ao ponto (medium), ao ponto para mal passada (medium rare) e mal passada (rare). Isso vale para qualquer carne que eles perguntarem, inclusive cordeiro (lamb), vitela (veal) e pato (duck).
  2. sliderssliders são hamburguers pequenos. Em geral são vendidos em duplas ou trios e, por serem pequenos, em geral eles não perguntam sobre a temperatura da carne. Normalmente fica entre medium medium well.
  3. batata frita (fries): steak fries são as batatas fritas mais grossinhas, curly são as que parecem um macarrão parafuso, smile são as em formato de smileLoaded fries são as que são carregadas (loaded) com alguma coisa – normalmente queijo e bacon, algumas vezes, com chili.
  4. chicken wingsasinhas e sobrecoxa de frango fritas, passadas em algum molho (bufalo = picante, asiático ou barbecue, normalmente). Se não vem especificação do molho, significa que é o molho bufalo (buffalo sauce), que é picante. Algumas vezes eles perguntam quão picante você quer – hot, mild, etc. Mesmo que você seja acostumado a comer comida picante, comece pelas mild.
  5. anéis de cebola (onion rings): menos comuns.
  6. Quesadillas
  7. Nachos
  8. Paninis
  9. Tater tots: são bolinhas de batata ralada e fritas. Crocantes por fora, macias por dentro. Nham. 

A bebida dos bares também é um pouco diferente. Acho que todos tem cerveja, e a maioria é full bar, ou seja, serve tudo (vinho, cerveja, coqueteis). Mas, vários bares não tem cardápio. Você pode perguntar que cervejas eles tem (alguns dizem “qual você quer?”, já que eles tem quase todas), tipos de vinho (uvas, gente, tipos de uva), mas não espere um cardápio compreensivo com tudo. Alguns podem ter um cardápio com os coquetéis, mas… não é regra. Então, saiba o que pedir.

Sobre as cervejas, algumas são em garrafa long-neck (bottle), lata (can, normalmente listadas junto com as em garrafa) e as cervejas on draft ou on tap ou draught beers (ou seja, chope – ou chopp, como preferir), servidas em pint (se lê páint, e não pint ou paint – como paint brush. É um copo com quase 500mL), ou pitcher (uma jarra, com 1,7L). Além disso, as cervejas aqui não são estupidamente gelada.  Normalmente, nem geladas são. São frias. As de garrafa tendem a ser mais frias. Os pints ou pitchers são frias tipo uns 10-15C.

Sobre os coqueteis, varia muito. Existem vários sites que dizem mais os menos o que os mais comuns tem, mas eles tem nome especificos e, se você souber, pode pedir que se o lugar for full bar o bartender sabe fazer. Eu só conheço o mojito (rum, limão e hortelã), malibu pineapple (rum malibu – de côco – e suco de abacaxi) e piña colada (rum, suco de abacaxi, e creme de côco). Bares (de restaurantes) mais arrumados vão saber fazer caipirinha, mas talvez não seja comum em bares normais. Se o bar não estiver muito cheio, você pode conversar com o bartender e dizer mais ou menos do que você gosta, e ele/a prepara um drink para você. Tipo, se você é fã de caipirinha, você chega lá e diz que gosta de bebidas com frutas cítricas, por exemplo. Ele pode fazer um mojito (e cobrar o preço do mojito do cardápio) ou ele pode criar um drink especialmente para você. Nesse caso, se os drinks custam em média $10 nesse bar, espere que o seu drink especial custe de $10-$15.

