Nova York no outono e as maçãs

Se você vier a NYC no outono, prove as maçãs locais. Vá no Union Square Greenmarket, a feira de produtores do estado de NY, que fica na Union Square e acontece nas segundas, quartas, sextas e sábados, das 8 às 18h. Compre uma maçã. Se sente no parque. Jogue uma aguinha para lavar a maçã. Delicie-se.

As maçãs de NY são deliciosas! São muito diferentes das do Brasil de Natal. São doces e suculentas. Se estiver aqui nessa época, aproveite!

PS: Na verdade, a lição é: se vier a NY, prove as maçãs locais (locais, gente, locais). Você encontra maçãs boas praticamente o ano todo. Mas no outono/inverno, essa terra só dá maçã. Não aguento mais ver maçã na minha frente… (voltem, morangos… voltem…)

PS2: E abóbora. Começou a época em que só tem abóbora nessa terra… vou ficar laranja.

PS3: Alguém aí tem uma receita que use abóbora e maçã?

Economizando em NY: agua de torneira (tap water)

Para quem quer economizar (e diminuir o uso de garrafas plásticas), dica para quando vier a NY (e para qualquer outra cidade grande dos EUA): traga/compre uma garrafa reutilizável e encha com água de torneira. A água de NY é super boa e, em qualquer canto, a água de beber vem direto da torneira. Se estiver num hotel, encha na pia. E, quando estiver passeando, encha em locais que enchem sua garrafa de água de graça. Mas, apenas garrafas reutilizáveis. Não acho que se você entregar uma garrafa de água vazia eles vão encher… Se você tem iPhone/iPad/iPod, baixe esse app. Se tem outro device com acesso a net, acesse esse site. Se não tem acesso a net na rua, imprima esse mapa.

Em restaurantes, os garçons perguntam se você quer água. Às vezes eles especificam que tipo de água, às vezes não. De qualquer maneira, sempre peça/aceite tap water ou iced water, que são água de torneira. Não precisa se preocupar com a qualidade e sabor da água. Em 2005, a ABC comparou a água de torneira de NY com 5 águas de garrafa famosas. As águas de garrafas não eram mais gostosas (?), inclusive um dos comentários para um delas foi “tem sabor de água de vaso sanitário”. Ouch. Também não houveram diferenças nos testes microbiológicos.

Então, deixe a frescura de lado e tome água de torneira sem problemas. Mas, se você for boçal e metido a besta o suficiente quiser pagar, vá com a água de garrafa. Aliás, a água de NY é tão boa que a marca Tap’dNY é a água de NY engarrafada e vendida em NY. Yes, you got that right. Tem quem pague…

Então, se você não tem garrafinha, sugiro essas aqui:

1) Klean kanteen: eu tenho 2 dessa, de 12 ounces (500ml). São super duráveis e fáceis de limpar. Para passear, eu prefiro a tampa loop (loop cap), que não vaza. Posso jogar na bolsa e ficar tranquila. Se sua mochila tem aquele lugarzinho de garrafa e ela vai ficar em pé o tempo todo, a tampa sports (sports cap) é melhor de tomar, mas não veda. Elas não são insuladas e, se você colocar água fria, suam. Cerca de $15 na Amazon.

2) Platypus bottle: não tenho essa, mas vou comprar. Ela é um saquinho que pode ser dobrado quando a garrafa está seca, então é ótima para viajar e não fazer volume na bolsa quando está seca. Cabe até no bolso da calça… tem vários tamanhos e modelos. Além da Platypus, você também pode ver a Vapur (de 400 ou 500 mL). Cerca de $15 na Amazon.

3) S’well: acabei de ver essas em algum blog. Quero comprar, mas ainda não tenho. Elas são um pouco mais caras que as Klean e as que dobram, mas é muito mais bonita. De acordo com o fabricante, ela não sua e mantém a bebida fria por 24h ou quente por 12h. Além de poder guardar tanto bebidas quentes quanto frias, você também pode colocar outras coisas além de água, inclusive leite, suco, café e vinho (lembre-se que nos EUA não é permitido beber na rua, mas se você for discreto e não mostrar a bebida, ninguém vai te prender. Essa garrafinha é um ótimo disfarce…). Custa $40 no site do fabricante.

