O meu com ovo frito, fazfavor.

Estávamos ontem à noite assistindo ao programa “Top Chef Masters”, uma edição especial do tradicional “Top Chef”. em Top Chef, chefs desconhecidos concorrem ao prêmio de $100.000 (eu acho) para montar seu restaurante (que se for em NY, é pouca coisa… mas, enfim…) e ao título de “Top Chef”. Em Top Chef Masters, chefs renomados concorrem ao título de Top Chef Master E ao prêmio de $100.000 para uma instituição de caridade de sua escolha.

Daíiiiiiiiiiiiiii, no programa de ontem, um chef super famoso (dono de 37 restaurantes espalhados pelo mundo), especializado numa fusão das cozinhas francesa e oriental, criou um super prato com macarrão, molho de tomate e… ovo frito, fazfavor.

“Ah, porque na culinária oriental de sei lá onde e sei lá onde, o ovo frito é muito comum, dá um toque especial” e talecousa. OVO FRITO. E os críticos? “Ohhhhm, meu Deeeeeus, nunca tinha comido, que delícia, maravilhoso, fantástico”.

Vemcá, lá em casa isso se chama MACARRÃO COM OVO FRITO! Deixa de frescurada de culinária chique. OVO FRITO. E ovo frito é ovo frito em qualquer lugar do mundo! Não vem frangar que é chique. É booooooooom, maravilhoso, mas é OVO FRITO! Mas eu adorei a desculpa… agora posso comer meu macarrãozito com ovo frito sem probrema, néam? É chique!

Por falar em ovo, lembrei de um outro chef famoso que tem uma pizzaria famosa que serve pizza com… ovo frito. Yep. Pizza normalzinha, com um ovo cru, inteirinho, em cima, vai ao forno e sai de lá pronto. Tá, não é o tradicional ovo frito (seria ovo assado, né?), mas se eu servisse isso na minha casa, iam me chamar de pobre e brega.

A próxima visita da minha casa vai comer ovo frito (mas não na minha casa, porque eu não cozinho mais).

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Mudando o foco

A mídia é sensacionalista em qualquer lugar do mundo. Os canais de notícia, então, são impossíveis. Desde o ano passado, o único tópico dos jornais era a crise econômica, intercalada pela posse de Obama. Agora, o foco é a gripe suína. Para os que nos ligaram ou mandaram emails ou recados, sim, estamos bem. Apesar de todo o pânico que a mídia tem causado, estamos nos cuidando na medida do possível. Não fomos ao México. =) E estamos tomando os cuidados possíveis para evitar gripe – suína ou não.

Mas não quero falar de gripe suína. Quero falar de algo que está acontecendo por aqui que, apesar de ser esperado e meio óbvio, pode passar despercebido… e são coisas que os jornais não falam.

O número de “artistas de rua” é muito grande aqui. Diariamente, encontramos dezenas deles, não apenas um ou dois. Daniel anda nas ruas na hora do rush, então vê menos. Como eu ainda ando num “horário de turista”, vejo sempre! Moramos no Queens e minhas aulas de inglês são em Downtown Manhattan. Para minha sorte, pego apenas um metrô, mas a viagem dura de 30 a 40 minutos. Nesse tempo, entram duplas ou trios mexicanos (ou outros latinos) de meia idade com seus violões, cantando em suas línguas nativas; grupos de 3 a 5 negros, adultos e mais senhores, fazendo suas capelas; jovens solitários tocando seus violões, violinos ou qualquer outro instrumento… todos pedindo dinheiro, no final. Durante as férias escolares, alguns adolescentes (normalmente meninos negros) vendendo chocolates. Algumas vezes, alguns homeless pediam dinheiro também. Mas muito pouco.

De uns meses pra cá, estamos notando um crescimento no número de “artistas de rua”. As crianças vendedoras de chocolate foram substituídas por homens e mulheres vendendo chocolates ou joguinhos (como o cubo mágico). E os pedintes não se resumem mais aos homeless. São senhores e jovens, homens e mulheres, homeless ou não. E não pedem apenas dinheiro…

Um dia desses eu estava no metrô e um homem entrou e pediu dinheiro. Ou comida. Ele estava com fome… ele e a esposa tinha perdido o emprego. A mesma conversa que eu já estou acostumada, também parecido com o Brasil. Continuei lendo meu livro e não me virei pra ver quem estava falando. Daí, como eles andam do começo ao final do carro, esperando receber alguma coisa, ele passou por mim e eu levantei o olhar. Era um homem jovem, assim, menos de 30 anos. Vestido completamente normal… branco, alto, corpo médio, limpo, com uma mochila e de jeans, tênis e camiseta. Exatamente como nós andamos… e pedindo comida! Ele não pediu só dinheiro! Pediu comida!