E, para finalizar, 3 informações importantes:

  1. Só maiores de 21 anos podem beber. Se você tem menos de 35, ande com seu passaporte (nem adianta usar a identidade do Brasil ou cópia do passaporte). Os bartenders/garçons vão pedir sua identidad ena hora que você pedir a bebida. Em alguns cantos, vão ter bouncers na porta, que só deixam entrar no bar pessoas com mais de 21. Venha preparado.
  2. Na hora que você pede a bebida, você tem que pagar. Ou você abre uma conta (um  tab) e dá seu cartão de crédito para segurar a conta (eles vão ficar com o seu cartão até você pedir para fechar a conta) ou você paga cada bebida em dinheiro, na hora que pede.
  3. Gorjeta. Gorjeta. Gorjeta. Aqui você tem que dar gorjeta para tudo (menos fast food). Então, se você deu seu cartão de crédito e abriu um tab no bar, na hora de pagar, coloque pelo menos 15% de gorjeta (tip). 15-20, dependendo do atendimento. Se foi excelente, e você paquerou com o/a bartender a noite inteira, dê pelo menos uns 25%. Se você está pagando em dinheiro a cada pedida, a regra é de pelo menos $1 por bebida. Se a cerveja custou $3 no happy hourtip $1. Se a cerveja custou $7 no horário normal, e você pediu 2 cervejas, tip $2. Se você pediu um vinho de $15, tip $1. Se você pediu uma coisa muito específica (tipo, seu drink especial ou sugestão do bartender), tip pelo menos $3.

P.S.: Quando você paga a conta com cartão de crédito, o garçon leva o seu cartão, passa na máquina, e traz o seu cartão de volta com a conta, para você assinar. Normal. O detalhe é que ele passa o valor da conta (digamos, $100). Daí, a conta tem o lugarzinho para você escrever a gorjeta (tip, digamos $18) e colocar o novo total ($118). Daí, você já pode ir embora com seu cartão, mas eles vão cobrar $118 no cartão de crédito, e não os $100 iniciais. Nesse caso, se você quer controlar mais, você pode fechar a conta no cartão nos $100 mesmo e dar o tip em dinheiro.

Andando de taxi em Nova York – Parte 3: os livery cabs

Livery cab - taxi preto em NY

Nos dois últimos posts sobre táxis em NY, nós falamos sobre como funciona e os preços. Todo o tempo nós nos referimos aos tradicionais táxis amarelos. Mas, em NY existem 2 tipos de táxis: os amarelos (que todo mundo conhece) e os pretos (livery cabs ou car service).

Os livery cabs são carros de serviço (car service, como o próprio nome diz). Sabe, no Brasil, quando você liga pedindo um táxi? Pronto. Aqui é a mesma coisa! Você pode ligar para uma empresa e pedir um táxi no endereço tal, na hora tal. Esse táxi é o táxi preto, o livery cab. Eles não tem taxímetro, então você precisa combinar o preço logo – eu sugiro que você combine quando ligar ou, pelo menos, antes de entrar no carro. Não deixe para perguntar o preço quando chegar ao seu destino…

Então, os livery cabs são os que você chama pelo telefone e não tem taximetro. O problema é que esses táxis estão sempre na rua, então quando você está na rua, abanando seus braços ou fazendo a dança da chuva para pegar um táxi, volta e meia os táxis pretos param e se oferecem. Não aceite. Isso é ilegal. Esses táxis são proibidos de pegar pessoas na rua, como os táxis amarelos fazem. Mas, o prefeito de NY está propondo uma mudança, para que esses livery cabs possam pegar passageiros nas ruas, só que fora de Manhattan. Ou seja, no Queens, Brooklyn, Bronx e Staten Island. Em Manhattan, apenas acima das ruas 96 leste e 110 oeste. Mas, na verdade, isso ainda não foi aprovado, então… melhor evitar.

Esses carros não podem se oferecer nos aeroportos. Se você programar com uma empresa, tudo bem. Ele estará lá com a placa com o seu nome. Mas se você não combinar, não pegue. Ainda dentro do aeroporto, vários motoristas desses táxis ficam perguntando se você quer um táxi, se oferecem pra levar sua babagem, etc. Não aceite. Se você está no JFK, saia do aeroporto e pegue um táxi amarelo (preço fixo de $45 para qualquer lugar em Manhattan, mais 15-20% de gorjeta). Acho que no aeroporto LaGuardia é a mesma coisa, mas não sei como é no aeroporto de Newark.

Curiosidade: possivelmente devido a sua natureza duvidosa, os livery cabs também são conhecidos como gypsy cabs (táxis ciganos).

