Sobre Daniel

Me formei em computação pela UFRN, fiz pós-graduação na PUC do Rio de Janeiro, moro em Nova York com minha esposa, sou engenheiro de software no Google. A queda de braço entre viver o que sempre sonhei e estar longe da família e dos amigos é constante.

High Line: um parque suspenso

A High Line é um dos parques mais badalados da cidade, até porque é um dos mais recentes: foi aberto em 2009 e, desde então, está sempre lotado de turistas. É um parque diferente dos tradicionais: é construído nos trilhos elevados de uma antiga ferrovia que corria no lado oeste da cidade. No parque (em cima dos trilhos) você tem boas vistas do Rio Hudson e das avenidas 9 e 10. Vale a pena visitar o High Line se você estiver por Chelsea ou passeando pelo Meatpacking District no lado sudoeste da cidade – é de graça e é um passeio relativamente curto, em 30 min você consegue ver tudo. A única coisa negativa é que, por ser tão badalado, vive cheio, as vezes sem lugar pra sentar e descansar. O parque em si não tem lugares pra comprar comida, embora esteja bem perto do Chelsea Market, um dos nossos lugares favoritos para comer na cidade. O parque tem um banheiro público na altura da rua 15.

O “theater” na High Line, por John Dalton

O elevado onde o parque se encontra tem várias entradas, então você pode também fazer somente uma visita parcial (por exemplo, entrando na rua 14 e saindo na rua 23). O site do parque www.thehighline.org tem todas as informações sobre as entradas, os horários de funcionamento, história do parque, etc. Uma última dica: uma das coisas mais bacanas da High Line é a história do parque e do elevado onde ele se encontra. Se você tiver paciência, dê uma lida na história do parque na Wikipedia – uma história de mortes, frozen turkeys e até cowboys. É muito mais legal passear pelo parque imaginando a cidade no começo do século 20 e como as pessoas viam os trilhos naquela época.

Hoje tivemos uma oportunidade fantástica de fazer um passeio pela terceira seção da High Line, que corre do cruzamento da 10a avenida com rua 30 até o cruzamento da 12a avenida com rua 34. Essa seção não só ainda não está aberta ao público como ainda nem foi construída – uma chance legal de ver os trilhos no seu estado “natural”. Abaixo algumas fotos do nosso passeio– muito metal enferrujado, muito mato e uma sensação de estar andando no passado.

Começo dos trilhos, na avenida 12 com rua 34.

O Empire State Building, entre os arbustos da High Line.

Cruzamento de trilhos na nova seção da High Line.

Trilhos da High Line, rio Hudson.

Vista da avenida 11, do topo da High Line.

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East River Park

East River Park

East River Park na altura da 10th st, ao fundo a Queensboro Bridge, a esquerda a estação de energia da ConEd

Apesar de ter belas vistas das três pontes mais famosas da cidade (Williamsburg, Manhattan e Brooklyn), o East River Park é um dos parques menos badalados por turistas em NYC. Se você quer fugir um pouco do caminho batido dos guias de turismo, tire 1 ou 2 horas do seu dia para caminhar pelo parque, que te leva da rua 23 até a ponta sul da ilha (Battery Park). No caminho, evite a todo custo a visita ao South Street Seaport, a não ser que queira comer mal, comprar bugigangas “I love NY” ou dar uma passada rápida no banheiro. Lá você não encontra nada de autêntico de NYC, somente lojas baratas, restaurantes terríveis e ônibus de excursão – uma verdadeira armadilha pega-turista. Aproveite o tempo em outros lugares mais interessantes da cidade (parques, museus, lojas, ruas, bairros, restaurantes, qualquer coisa é mais interessante que o SSS).

Casal embaixo da Williamsburg Bridge

Espalhadas pelo East River Park estão quadras para as mais diversas modalidades esportivas, inclusive um belo campo de futebol (soccer!) rodeado por uma boa pista de atletismo. Existem também quadras de tênis e basquete, todas abertas ao público. Pela beirada do rio você vai encontrar gente correndo pra lá e pra cá, não importa a época do ano.

Vista da Brooklyn Bridge no East River Park

Outra dica legal nesse percurso é o New Amsterdam Market, um mercado de comida (farmers market) fantástico que acontece todos os domingos perto da ponte do Brooklyn. Cheio de produtores locais vendendo guloseimas deliciosas, com um pouco de sorte você pode comer um grilled cheese do morristruck com um refrigerante artesanal e depois tomar um dos incríveis sorvetes do Bent Spoon. Um dos nossos passeios favoritos de domingo envolve caminhar pelo East River Park e fazer um brunch no mercado.

New Amsterdam Market, perto da Brooklyn Bridge

Endereço: margeando o East River em Manhattan ao sul da 23th st
Metrô: L estação 1st avenue (na altura da 14th st), F estação Delancey St (altura da Delancey St). Não é muito fácil chegar ao parque de metrô, nossa sugestão é descer na 1a avenida com 14th st e andar até o parque.


Fotos: para mais fotos do parque, vejam nossa galeria do East River Park

Strand, a maior livraria de NYC

Primeiro andar da Strand

A Strand é a maior livraria de NYC, uma verdadeira instituição nova-iorquina e um dos nossos destinos favoritos. A loja é gigantesca, desorganizada, cheia de gente e com livros para todos os lados, ou seja, nossa livraria perfeita. Três andares com livros novos e usados sobre absolutamente tudo que você quiser – ficção, história, cookbooks, arte, artesanato, comic books e graphic novels, fotografia, arte, etc. São corredores e corredores de livros e lá você encontra de tudo – se você quer uma versão antiga de um livro clássico, algum livro que já não esteja mais sendo produzido, você provavelmente vai encontrar nas 18 milhas (28km) de livros da Strand. A loja também é conhecida pela sua coleção de livros raros do subsolo. Além da grande seleção de livros usados, você também encontra livros novos e os tradicionais best-sellers.