Eu estou “acostumada” com pobreza, afinal, isso temos o tempo todo no Brasil. Mas quem pede comida ou dinheiro são pessoas muito pobres! Fiquei levemente chocada, mas acho que ainda tenho um coração endurecido para a pobreza daqui. Apesar de tudo, não é a miséria dos brasileiros… mas fiquei triste pelo rapaz. Que situação…

Daí, hoje pela primeira vez, recebi papelzinho no metrô: “Por favor, me ajude com qualquer coisa. 1, 5, 10 centavos. Deus te abençoe.” Só faltou dizer que era pra comprar o carrinho de pipoca ou o isopor pro picolé. Um ano depois, uma NY em crise.

Improv Everywhere

Não lembro se já falei desse grupo por aqui – acho que sim, num post antigo, em que todos congelaram no Grand Central. Para quem não leu ou não lembra, vou falar de novo: o Improv Everywhere é um grupo que faz coisas estranhas no meio da rua. Uma “brincadeira” – acho que o melhor termo seria “diversão” – com as pessoas na rua… e os agentes (pessoas que participam do grupo) são pessoas normais, assim como vc e eu. Massa, né? Ao menos eu acho…

De modo geral, as “missoões” são feitas com os agentes do grupo. Quando a coisa é grande, eles convocam as pessoas (como vc e eu), que vão lá e colaboram. São bobeiras, mas eu acho massa!!!!! Alguns vídeos das loucuras deles…

 

 

 

(Essa é uma loja que eu falei aqui, em que tem um poster gigante de um homem sem camisa na entrada, e um modelo (em carne e osso) sem camisa na entrada…)

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Improv Everywhere

Nosso blog e o Google – Julho a Setembro

Mais pesquisas que trazem visitantes ao nosso blog:

1. “aniversariantes de setembro” – quem pesquisa no Google “aniversariantes de setembro”??? Artistas? Qualquer pessoa? Só pra descobrir, pega o e-mail, manda uma mensagem??? Ou pra ver se na lista acha algum amigo???

2. “narguile” – ó! Top 2 🙂

3. “significado do nome thaisa“, “o que significa thaisa“, “origem do nome thaisa” – continua entre os mais procurados!

4. “fotos do filme o senhor das moscas” – por que não: “o senhor das moscas” em imagens?

5. “como o calor escada de uma casa” – pela janela.

6. “comida com rapadura” – bolo preto.

7. “arabe fuma” – fuma sim senhor.

8. “receita de rapadurinha de batata doce” – como é essa, amiga?

9. “big bumbum” – 8)

10. “molho” – molho. De tomate? Branco? De chaves? Tá de molho? Roupa de molho??? Uma pesquisa com “molho” encontra cerca de 4.490.000 resultados. Como ele chegou aqui???

11. “blog rapadura” – é aqui!

12. “rapadura síria” – e tem essa, Jesus? Vou descobrir!

13. “queda da escada hematomas no gluteos” – foi aqui também! Conta sua história, amigo! Pra ficar bom, arnica (creminho ou comprimido mesmo). Ou então continua subindo escada no mínimo 2x por dia, até o 5 andar. Fica bom em 10 dias! Agarantcho!

De volta ao passado…

Sábado fomos a uma ilha próxima à ilha de Manhattan, chamada “Governors Island”, aqui:

O passeio para a ilha começa desde Manhattan, onde você pega uma balsa (grátis) e atravessa o rio East para chegar na ilha. A viagem é curtíssima, dura cerca de 7 minutos. As pessoas vão para a ilha fazer picnics, andar de bicileta e assistir a shows. é possível alugar bicicletas para 1 pessoa, para o pai e o filho ou para 4 adultos. 😀 Massa. As pessoas pegam as bicicletas e ficam passeando pela ilha, que tem uma linda vista de Manhattan, Brooklyn e New Jersey. Quando cansam de passear, podem jogar mini-golfe ou fazer o picnic nos parques. Ou ainda, participar do evento que estiver acontecendo lá. Além disso, podem passear por prédios antigos…