Andando de taxi em Nova York – Parte 2: o custo

Num post anterior, nós falamos um pouco sobre “as regras” do sistema de táxis em NY. Esquecemos de falar que táxis nos Estados Unidos também são chamados de cab. Então se você estiver num hotel e um funcionário perguntar se você quer um cab, você já sabe o que ele quer dizer. Nesse post, falaremos um pouco do custo dos táxis em NY, que é bem mais em conta do que em várias partes do Brasil.

Quando você entra no táxi, a tarifa (fare) começa em $2.50 mais uma sobretaxa que varia de $0.50, $1.00 das 20h às 6 da manhã, e $1.50 de segunda a sexta, das 16-20h. Essa é a tarifa básica. Daí, cada quinto de milha (mais ou menos 320 metros – ou 5 minutos de caminhada) ou 60 segundos parado custam adicionais $0.40. No final, ainda tem cerca de 10% de imposto E a gorjeta, em torno de 15-20%. Parece caro, mas na realidade, não é. Manhattan é super plana, o que faz com que tudo seja relativamente perto. Por exemplo, imagine a seguinte situação: você e outra pessoa (2, no total) não tem o cartão ilimitado do metrô e pagam $2.25/pessoa para cada passagem. Vocês estão no MET (rua 82 com 5a avenida) e querem ir para o Empire State (rua 34 com 5a avenida). As opções seriam:

  1. ir andando: cerca de 4km. Tempo: 50min; Custo: $0.00;
  2. ir de metrô: andar até a avenida Lexington com rua 86 (10min, cerca de 800m), pegar o metrô 6 downtown e descer na estação 33 street (cerca de 10min), e caminhar de volta até o Empire State (5 min, cerca de 300m). Tempo: 20-30min; Custo $4.50;
  3. ir de ônibus: andar até o ponto de ônibus na 5a avenida com rua 84 (cerca de 150m, 2minutos), pegar o ônibus M2 e descer na estação da rua 33 (cerca de 20min) e caminhar até o Empire State (menos de 100m, 1 minuto). Tempo: 25-35min; Custo: $4.50;
  4. ir de táxi: pegar um táxi na porta do museu e descer na porta do Empire State. Tempo: 10-15min; Custo: $13.50 (média, com gorjeta).

Outra coisa interessante é que andar de norte a sul de Manhattan é muito mais fácil do que se locomover no sentido leste-oeste. A maioria das linhas de metrô fazem o percurso Norte-Sul, enquanto apenas 2 fazem o percurso Leste-Oeste (na rua 14 a linha L, na rua 42 as linhas 7 e S). Então, imagine a situação 2: você está num grupo de 4, e querem ir do Rockefeller Plaza (rua 50, entre 5a e 6a avenidas) para o Intrepid (rua 46 com avenida 12). As opções seriam:

  1. ir andando: cerca de 2.5km. Tempo: 30min; Custo: $0.00;
  2. ir de metrô: andar até a estação 47-50 st – Rockefeller Center, e pegar a linha D uptown, descer na estação 59 street – Columbus Circle, trocar para a linha A downtown, descer na estação 42nd street – Port Authority e caminhar da 8a avenida até a 12a avenida. Tempo: 25-35min; Custo $9.00;
  3. ir de ônibus: andar até o ponto de ônibus na 6a avenida com rua 49, pegar o ônibus M50 e descer na estação da rua 42 com 12a avenida. Tempo: 30-40min; Custo: $9.00;
  4. ir de táxi: pegar um táxi e descer na frente do Intrepid. Tempo: 8-12min; Custo: $6.50-$15 (já com gorjeta, variando de pouco a muito trânsito).

Você tem que comparar o tempo, distância, clima, conforto da caminhada (fez muitas compras?), quantas pessoas são (vocês podem pegar 1 táxi ou precisam de 2?) e se vocês estão com o metrô ilimitado ou não. Mas, queria apenas dar uma ideia de que o preço não é absurdo. Isso é especialmente importante à noite, quando você já está cansado, está numa região que não tem metrô perto, está com criança, etc.

