O que é o BigApple com Rapadura?

desabafo mode #on

Nos últimos meses temos recebido vários e-mails e comentários (1 por dia) nos pedindo ajuda para morar nos EUA. Esses e-mails variam de “como é”, “como vocês fizeram”, “o que preciso” (esses são raros) a “vou como turista e quero ficar ai, preciso de um emprego, você pode ajudar?” e “se eu for para ai e casar com um americano, eu ganho o green card?”. Esses e-mails nos entristecem, porque vemos o desespero das pessoas querendo sair do Brasil e o desconhecimento dessas pessoas em como é a vida de imigrantes ilegais nos EUA. Já escrevi em alguns posts e em vários comentários como essa vida é sofrida e não vale a pena. Mas, nesse post, não quero entrar nessa discussão. Quero, aqui, explicar o que é o nosso blog.

Começamos o Rapadura em 2007, quando nos mudamos para os EUA. Durante um ano ou mais, o blog era no http://thaisamsl.blogspot.com/ (que, aliás, ainda funciona e encaminha pro Rapadura). O objetivo maior do blog era (e ainda é!) a comunicação com nossos amigos e parentes. No dia a dia, conseguimos conversar com nossas mães e amigos mais próximos sobre tudo que vivemos aqui, mas outros parentes e amigos gostam de saber como estamos e o que temos feito de bom por aqui. O blog é para isso: contar nossas “aventuras” a nossos queridos.

Com o passar do tempo, várias pessoas foram entrando em contato com dúvidas sobre NY. Já que moramos aqui, achamos legal ajudar as pessoas. Então, sei que ultimamente os posts tem focado muito em dicas sobre a cidade e tal, mas esses posts são feitos geralmente em resposta a alguns comentários ou porque fizemos algo legal que achamos que as pessoas que visitam a cidade poderiam gostar de fazer. Ainda assim, sempre encaixamos posts sobre a gente.

Explicado isto, quero esclarecer mais dois pontos:

  1. Não ganhamos NADA por fazer esse blog. Na verdade, gastamos tempo e dinheiro mantendo. Por falta de tempo, o blog é atualizado lentamente, cerca de 1 post/mês nas épocas mais apertadas.
  2. O blog é feito pelo prazer de escrever, contar curiosidades sobre NY e dicas de passeios. Não é um blog “profissional”, no sentido de que, novamente, o blog não é nosso “emprego”. É nossa diversão.

Isso tudo foi para dizer o seguinte: eu me acho no direito de me expressar nesse blog. Posso ser meio bruta (é meu jeito, não é exatamente intencional), mas, afinal, é meu blog e acho que tenho liberdade de expressão. Apesar disso, eu tento não ofender as pessoas. Daí, tem gente que vem aqui non blog, “usa” minhas informações, meu esforço, e vem me xingar? Sim, literalmente xingar. Tem gente reclamando dos posts (o que, se é uma crítica construtiva, eu recebo bem!), reclamando do meu jeito de escrever (hein?) e me xingando de feia pra baixo.

Ó, gente, cá entre nós, eu realmente não preciso disso. Fico super triste/chateada quando abro minha caixa de e-mails e vejo um novo comentário pro blog. Quando abro, vem um comentário me xingando? O que passa na cabeça das pessoas? Não quero que fiquem beijando meus pés, mas eu acho que se você não gosta do que eu faço, não leia meu blog. Não é como se meu blog fosse leitura obrigatória para ninguém (ou melhor, talvez seja leitura obrigatória para minha mãe, mas ela não me xinga :)). A pessoa se dá ao trabalho de chegar até aqui, se registrar para enviar o comentário e, bum, xinga? :/

Por conta disso, já pensei várias vezes em bloquear comentários do blog. Já coloquei que eu preciso aprovar os comentários (e sim, o blog é meu, então eu bloqueio comentários ofensivos). Se continuar assim, vou bloquear comentários no blog. Porque quando  recebo essas coisas, minha vontade é de fechar o blog e voltar ao meu blog sobre minha vida, para meus entes queridos.

Tá f***, hein?

desabafo mode #off

Quanto custa morar em NY?