Andando de ski (lift)

Não, eu não andei de esqui, até porque é verão e eu não teria como esquiar aqui nem que quisesse. Mas, pela primeira vez em minha vida, andei naquele carrinho que te leva para o alto da montanha (quando vc anda de esqui): o ski lift.

ski lift

Como diabos isso aconteceu? Bem, hoje foi o picnic do Google, que aconteceu num resort de esqui. Foi super legal, mas não estou aqui para falar dele, e sim do carrinho de esqui.

Vocês já devem ter visto mil vezes em filmes (ou andaram, mas lembrem-se de que foi minha primeira vez), mas é mais esquisito do que parece. Não é difícil. É esquisito. Pois bem, os carrinhos (as cadeirinhas, na verdade) ficam vindo e você… bem, você se prepara. Se prepara mesmo, porque elas não param! Quando Daniel me disse eu passei 15 segundos para processar. Como é? Isso mesmo, amigos e amigas da rede globo. O diabo da cadeira não para. Então, é aquela preparação! Você começa a ficar satisfeito que tenham pessoas na sua frente, assim você consegue observar e aprender (?). Opa, menos 2, mas eles pareciam ter experiência… não contam. Hum, agora esses foram meio sem jeito… como é? Tem treinamento? Argh, chegou sua vez! Como era de se esperar, a fila estava absolutamente parada até o momento que você descobriu que a cadeira não iria esperar por você. Depois disso, são 5 cadeiras ocupadas por segundo. Então, chegou sua vez! O segredo é posicionar, sentar e segurar (na cadeira, pra não cair). Posiciona! Puxa a bolsa! Segura as havaianas! Lá veeeeeemmmmmmmm… sentasegurapronto! Foi! Yay! Agora estou lá curtindo a vista, quando a havaiana dá uma balançada. E lá fomos, tentando prender as havaianinhas (legítimas!)… ok, tamo chegando ao topo. “E então, Daniel, como desce?” Hum-rum. Desce do mesmo modo que subiu, ué. Agora a cadeira deve seguir sem o seu corpo. Estamos chegando e o cara já grita de lá “desçam e corram o mais rápido possível”. Como é que é???? E lá você se prepara em 3 segundos, põe os pés no chão (de havaianas, lógico) e sai correndo. Mas tem que correr pra esquerda! E muito, porque Daniel, que estava a minha direita, tem que chegar à esquerda também. Ok… lá vai… preparação… chãohavaianacorrevrum…

Gente, sério! Custa parar esse negócio? Fiquei imaginando o que deve acontecer quando as pessoas estão com seus esquis…

Obesidade nos EUA

Não sei se já falei sobre isso aqui, então, talvez seja um post repetido. Paciência. Talvez a idade (ou a leseira) esteja chegando mais rápido do que eu imagino…

O problema da obesidade aqui nos EUA é real e assustador. Sei que isso está em todos os jornais e todo mundo está carece de saber. Mas, vale repetir: obesidade aqui é um gravíssimo problema público de saúde! Nós temos obesidade no Brasil e eu tenho certeza que você está pensando: grande coisa, tem obeso em todo canto. Em parte, você está certo. Mas, se você não teve a oportunidade de vir aos EUA, eu acredito que você não tem noção do problema. O que nós consideramos obesidade no Brasil, aqui você passa a considerar sobrepeso. Peloamor, não estou falando isso cientificamente, ok? É visualmente! Obesidade é obesidade em qualquer canto. Estou me referindo a nossa referência visual do que é obeso, sobrepeso, normal, etc. O número de obesos aqui é muito grande e eles são, em grande parte, morbidamente obesos. Obesidade mórbida no Brasil é, comparativamente, raro! Aqui, é dia-a-dia.