Dica: para calcular as rotas, use o GoogleMaps e clique em Directions. Usuários mais avançados podem também usar o HopStop. Nesses dois sites você pode colocar os pontos iniciais e finais e comparar o tempo de ônibus, metrô, carro/taxi e a pé. A vantagem do GoogleMaps é que é super simples de mexer e você pode salvar todos os mapas que você criar. A desvantagem é que ele não atualiza as modificações da MTA (tipo, quando o metrô está pulando estação x, etc.). O HopStop é meio complicado de mexer (não é user friendly at all), mas ele é atualizado diariamente para acomodar as modificações diárias do metrô/ônibus. Para ter uma ideia da tarifa de táxi, use o TaxiFareFinder.

Como andar de metrô em Nova York (sem entender inglês) – Parte 2: Entendendo o mapa

Nós já falamos aqui que a primeira coisa que você deve fazer quando chega em NY e vai usar o metrô, é pedir um mapa do metrô. Todo funcionário naquele guichê tem vários mapas, que são de graça. É só chegar lá e pedir “a subway map”. Nesse mesmo post anterior (Parte 1), nós explicamos que tipo de metrocard você pode/deve comprar. Agora que você já sabe comprar e usar o metrocard, vamos entender o mapa dos metrôs.

O site da MTA também tem o mapa do metrô, com links para as estações que você quiser informações. Mas isso só funciona se você tiver acesso a internet, e não vale a pena perder tempo na rua fazendo isso. Você pode (até deve, acho) brincar um pouco com o mapa online quando tiver tempo e se estiver realmente quase chegando na cidade, para se familiarizar ao menos as coisas básicas. Mas, para o dia-a-dia na cidade, use o mapa de papel que eles dão, ou imprima o pdf do site da MTA (eu aconselho a pegar o mapa nas estações). Não adianta trazer o mapinha que tem no seu guia de turismo de NY. Às vezes os mapas são desatualizados/errados. Melhor usar o daqui.

Apesar do mapa que eles dão ser MUITO bom, ele dá apenas as informações gerais. Como em toda cidade grande, sempre acontece algo, um acidente, um problema nos trilhos, energia, manutenção, obras, etc., que fazem com que a estação feche (por alguns dias ou horas) ou fazem com que o metrô pule algumas estações. Não se desespere: chegaremos lá! Primeiro, vamos ao mapa.

Mapa das linhas de metrô

A primeira coisa que você deve fazer quando pegar o mapa é circular a estação mais próxima ao local onde você está hospedado. Depois, você deveria marcar as estações próximas aos locais que você quer visitar, só para ficar mais fácil quando estiver na rua, identificar o que você deve fazer. Como vocês podem ver, as linhas de metrô de NY são agrupadas em cores (linhas amarela, laranja, verde, azul, vermelha, cinza, marrom e roxa). Para cada cor, você pode ter várias linhas de metrô, especificadas por números ou letras. Cada estação tem um nome e, no mapa, você pode ver quais cores de metrô passam por ali. Isso ajuda para uma identificação rápida. Por exemplo, se você está perto da estação da 14a rua com 1a avenida (1st ave), e quer pegar a linha azul para ir para o museu de história natural, você rapidamente vê que nessa estação só passa a linha cinza… daí você vai precisar fazer alguma transferência. Círculos pretos nas estações significam que apenas trens locais param naquela estação. Trens locais são linhas de metrô que param em praticamente todas as estações de metrô daquela linha. Trens expressos são linhas de metrô que pulam várias estações. Os trens expressos param apenas nas estações que tem bolinhas brancas.