Sempre tem gente nos perguntando quanto custa morar aqui, o preço de aluguel e etc. Todo mundo se assusta com o preço, mas é realmente assim. Caro e por um espaço pequeno (como no Rio, né?). Bom, mas para aqueles que querem saber o preço de aluguel por aqui, especialmente para os estudantes, esse site dá uma noção dos preços. Apesar do site dizer os preços, é bom pensar na localização (se bem que nesse site, a maioria dos lugares é razoável).

http://ny.curbed.com/tags/curbed-comparisons

Dica de restaurante em NY: Graffiti

O Graffiti fica no East Village, uma região ainda pouco explorada pelos turistas. É um lugar minúsculo, um dos menores (ou o menor!) restaurante que já fomos. Mas, a comida é tão boa que você ignora o tamanho. Na verdade, para mim, o tamanho do lugar faz parte da experiência.

O cardápio traz influências indianas, nacionalidade do chef, mas na forma de tapas – ou seja, pequenos pratos para serem divididos entre 2 ou 3 pessoas. O cardápio é pequeno e os pratos estão divididos em 3 categorias: $7, $12 e $15. Esse é o meu restaurante favorito na cidade. Nós já vamos ao Graffiti por cerca de 2 anos e ele ainda é o meu #1. Mas acho que isso vem da combinação de fatores:

  1. eu adoro o chef Mehta, desde que o vi no Iron Chef;
  2. a comida é boa;
  3. os pratos são pequenos = vc prova várias coisas;
  4. a experiência é divertida;
  5. o vinho é barato ($25 por garrafa!);
  6. é perto de casa.

Por ter influência indiana, espere pratos “quentes”, com uma pimentinha. Mas acho que poucos pratos são realmente apimentados. Recomendamos esse restaurante para quem está disposto a se aventurar um pouco. Apesar do cardápio pequeno, escolher o que pedir pode ser difícil. Aqui a lista do que recomendamos:

Chili pork dumpling - by Malini

Chili pork dumpling – by Malini

Chili pork dumpling ($12): dumplings são massinhas asiáticas recheadas no formato de um pastel pequeno. A massa tem a espessura de massa de lasanha. Esse tem o recheio de porco e a porção tem 5 ou 6 unidades, não lembro, servidos cobertos com macarrãozinho (tipo miojo) quebrado. A mistura da textura macia do dumpling e o crocante do macarrão fazem o prato ainda melhor. Esse é um dos nossos pratos favoritos, SEMPRE pedimos. Não é picante.

Pickled ginger scallops ($12): provamos esse prato pela primeira vez recentemente. Scallops são vieiras, um tipo de fruto do mar que eu não conhecia no Brasil. Esse prato também não é apimentado, mas tem o “quentinho” do gengibre.

Graffiti burger ($15): a porção vem com 2 sliders (sanduíches pequenininhos), e, nesse caso, a carne é bem temperada, um pouco apimentada. Mas não é aquela pimenta de queimar a boca e te fazer chorar. É só um quentinho na língua, que passa com um gole de água.

pork buns

Braised pork buns – by Malini

Braised pork buns ($15): esse é outro dos nossos pratos favoritos, tanto que já chegamos a pedir 2 porções em um noite. O “bun”, nesse caso, é um pãozinho chinês, bem macio e levemente docinho. O recheio é porco e cereal (tipo sucrilho) em cima, pra dar a textura crocante. O prato é servido com um doce de damasco (cuidado com a semente, do tamanho de um feijão), que deve ser colocado no recheio. A mistura de temperos, doce, salgado, levemente picante, é fantástica! Novamente, não é apimentado.

shrimp

Green chili shrimp – by Malini

Green chili shrimp ($15): esse é um prato de camarão com broto de feijão. Não é um dos meus favoritos, prefiro usar os $15 em outro prato. Mas, é gostoso e não apimentado.

durck

Duck portobello

Duck portobello ($15): outro dos nossos favoritos e sempre presente. O prato é servido sobre o cogumelo portobello, com queijo de cabra. Esse prato é apimentado. Para quem não está acostumado, melhor não pedir ou se arriscar. Basta ficar tomando água :). Vem apenas 1 porção, que divide bem entre 2 pessoas ou, para os que não estão acostumados com pimenta, até 4 pessoas.

Vinho: a garrafa custa $25, o que é super barato para um restaurante em NYC.

