Um ano depois

Hoje faz um ano que chegamos aqui. Como é segunda-feira, saímos ontem para comemorar. Nossa primeiras impressões…

Chegamos com o nascer do sol (leia-se 7h da manhã). Depois de desembarcar e esperar na fila da imigração, saímos do aeroporto com um sol maravilhoso! Eu tirei logo meu casaco, porque, afinal, sol = calor. Tirei meu casaco e, quando as portas do aeroporto se abriram, congelei. 😀 Primeiro impacto.

Pegamos um taxi para a casa de Marcel, que nos acolheria até acharmos nosso cantinho. E no caminho, sonhávamos por “estar em NY”. Na verdade, ficamos meio decepcionados no caminho, mas também era querer demais ver uma Times Square no caminho do aeroporto. Chegamos em Marcel, lesamos um pouco até a hora do almoço. Passeio pelo bairro (Astoria) e almoço no restaurante Tailandês. Pedi um prato com UMA pimentinha (eles classificam de 1 a 3 ou 4 pimentinhas) e não consegui comer. Duas ou três garfadas e pronto, a pimenta pegou. Deixei o prato todo. A garçonete veio até perguntar se estava ruim. Aiai. Depois do almoço, passeio por Manhattan. Aaaaah… Manhattan. Pega o metrô, atravessa o rio, chega em Manhattan. Passeamos um pouco pelo MeatPacking District, pertinho do Google, e tomamos nosso primeiro Starbucks. Decepção total. Mas depois recuperamos o respeito.  Primeira semana, semana de passeio o dia todo (afinal, na outra semana Daniel já começava a trabalhar). Passeio pra conhecer a cidade, pra procurar apto, pra comprar os móveis e utensílios e tal. Segunda semana, contagem regressiva para nossa mudança.

Mas, quais as primeiras impressões da cidade? A cidade é louca. Muito muito urbana. Mas, ao mesmo tempo, misturada com umas quitandinhas no centro da cidade. Combinação diferente. Poucos, quase nenhum, mendigos nas ruas. Muitas lixeiras, mas ainda lixo no chão. Água cara. Muita, mas MUITA gente nas ruas. Metrô ótimo. Cidade cara. E com muitas caras.

Um ano depois… o que mudou?

Quase nada. A cidade é muito urbana, mas vc se acostuma com o ritmo acelerado da cidade e das pessoas. Um ano depois, já nos irritamos com turistas andando com passinhos de bebê na nossa frente. Vc adquire alguns costumes, sem pensar que são costumes. Andar na rua com seu copinho de café (normalmente Starbucks) é uma necessidade básica: no inverno, um café quentinho, pra ajudar a aquecer. No verão, pega um café frio, frappuccino, pra refrescar. Vc se acostuma com as muitas opções de cinema, teatro, shows, livros, restaurantes, cafés, passeios, compras… e muito de um muito, o que fascina no começo. Ainda fascina… mas não tanto quanto antes. A cidade continua falando mais línguas do que eu saberia citar. O que provocava curiosidade no começo, hoje passar quase despercebido. Os mendigos nas ruas… bom, hoje notamos mais. Não chega aos pés do Brasil, mas tem. Muitas lixeiras e lixo no chão. Água não tão cara. Só quando vc compra nos pontos turísticos. 🙂 Metrô ótimo. ruas SEMPRE lotadas. Cidade cara. E com muitas caras. Mais duas. 🙂

Apesar de tudo isso, dos costumes, do carinho que já sentimos pela cidade… somos brasileiros e natalenses, de sangue e coração. Não importa o que aconteça, sempre arranjamos um jeitinho de encaixar Natal em nossa história. Outro país, outra vida… até nos acostumamos. Mas a falta que família e amigos nos fazem, isso nunca vai mudar. E tem dias que a saudade aperta muito mais forte… e quando chega uma mensagem no Orkut de amigos dizendo que estão com saudades… Bom, isso acelera a compra de passagens.

Família, que nos liga, amigos, que nos mandam e-mails… aí vamos nós! E depois, que venha mais um ano!

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3 respostas em “Um ano depois

  1. É um paradoxo emocional…heheheh
    Mas é bom que vocês estejam curtindo a experiência. Nós os amigos estamos sempre aguardando as suas férias… sem cinemas, sem teatro, sem starbucks, mas cheios de saudade.
    Bjokas

  2. pois é como ulla disse, é estranho mesmo vc estar tão longe e a gente saber coisas que normalmente não saberia quando você estava por aqui. a saudade é grande, mas dou os parabéns a vcs pela paciência em contar tudo no blog 😀

  3. Muito boa a “restropectiva” de vocês. Foi particularmente divertido ler a parte sobre o Starbucks, e lembrar do “sorvetinho” (com sotaque natalense) que tomei com vocês em pleno Janeiro! 😛

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