As 4 coisas mais importantes para lembrar quando estiver andando de metrô em NY são:

1) Saiba para qual direção você quer ir: antes de entrar na estação, identifque para que lado da cidade você quer ir. Se você está na altura da rua 23 e quer ir para a rua 42, você que ir para o norte da cidade, ou seja, na direção uptown. Então, toda vida que você quiser ir para uma rua acima da que você está, você quer ir uptown. Se você está na rua 42 e quer ir para a 23, você quer ir para o sul da cidade, ou seja, downtown. uma vez que você sabe para que lado você quer ir, preste atenção na placas: 

  • na entrada da estação: essa estação dá acesso aos trens uptown e downtown ou uptown only, downtown only?
  • na estrada da roleta: esse acesso é para trens uptown downtown ou uptown onlydowntown only?
  • na plataforma do metrô: desse lado da plataforma, os trens são downtown ou uptown?

2) Saiba qual trem você quer pegar: quando você estiver na plataforma, não pegue o primeiro trem que vier. Confira quais trens que param na plataforma que você está vão para a estação que você quer. Por exemplo, na estação da Union Square, na plataforma da linha verde, param os trens 4, 5 e 6, mas o 4 e 5 são expressos e o 6 é local.

3) Preste atenção aos avisos: às vezes o condutor do trem avisa alguma mudança de linha (tipo, você está num trem local e, por algum motivo, a partir da estação x ele vai ser expresso). Esses avisos, em geral, incluem informação sobre como fazer para ir para a estação x que o trem não vai mais parar. Ou os avisos se referem a um atraso, então o trem vai ficar parado por alguns minutos. Coisas assim. É importante tentar entender, mas nem sempre você vai conseguir (eles falam condutês). Se não conseguiu, não se desespere. Continue no trem até você se localizar. Se você queria ir para a estação 42 e da 34 ele passou direto para a 59, desça na 59 e procure um trem downtown. Não se desespere. Se o condutor falou algo e ninguém saiu do trem, continue no trem. Se todo mundo saiu do trem, saia do trem.

Cartaz com mudança no metrô - By Lorena Fortuna

4) Preste atenção nos avisos na estação: sempre que há uma modificação planejada, a MTA coloca avisos (de papel mesmo) colados na parede da estação e plataforma. Se você estiver numa estação e vir um aviso, pare e leia. Veja para quando é a mudança, o que vai acontecer, e, se ela afetar você, como você vai se virar. Os avisos informam se as mudanças serão durante a semana (Weekdays) ou final de semana (weekend), quais dias, hora, e quais linhas de metrô. Para cada linha, ele também informa o que você deve fazer. Por exemplo, na foto, as mudanças são para a hora do rush (hehehehe ótimo…), das 6:30-9:30 da manhã e das 3:30 as 8 da noite, de 9 a 13 de janeiro. A linha D, que normalmente é expressa, passaria a ser local nessas horas/dias, nas duas direções (uptown e downtown). Se a mudança fosse o contrário, ou seja, uma linha que normalmente é local mas que seria expressa (pularia, por exemplo, as estações da 14th a 59th) numa determinada hora do dia, o aviso incluiria informações do tipo “se você iria para a estação 23rd, desça na estação 59th e pegue a linha x na direção downtown”. Parece complicado, mas se você vai usar aquela linha e tem o mapa de metrô na mão, você entende rapidinho. A lição é: fique de olho!

Ps: Obrigada Lorena, pela a foto :)

Andando de táxi em Nova York – Parte 1: o básico

No Brasil, andar de táxi é caro. Em Nova York, andar de táxi relativamente barato. Tanto, que várias vezes é mais vantajoso pegar um táxi do que o metrô. Mas, antes de começarmos a falar sobre o custo, vamos explicar algumas coisas sobre os táxis de NY.

Taxi amarelo - by Alexander Kurz

Como vocês bem sabem, os táxis de NY são aqueles amarelinhos. alguns carros são adaptados para levar passageiros em cadeira de rodas, mas a maioria dos táxis são desse modelo tradicional ou outros carros pequenos. Os modelos tradicionais e os carros pequenos transportam no máximo 4 passageiros (3 atrás e 1 na frente). Alguns modelos de carros pequenos podem transportar 4 atrás e 1 na frente. Pense nisso quando for pegar um táxi e não tente negociar com o motorista. Se o grupo tem 6 pessoas, vocês tem que pegar 2 táxis.