Essa ilha foi comprada dos índios por volta da metade do século 17, por um holandês. Apesar de ser um representante do governo holandês na “Nova Amsterdan”, o espertão comprou a ilha para uso pessoal. Não colou. Um ano depois, o governo holandês confiscou a ilha. 😀 Daí, ela ficou entre as mãos dos holandeses e ingleses até que os ingleses ficaram com a bichinha de vez, quando assumiram o controle de “Nova York”. Nessa época, a ilha foi utilizada para servir de residência do governador de “Nova York”, daí o nome da ilha. Depois dos ingleses, os Americanos assumiram o poder da ilha. Ela foi utilizada pelos militares do início do século 19 até 1966. Servindo como base militar, a ilha chegou a abrigar cerca de 3500 pessoas, dentre militares e seus familiares. Na I Guerra, era pra ela que os presos de guerra eram enviados. Bom, a partir de 1966, a ilha foi entregue à Guarda Costeira Americana e as famílias foram removidas. Os prédios ainda estão por lá (casas, bibliotecas, prédios de divisões militares) mas os prédios considerados “não históricos” serão demolidos e ano que vem, a ilha abrirá com outra cara… Os prédios estão fechados, apenas uma casa (que vimos) aberta ao público, apenas com uma exposição de pinturas. Linda, a casa. Tipicamente americana!

Demos uma sorte danada e pegamos um evento ótimo da ilha: anos 20 (ou, como eles chamavam, jazz age). Uma banda tocava músicas dos anos 20, as pessoas foram vestidas a caráter e ficavam dançando  “no salão”. Tinha ainda uma feira com roupas, chapéus, luvas, caixas de chapéus e malas da época e um concurso de tortas. 🙂 Me senti nos anos 20! Eu e os velhinhos que lá estavam, dançando ou tirando fotos. Tinha um velhinho que estava tirando fotos com aquelas máquinas antigas, com um sorriso maior do mundo… tão feliz que dava pena!!! Outros estavam dançando com senhoras e outros com meninas bem mais novas. Lindo de se ver essa integração. E não eram necessariamente conhecidas não! Todo mundo queria dançar… Valeu o passeio e, no próximo, irei a caráter!

Ah, ela fica aberta de março a outubro, então, quem vier nos visitar ano que vem, nessa época, irá conosco conhecê-la.

Dia de passeio

Visitas em casa = passeio. Vera e Ylton (mãe e tio de Daniel) chegaram antes de ontem aqui e ontem foi dia de passeio. Dentre os cantos visitados ontem, fomos na 5a avenida e passamos por uma loja que eu notei só uma vez. Notei um tumulto na entrada da loja (com fila, gente!) e só fiz ignorar. Ontem passei por ela de novo e só me incomodei com o cheiro de perfume fortíssimo. Daí, na segunda vez que passei por lá ontem, parei pra prestar atrenção: um homem semi-nu na entrada da loja. Sim. Do nada e para nada. Só lá, sem camisa, paradinho. Cada uma…

Mas, o motivo pelo qual ele está ali é claro: a loja bomba! Bom, ter um modelo sem camisa, em carne e osso, na entrada de uma loja de roupas masculinas E FEMININAS é um bom atrativo, não? Ainda bem que era só um homem sem camisa. Já pensou se resolvem atrair homens e colocam uma mulher de calcinha e sutiã??? Argh!

Ahá! Querem ir na tal loja, né? A loja é a Abercrombie & Fitch. Mais ou menos assim:

É, as pessoas tiram fotos com o modelo que fica lá (que eu suspeito que muda todo dia!)

Fonte: http://tocologne.wordpress.com/

Pessoas na fila para entrar na loja.

Fonte: http://www.daylife.com/

Entrada da loja antes de abrir (ou num dia fraco. heheheeh)

Fonte: http://whereisgoodservice.blogspot.com

Absuuuuuuuuuuuuuurdo, não acham? 😀

Agora meus problemas estão resolvidos

Uma pessoa chique como eu não pode ficar sem andar de salto, né? Afinal, a combinação roupa chique e linda, maquiagem, unhas sempre bem-feitas e cabelos escovadinho pede um salto, gente! Eu P-R-E-C-I-S-O, não é só que eu quero… mas fica difícil passear nos parques de salto, porque (óbvio) o salto fino (vcs não achavam que eu usava plataforma, né?) entra na graminha e adeus andar elegante. AGORA, não terei mais esse problema…


Tem muita gente desocupada nesse mundo, viu? Que tal (só que tal) se as dandocas sem-noção fossem pros parques sem salto???? Ou pros jogos de golfe… ou qualquer coisa que envolva grama?

Fonte: Geek Chic