Corredores e mais corredores de livros

O que nos mais curtimos na Strand é a enorme variedade de livros (desde arte até best-sellers) e a possibilidade de encontrar livros usados por um preço mais em conta (eles tem seções de livros por $1 e $0.48!). Outros pontos positivos são a completa ausência de uma seção de livros de auto-ajuda e uma bela seção de papelaria.

Pilha de livros por 48 centavos

Para todos vocês que estavam buscando o Almanaque Internacional de Filmes de 1981

De pontos negativos vale a pena mencionar que todos os livros de lá são em inglês, que nos dias mais movimentados navegar a loja é uma aventura e que os preços dos livros novos são mais altos do que na Amazon. A gente compra lá mesmo assim pra ajudar uma livraria bacana.

Curiosidade: é uma das maiores livrarias dos EUA, segundo a Wikipedia. Para ver mais declarações de amor à Strand, veja seus excelentes reviews no Yelp. Vejam mais fotos da Strand na nossa galeria.

Endereço: 828 Broadway Ave (entre 12th st. e 13th st.)
Metrô: Union Square (N, Q, R, L, 4, 5 ou 6)

Fatia da Maçã: 2011 NYC Pride March

NYC Pride 2011

Esse ano participamos da NYC Pride March, a parada/marcha gay da cidade de NY. Nos divertimos horrores, todo mundo estava muito feliz já que a lei permitindo o casamento gay havia acabado de ser aprovada. No início foi meio esquisito, estar no meio da marcha e todo mundo nas calçadas olhando pra você, mas depois nos acostumamos. Vimos de tudo e de todos: idosos e crianças, negros e brancos, Ls Bs Gs e Ts. Vimos um pedido de casamento acontecer no nosso lado entre duas mulheres que eram namoradas há anos. Para ver mais fotos da parada basta clicar na foto ao lado ou visitar o nosso 2011 NYC Pride album.

Mais perto dos 30 do que dos 20

[ warning: post fortemente egocêntrico segue ]

No meu aniversário desse ano, Thaisa me falou uma coisa que ressoou comigo: “nossa, já tá mais perto dos 30 do que dos 20”. Mesmo não sendo exatamente correto, afinal estou fazendo 26 e desde os 25 estou mais perto dos 30 do que dos 20, me fez parar pra pensar. Não sou mais adolescente faz tempo, mas agora estou lentamente fazendo a transição de “jovem” pra “adulto”. Estou naquela fase entre “tem que pagar imposto, seguro do carro, aluguel” e “tem que trocar as fraldas”.

Meus 25 anos tiveram várias coisas boas e algumas ruins. A pior de todas é e, na verdade, vem sendo, a distância que vai se criando quanto mais tempo ficamos longe dos amigos que ficaram no Brasil. Quando você não encontra as pessoas com regularidade e todo seu contato é através de Twitter, Facebook e Orkut, se perde muito da convivência que realmente forma amizades. Também termino meus 25 anos com a sensação que ando trabalhando demais, algo que quero ajustar para os 26.

26

Nunca achei que fosse chegar tão rápido

No lado positivo, fortaleci meus interesses por fotografia e por corrida (hoje corro regularmente e por prazer!), nos mudamos para um apartamento bem melhor em uma região melhor da cidade e tudo anda dando certo no meu trabalho e na faculdade de Thaisa. Como estou correndo 3 ou 4 vezes por semana e estamos nos alimentando super bem, finalmente consegui perder peso de maneira sustentável: finalmente baixei da marca dos 100kg e acho que voltei ao peso que tinha quando saí do Brasil.

Resolvi fazer uma lista de coisas que quero realizar com 26 anos e torna-la pública, talvez como incentivo extra para realizá-las:

  • Conseguir um work/life balance melhor – trabalhar menos, curtir mais a vida;
    • Difícil de quantificar, mas quero chegar no meu próximo aniversário com a sensação que tive um ano menos estressante;
  • Correr um 5K;
  • Correr um 5K em 30 minutos ou menos;
  • Correr um 10K;
  • Andar de bicicleta;
  • Fazer um curso de fotografia;
  • Viajar pra Europa (com Thaisa, claro);
  • Chegar a um BMI (IMC) de 26.4: 200 pounds ou 91kg;
  • Fazer a cirurgia de miopia e deixar de usar óculos/lente.

É isso, rumo a 20 de setembro de 2011.

The Mall, Washington D.C.

Aproveitamos o feriado de Thanksgiving (Ação de Graças, um dos meus feriados preferidos aqui nos EUA) para conhecer Washington, D.C. Como, infelizmente, estamos sem tempo para escrever um longo texto sobre os passeios, vou tentar escrever vários pequenos posts, centrados nas fotos que tiramos por lá.

The Mall, Capitólio

The Mall, Capitólio. Não tive intenção de pegar o casal, mas com eles a foto ficou bem melhor.

Esta foto foi tirada no Mall, um longo parque onde estão localizadas praticamente todas as atrações e lugares históricos de Washington. No Mall você encontra todos os museus do Smithsonian (e são vários, de História Natural ao Holocausto, passando pelo de arte, todos de graça), o memorial de Lincoln, o memorial de Washington, memoriais de guerra, a Casa Branca, etc. Vou tentar colocar uma foto de cada uma dessas atrações nos próximos dias.

Ao fundo, na foto, vocês podem ver o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.