Agora, como fazer? Você está na rua, com outras 2 pessoas, esperando por um táxi. Primeiro, preste atenção na placa na parte de cima do carro. Se apenas a parte do meio está acesa (é a placa com o número – ou medalhão – do táxi), o táxi está livre e pode pegar passageiros. Se está tudo apagado, o táxi está ocupado.

Daí vem a parte mais complicada: quando os táxis estão fora de serviço (off duty). Se as luzes laterais estão acesas e a parte do meio está apagada, o táxi está fora de serviço e não pega mais passageiros. Isso é bem raro. Se as luzes laterais E a placa do meio estão acesas, o táxi está fora de serviço, mas ainda pode pegar alguns passageiros. A maioria dos táxis que estão saindo/fora de serviço deixam as luzes acesas e param para pegar passageiros, mas antes de te deixar entrar, eles perguntam para onde você vai, e só aceitam se for no caminho deles. É muito comum eles negarem te levar. Isso acontece principalmente por volta das 5 da tarde. Agora que você já sabe identificar se o táxi está disponível ou não, é hora de aprender as regras.

  1. Se o táxi está livre (apenas a placa do meio acesa) e parou para você, entre no táxi. Se o táxi está livre, você não tem que dizer para onde você está indo antes de entrar no carro. Uma vez que você está no carro, ele não pode negar te levar para onde você vai. Isso é especialmente importante se você está em Manhattan e quer ir para o Brooklyn ou Queens, ou vice-versa.
  2. Essa mesma regra vale para quando você quer fazer mais de uma parada. Por exemplo, você está numa loja, vai buscar seu amigo/familiar no hotel e vão para um restaurante. Em vez de pegar 2 táxis, você pode entrar no táxi, dizer o cruzamento das ruas do hotel e, quando chegar lá, dizer que está só pegando a pessoa. Importante: a pessoa deve estar já pronta, na rua. Não pode fazer isso se a pessoa ainda está no elevador. Tem que ser parar o táxi, entrar, e seguir para o restaurante.
  3. Dando o endereço: diga o cruzamento das ruas/avenidas. Tipo, 14th and Broadway, ou 53rd between second and third avenues. Não diga “hotel x”, porque ele pode não saber.
  4. Na hora de pagar: todos os táxis são obrigados a aceitar cartão de crédito/débito. Se eles quiserem te obrigar a pagar em cash, pode resistir e usar seu cartão de crédito/débito. É seu direito.
  5. Preste atenção no caminho que o motorista está fazendo. Como a maioria das ruas/avenidas de NY são numeradas, preste atenção no caminho. Se você está na rua 65 e quer ir para a 42, as ruas tem que diminuir! Então, se o motorista passa pela 66, 67… pergunte para onde ele está indo e repita que você quer ir para a 42. Preste atenção, porque eles podem fazer isso por engano (eles podem não ter entendido bem o número que você falou) ou de má-fé mesmo.

Pronto. Agora que você já sabe andar de táxi, outra informação interessante: táxi aqui corre muito e para bruscamente. O tempo todo. Eu, medrosa como sou, fico morrendo de medo o tempo todo. (Às vezes) Os carros têm cinto de segurança, então você pode colocar para se sentir mais seguro.

Curiosidades sobre os táxis de NY: apesar de você ter a impressão de que NY tem um milhão de táxis, na verdade, a cidade tem apenas (?) 13.000 táxis amarelos, e esse número não tem aumentado por muitos anos. O sistema de táxis aqui é baseado em “medalhões” e o número de medalhões foi definido no final dos anos 30. Então, desde lá a cidade só pode ter, no máximo, cerca de 13.000 táxis. Hoje em dia, um medalhão custa cerca de $1.000.000 (sim, um milhão de dólares). Para ouvir a história dos medalhões ser contada de uma maneira interessantíssima, escute esse podcast (em inglês).