Propaganda nos EUANão vou filosofar sobre as causas dessa situação que chega até a ser constrangedora aqui. Só quero dar um exemplo do que acontece… estava lendo meus readers ontem e esses foram os ads que apareceram. E aqui, isso está mesmo lado a lado: propagandas de comidas, as chamadas Western foods (ou seja, refrigerante, fast-food e comida semi-pronta), e propagandas de remédios, dvds, livros para emagrecer. Na verdade, essa primeira foto não é de propaganda de comidas: é o ad de um site com descontos (você cadastra seu email e recebe descontos para cantos diversos diariamente). Mas, pra que essa foto? É só uma amostra do que chama atenção das pessoas aqui (bem, chamou a minha… mas eu não gosto de donuts).

Corrida de roupa íntima

NY tem umas coisas muito curiosas. Ontem aconteceu a Jamaican Underwear Run no Central Park, que nada mais é do que a “corrida jamaicana de calcinha, sutiã e cueca” (certos nomes ficam muito melhor quando não são traduzidos, né?). Se não me engano, essa foi a segunda corrida, que acontece(rá) todo ano, na sexta-feira que precede o Triatlo de NY. É uma corrida curta, de 1.7 milhas (2.7 km) e que não tem nada demais, nada de especial… bom, a não ser o fato de que os participantes correm de roupa íntima!

Jamaican Underwear Run 2010Podem falar o que quiserem, mas eu achei super legal! Estou (estamos?) cansada(os?) de viver num mundo em que a forma física é essencial. Deixou de ser legal a muito tempo… e agora, não basta ser magra. Tem que ser magra, definida, com abdome tanquinho, bumbum durinho, etc etc etc. É muita pressão! E por mais que a gente diga que não liga, é mentira. Na hora de colocar um vestido que fica mais colado, a autoestima vai por água abaixo, andar abaixo, rua, ladeira, cidade, e não volta por 3 semanas. Atividade física, comer bem, tudo ajuda, mas é lento, e não vendo os resultados, perdemos o estímulo, o incentivo. Bom, deixando de filosofar, que esse não é o ponto. O ponto é que, numa cidade como NY, em que aparência é tudo, as pessoas perdem a vergonha e encaram uma corrida de quase 3km de calcinha e sutiã. Não me venham os puritanos dizer que isso é pouca-vergonha, desnecessário (ou causa nojo?). Acho que é uma forma simples e divertida de deixarmos de lado, nem que por 1 hora, o nosso padrão de beleza e nossa preocupação com aparência. E correr, pelo simples prazer de correr.

Go Topless Portest 2009Na mesma linha (já tô imaginando o tipo de comentário que vou receber por aqui…), acontece o National Go Topless Protest. Como vocês podem imaginar, é um protesto para que as mulheres tenham o mesmo direito que os homens de andar sem camisa. Não sei examente minha opinião sobre isso, por isso não quero polemizar. Estou passando informação apenas porque, como no Underwear Run, achei uma coisa curiosa. Se você gostaria de partipar, se informe aqui. Esse ano, a passeata acontecerá no dia 22 de agosto, acho que também no Central Park.

Estou planejando ir na Underwear Run do ano que vem. Quem sabe? O Go Topless…. é mais arrojado. Não acho que estou nova-iorquina o suficiente para encarar. Alguém se habilita? 🙂

Isso é Brasil…

Quantas vezes você já ouviu essa frase ou sua equivalente “Só no Brasil mesmo”? Pois é, eu canso de ouvir isso diariamente, e a cada dia que passa, um dia a mais que estou fora do Brasil, vejo o quanto isso é injusto. Muita gente tem a ilusão de que apenas no Brasil certas coisas acontecem e/ou que fora do Brasil tudo é melhor. Não é exatamente assim…

Vejam bem, eu adoro morar aqui! E esse post não tem, de maneira alguma, a intenção de denegrir a imagem dos EUA. É apenas para mostrar que nem tudo é lindo como nós imaginamos do Brasil. Que nem tudo é como os filmes mostram e que os filmes não mostram tudo. São apenas algunns comentários sobre NY, NJ ou sobre os EUA, em geral.

