Olimpíadas nos EUA

Mesmo não sendo uma grande fã de esportes, eu me divertia muito nas Olimpíadas. Adorava acompanhar pela ESPN e ouvir as explicações dos comentaristas (afinal, eu não entendo patavinas de Ginástica Olímpica ou Saltos Ornamentais e por aí vai…). Assistia a qualquer coisa que tivesse passando.

Maaaaaaaaas, estou frustradíssima com essas Olimpíadas. Só passa em um canal (ou dois, nem sei), os comentaristas não comentam, só narram, e passam a maior parte do tempo piores que Galvão Bueno: “Perfeito! Esse salto foi perfeito! Ele é o melhor do mundo! Ela é campeã!” Comentar que é bom, nada. Quando eles tão falando até que vai. Pior é quando um deles, acho que o narrador do canal, se empolga e começa a gritar… saco.

Além disso, eles SÓ passam competições que têm atletas americanos. Vocês podem dizer que tudo bem, afinal, eles estão em todas. Mas eles só mostram os atletas daqui. Tipo, na ginástica só dava pra ver EUA e China. Nos saltos, mesma coisa. Natação, só mostram Phelps. Por algum milagre do destino Daniel conseguiu assitir ao jogo do Brasil ontem de manhã. Mas os de vôlei de praia, nem pensar. Tava passando hoje, na reprise.

Extremamente chato acompanhar. Mas ainda estamos tentando. De leve, mas estamos. E torcemos contra. Sempre. As medalhas de Phelps perderam a graça. O teatro da mãe dele era enjoado e exagerado. As oito (ou nove?) comemorações de Phelps não chegaram nem aos pés da comemoração emocionadérrima e genuína de Cielo. Ali sim, gritamos e vibramos juntos (nos 50 segundos de prova!). E pela primeira vez, sentimos o gostinho de Olimpíadas aqui…

Update (Daniel):
E eu digo mais alguns problemas: primeiro, os caras são obrigados a botar intervalo em todos os eventos. Na natação ou ginástica, até que vai. Mas assisti o jogo do Brasil ontem com intervalo comercial no meio do futebol. Eu não vi o segundo gol da Argentina porque estava no meio do comercial!

Outra coisa irritante é o ufanismo dos narradores aqui, Galvão Bueno perde de longe. Como nesses jogos a China está destruindo os EUA em praticamente todas as competições, é até prazeiroso ouvir frequentemente:
– “Lá vai.. Oh meu Deus!! Ele vai conseguir!! É incrível!! Acho que estamos presenciando um milagre da superação!!! Esse time que chegou aqui desacreditado, tem uma chance de ganhar a medalha de ouro!!!! … … Bom, depois dessa apresentação dos chineses, acho que o sonho do ouro ficou mais difícil… Mas valeu, eles lutaram e acreditaram até o fim…”

Eu gosto também de ver como, quando os chineses ganham, os americanos sempre estão inventando uma desculpa. O caso clássico é o quadro de medalhas, que aqui nos EUA é ordenado pelo total de medalhas (não pelo total de ouros como em todo lugar) só pra eles terem uma chance de ficar em primeiro. É hilário também quando eles soltam frases como “isso vai contra o espírito olímpico, o espírito de todos competindo em condições de igualdade”. Até parece que um ginasta do Brasil ou México está “em condições de igualdade” com um ginasta americano, por exemplo. Os caras tem muito, mas muito dinheiro mesmo investido nessas coisas, dinheiro que possivelmente nenhum outro país investe. E depois vem me falar de “condições de igualdade”…

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