Como andar de metrô em Nova York (sem entender inglês) – Parte 1: Comprando o Metrocard

O sistema de metrô de NY é muito bom! Não é limpinho e novo como de outros lugares, mas serve a cidade (quase) toda e tem muitas estações espalhadas pela cidade. No começo pode parecer difícil, mas não é. É só prestar atenção. Esse assunto vai ser dividido em 2 posts, um sobre o Metrocard e outro sobre os mapas.

A primeira coisa que você deve fazer, é passar no guichê e pedir um mapa ao funcionário. Esses são os melhores mapas, porque (em geral) são atuais. Nem se preocupe em pegar o mapinha que vem com o livro que você comprou… Quando você pegar o mapa, marque onde está seu hotel/pousada/casa/apt., assim você vai conseguir se localizar mais rápido. Se você quer um mapa ao menos para chegar na cidade, use o Google Maps ou o mapa do MTA (oficial).

Agora, você vai comprar seu metrocard, que é o cartão que dá acesso ao metrô. Atualmente (em março de 2012), você tem as seguintes opções:

  1. Single ride ticket (apenas 1 passagem): O single-ride ticket custa $2.50 e dá UM acesso ao metrô, ou seja, paga a passagem de UMA pessoa, apenas UMA vez. Quem deve comprar esse cartão? Ninguém.
  2. Pay-per-ride (pague-por-passagem): Com essa opção, você coloca uma quantidade de $$ no cartão (quanto você quiser, mas a máquina dá a opção automática de $10, $20 ou $50) e você paga $2.25 cada vez que usar. Nesse caso, se você colocar $10 ou mais, ganha 7%. Ou seja, se você coloca $10, seu metrocard vai ter na verdade $10.70 de crédito. Se colocar $20, $21.40. E assim vai. Esse cartão pode ser utilizado várias vezes seguidas (tipo, bastaria um cartão para uma família de 4 pessoas, cada pessoa pagaria $2.25 para passar na roleta), e cada passagem é descontada do valor que o cartão tem. Se a família comprou um cartão com $20, ficou com crédito de $21.40 e depois que as 4 passassem na roleta, o cartão teria apenas $12.40. Quem deve comprar esse cartão? Pessoas que vem passar menos de 1 semana.
  3. 7-day unlimited pass (passe ilimitado para 7 dias): Com esse metrocard, você pode usar o metrô/ônibus quantas vezes você quiser, por 7 dias. Se você comprar ao meio dia do dia 1 de viagem, continue usando no dia 7. Ele só vai parar à meia noite do dia 7. O problema com esse cartão é que ele é apenas para uma pessoa. Se você vier acompanhado, cada pessoa precisa ter seu próprio cartão. Se você passar o cartão e, por algum motivo, não passar pela roleta logo, o cartão vai ser dado como usado e você não vai conseguir passar na roleta de novo pelos próximos 15-20min (por isso é um por pessoa). O cartão de 7 dias custa $29 (mais ou menos o custo de 2 passagens por dia). Quem deve comprar esse cartão? O cartão de 7 dias deve ser comprado por qualquer pessoa que venha passar mais do que 5 dias na cidade. Se você passear normal, você vai usar, no mínimo, 2 passagens por dia (2.25x2x5=22.50). Porém, a chance de que você use mais do que 2 por dia é muito grande. Então, vale a pena investir no passe semanal.
  4. 30-day unlimited pass (passe ilimitado para 30 dias): Mesma coisa do ilimitado de 7 dias, só que para 30 dias. Custa $104. Quem deve comprar esse cartão? Pessoas que venham passar pelo menos 3.5 semanas.

Comprar o Metrocard pode parecer difícil, mas não é. Você pode usar cartão de crédito/débito ou dinheiro. Eu raramente uso dinheiro, mas sei que algumas máquinas só aceitam notas menores que $50, às vezes elas só dão troco de até $10, às vezes dão troco em moeda… para evitar, use o cartão de crédito/débito, ou tenha paciência para ler o que a máquina diz.

P.S.: NUNCA compre o Metrocard de alguma pessoa tentando te vender na estação ou na rua. Mesmo que a pessoa diga que a máquina está quebrada, vá lá e tente comprar mesmo assim. Se realmente estiver quebrada, (1) caminhe para a próxima estação ou (2) pegue um táxi (táxi aqui é barato e, às vezes, vale a pena).