Começo falando do cheiro da cidade. Isso é uma questão interessante, porque ninguém comenta! Ninguém havia me dito isso e eu não havia dito isso a ninguém. Mas, algumas partes de NY fedem. E muito. Não me refiro a cheiro desagradável temporário, como quando sai uma fumaça terrível dos bueiros da cidade, parecendo esgoto vaporizado. Estou me referindo a um cheiro constante, ou melhor, mau-cheiro constante, de bairros nobres de NY. Estranho, né? Chelsea é um bairro de NY na altura de onde Daniel trabalha, então passeamos muito por lá. É um bairro meio residencial, cheio de prédios bonitinhos, condos (casinhas típicas de NY de 2 ou 3 andares…) coloridos… é super interessante. Mas, por incrível que pareça, eu odeio andar por lá. As calçadas fedem terrivelmente a cocô e xixi de cachorro (cá estou usando palavras de baixo calão… tsk, tsk, tsk). É uma coisa terrível! Nojenta mesmo. Vera, minha sogra, comentou no blog dela que uma coisa típica de nova-iorquinos é andar com um copo de café na mão, e isso é verdade. Mas, eu não consigo tomar um gole de água sequer nas ruas de Chelsea, por conta desse cheiro.

Limpe!

E vocês podem perguntar: por que especificamente nesse bairro é assim? Eu não sei. Acredito que porque é um bairro bem residencial em que a maioria dos apartamentos permite animais de estimação. E todo mundo aqui tem um! A maioria são cachorrinhos, lindos, fofos, que muitas vezes andam no colo de seus donos. Mas, diferente do Brasil (ou Natal?), onde ensinamos nossos cachorros a fazer suas necessidades no quintal ou no jornal, se mora em apartamento, aqui os animais são ensinados a fazer na rua. Por mais que os donos sejam obrigados a recolher a sujeira de seu cachorro e colocar no lixo, a meleca fica! Alguém já disse isso a essas pessoas? Quando eu tinha cachorro, ele vez ou outra tinha diarréia. E aí, amigos, lascou-se. Se a desgraça acontecia antes do coitado correr pro quintal, lá íamos nós, cobrir com areia, secar, blablablá e limpar. Minha casa não cheirava a cachorro! Muito menos a suas necessidades. Aqui isso não acontece. Sujou a rua? Paciência. Ainda dê-se por satisfeito se o dono limpa (você pode ser multado, mas, pasmem!, muitos  não limpam!).

Saquinhos pendurados... legal, hein?Além de Chelsea, o West Village também tem partes fedidas. Não por inteiro, como Chelsea, mas bastante (provavlemente porque o West Village tem mais restaurantes, o que diminui o número de residentes com cachorros. E eu acredito que se o dono do restaurante é dono do prédio, ele também não permite animais). Não me entendam mal! Não sou contra animais! Sou contra o cheiro das ruas… Será que alguém poderia inventar um spray que acabasse com o cheiro? E que os donos de animais fossem obrigados a usar? Porque, mesmo que o cocô não esteja na rua, o xixi fica no chão! Geeeeeente, peloamor… fede, gente. Fede! E, por sinal, quando limpar, jogue no lixo! Não pendure, não deixe o saco no chão. Lixo. Enfim, meu conselho para quem vem: ao andar por certos bairros, prete atenção no chão!

Será que eu deveria finalizar esse post com um “Isso é NY…”?

Obama

Eu acho a Michelle Obama com um jeito muito legal. Tão legal quanto o marido, devo dizer. Enquanto os blogueiros se preocuparam em ver o sorriso imutável do Obama, prestei atenção na Michelle. Em praticamente todas as fotos com mulheres, ela está com o braço levemente para trás, como se estivesse “abraçando”a pessoa (aquele abraço de foto, sabe?). Vê que vocês acham…

Damn Cool Pics