Jantando em NY

Depois que me mudei para cá, me tornei uma pessoa muito mais aberta a novas experiências gastronômicas. Antes eu só comia o que conhecia, ficava basicamente nas massas, hamburguer e pizza de pepperoni. Hoje, entretanto, costumo pedir pratos que parecem bons, mesmo que eu não conheça todos os ingredientes. Como Daniel é alérgico a frutos do mar, temos o cuidado de evitar. Fora isso, arriscamos: se o nome/a descrição parece(m) bom(ns), pedimos.

Se você também é assim, ótimo! Mas cuidado. Nem tudo o que parece é. Tenho certeza de que isso nos aconteceu porque, apesar de adorarmos sair pra comer (e de passar 24h com canais de receita na tv), não conhecemos todas as coisas do mundo… então: mesmo se seu inglês é super bom, se você não é um daqueles chatos foodies uma daquelas pessoas que conhece tudo de gastronomia e se autodenomina foodie, estiver jantando em NY e tiver um smartphone, melhor checar antes de pedir :).

A uns 6 meses fomos jantar num restaurante famoso da cidade, de um chef super respeitado. A recomendação era o sweet bread. Sweet bread = pão doce. Pedimos. Quando nós recebemos o prato… bem, aquilo não parecia pão. Provamos.

1) Não era pão;

2) Não era doce.

Depois do primeiro pedaço (pedacinho), Daniel resolve perguntar ao garçom, que não acreditava que nós não sabíamos o que era, mas gentilmente nos explicou. Sweetbread, na verdade, é o nome gastronômico para o timo ou o pâncreas de bezerros ou cordeiros, normalmente, mas outras glândulas podem ser utilizadas, como as parótidas, sublinguais, salivares e testículos, também de bois e porcos. Apesar dessa descrição desagradável… comemos o prato quase todo (thanks God era pequenininho!).

Saímos do restaurante com a lição de que nunca mais passaríamos por isso novamente. Se não sabe o que é, pergunte. Bom… eis que a cerca de 1 mês vamos a outro restaurante, com boas recomendações na cidade. Para entrada, várias saladas, sopas e queijos. Pedimos o head cheese que, na descrição, dizia “feito no local, estilo caseiro”. Oba! Adoramos queijo, ainda mais queijo fresquinho! Let me tell you, amigos…

1) it ain’t no cheese (não é queijo).

Imaginamos que a descoberta do que realmente era aquilo poderia ser desagradável, então resolvemos comer o negócio todo (novamente, thanks God era pequeno) e só depois que (quase) terminamos, checamos no wikipedia o que era. No cheese, right? But wait: ‘

2) it’s head indeed. (é cabeça…)

Eis que somos idiotas o suficiente para não saber o que é head cheese. Head cheese, leitores, nada mais é do que o termo gastrônomico para uma terrine feita com partes da cabeça de bezerros ou porcos (ás vezes vaca ou ovelha). Mas não precisa se preocupar: normalmente o cérebro e os olhos são excluídos (!). Porém, a língua, os pés e o coração são normalmente incluídos.

Então, fica a dica: mesmo que o cardápio diga “filé mignon” ou “pizza de queijo”, não custa checar :D.

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3 respostas em “Jantando em NY

  1. Humm… bom saber. Lembro da minha reação a receber um “Rib Eye Steak”, peça de carne de boi (felizmente) deliciosa que (infelizmente) não contém costelas e (felizmente) não contém olhos.

    Abração pra você e pro Daniel!

  2. Hahaha adorei o post! realmente, serve de alerta… O_O

    Falando em restaurantes, meu marido já comeu no Ninja Restaurant aí de NY (ele ama sushi) mas o lugar é todo temático, com direito a levar susto de ninja. Ai que medo! X-D

  3. hahahahahahah! excelente post! =]
    estou pesquisando sobre nyc … caso eu coma algo estranho lá… na hora saberei que é alguma parte estranha de bezerros ou cordeiros ou porcos =p
    rs

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