Clima de Nova York em Janeiro

Como sobreviver ao clima de Nova York em janeiro? No primeiro mês do ano, a temperatura realmente baixa! Tentei fazer esse post meio dia-a-dia, para dar uma melhor noção da temperatura e de como se vestir. Antes disso, algumas consideraçòes importantes:

  • Aprenda a diferença entre temperatura e sensação térmica: normalmente vemos a temperatura, mas quando venta, ela pode baixar em até 10 graus. E quando estamos falando entre 0 e -10 ou 5 e -15 graus, essa diferença é muito significante. Sempre preste atenção na sensação térmica (feels like) e se prepare para essa temperatura. É sempre melhor sair mais aquecido e deixar o casaco um pouco aberto do que ficar com frio.
  • Veja a previsão do tempo diariamente, e para o dia todo! Isso é especialmente importante se você vai passar o dia todo fora de casa, andando pela cidade. A previsão do tempo aqui é bem acurada, principalmente no mesmo dia. Diariamente, antes de sair ou na noite anterior, visite o Weather Channel e confira a previsão do dia.
  • Nesse post, estamos usando temperaturas em Celsius, mas nos programas de tv daqui eles usam Fahrenheit. Aprenda a fazer a conversão ou ao menos tenha uma ideia. Aqui vai minha cola: até 10 graus F: desagradavelmente MUITO FRIO; entre 11-20 F: desagradavelmente muito frio; 21-30 F: muito frio; 31-40 F: frio; 41-50 F: frio agradável; 51-60: friozinho agradável, excelente temperatura para passear o dia todo; 61-73: melhor temperatura do mundo; 74-80 F: calorzinho agradável; 81-90 F: calor; 91-96 F: quente; 97-100 F: MUITO QUENTE; >100 F: inferno.

Agora, como se vestir.

  1. Na primeira semana do ano, a temperatura baixou para os negativos. Em alguns dias, a temperatura média foi de -2 a -5 graus mas, com o vento (sempre tem, nessa época), chegou a -10 a -15 graus. Como se vestir para -10 graus: (a) calça e blusa térmicas (falei um pouco delas aqui – uma meia calça grossa pode ajudar, mas eu realmente recomendo a calça térmica, ela é BEM melhor), (b) calça jeans, (c) meia grossa (até a metade da canela, de preferência. Muita gente usa meias de lã nessa época. Para mulheres, muitas usam as “legwarmers”por cima da calça jeans/bota como uma alternativa para a meia grossa), (d) suéter grosso (de lã, por exemplo), (e) um casaquinho (de fleece, lã grossa, moletom grosso, etc.), (f) um casaco pesado (desses fofinhos ou de lã), (g) luvas, (g) gorro, (h) cachecol.
  2. Outro dia (no dia seguinte!) dessa mesma primeira semana do mês, precisamos sair de casa super cedo, o que significa, mais frio. Nesse dia, pegamos -10 com sensação de -15 graus. Como se vestir para -15 graus: (a) calça e blusa térmicas, (b) calça jeans, (c) meia grossa, (d) suéter grosso, (e) um casaco (de fleece, lã grossa, moletom grosso, etc.), (f) um casaco pesado (desses fofinhos ou de lã), (g) luvas, (g) gorro, (h) cachecol. E ainda vai estar frio. Quando venta, o rosto congela. :)
  3. Depois dessas temperaturas baixas, nao tivemos mais inverno rigoroso em janeiro nesse ano, entao se prepare para temperatura variando de 0 a sensacao de -20 graus.

Como se vestir em Janeiro

Coisas fundamentais em janeiro:

  • Gorro
  • Luvas
  • Hidratante para as maos (mantenha na bolsa e passe pelo menos 3x por dia, nos dias mais secos)
  • Hidratante para o corpo (passe um super forte antes de dormir)
  • Hidratante labial (mantenha no bolso do casaco e passe varias vezes por dia e tambem antes de dormir)