Se for o jantar, para 2 pessoas, recomendo 5 pratos (ou 4 + sobremesa) se vocês estiverem tomando vinho. Para 3 pessoas, 6 pratos (ou 5 + sobremesa) e, para 4 pessoas, 8 pratos (ou 7 + sobremesa). Se estiver achando o preço alto, vale a pena ir e pedir apenas 1 prato por pessoa e provar algo diferente. 🙂

Avaliação da bodega:

4rapas(só não dou 5 porque é meio caro e não faz reserva online)

  • Preço: caro ($7-15 por pratos pequenos, $25 vinho – barato!). No total, com imposto e gorjeta, sai uns $60 por pessoa.
  • Ambiente: médio (MUITO pequeno, mas faz parte da experiência).
  • Atendimento: bom.
  • Comida: ótima.
  • Resumo da ópera: recomendamos para os viajantes que querem provar algo diferente, estão dispostos a abrir um pouco a carteira, e querem ter história pra contar sobre o tamanho do restaurante.
  • Voltaremos? Sim, sempre vamos lá quando temos pessoas queridas nos visitando.

Quer conhecer?

  • Precisa fazer reserva? SIM! Ligue para (212)677-0695 pelo menos 1 dia antes. (eu recomendo ligar pelo menos 3 dias antes, para conseguir com certeza).
  • Site: http://www.graffitinyc.com
  • Cardápio: http://www.graffitinyc.com/menu.html
  • Endereço: 224 East 10th street (rua 10, entre avenidas 1 e 2), East Village.
  • Metrô: L para a 1st ave, 14th street, e caminha na 1a avenida na direção sul (o número das ruas diminui). Ou 4, 5, 6, Q, N, R para a Union Square e vai a pé.
  • Google Maps

Para ler mais sobre o restaurante Graffiti, leia o post da Malini, que cedeu as fotos para esse post. (http://therestaurantfairy.com/2012/04/08/graffiti-east-village-nyc/)

Clima de Nova York em Março

dia de sol no começo de março

dia de sol no começo de março

O clima em NY em março é muito parecido com o clima em novembro. É frio e a temperatura não varia muito. O começo do mês pode até ser mais frio que novembro, tão frio quanto fevereiro, com alguns dias mais agradáveis e, a medida que o mês chega ao fim, o número de dias menos frios aumenta. Isso não significa que vc pode deixar o casaco em casa… 

Apesar da primavera começar no final de março, os termômetros nos mostram temperaturas bem abaixo de nossa ideia de primavera… Os parques e jardins ainda estão sem flores, as árvores estão secas… as folhas nem sequer começaram a renascer.

Nós falamos disso em quase todos os posts sobre o clima: apesar de estarmos tentando descrever o clima, é importante lembrar que as coisas mudam (climate changing is real). Tenha uma noção geral do clima, mas antes de viajar, acompanhe o weather.com e veja como está a temperatura e a previsão de clima para os dias próximos a sua viagem. Faça isso até no dia anterior!

Mas, em geral, o mês é tão frio quanto novembro. Se você nunca enfrentou frio, talvez março não seja a melhor época para viajar. Apesar de tão frio quanto novembro, a cidade não está tão bonita quanto no final do ano. Março não tem nada de muito especial. A cidade não está decorada para o Natal/Thanksgiving, normalmente não neva, as árvores estão secas… é apenas frio. Mas, se vc der sorte (ou azar, depende do seu ponto de vista), pode ver neve. Esse ano, 2013, acho que nevou umas 3 ou 4 vezes, inclusive no final do mês.

A temperatura no começo do mês fica em torno dos -5 a 5 graus, dependendo do dia e da hora. A média, até a primeira quinzena de março, é em torno dos 0-5 graus. Na segunda quinzena a temperatura sobe um pouco, com alguns dias em torno dos 10 graus, alguns dias de volta ao 0. Como o “horário de verão” começou no começo do mês, o sol nasce por volta das 7am e se põe por volta das 18-18:30h. 

Para quem gosta de esquiar (ou quer tentar), se o inverno for bom, ou seja, se for frio e nevar bastante, as estações de esqui ficam abertas até abril, então março é uma época ótima para vir a NY e tentar esquiar. Não existem estações de esqui em NYC, mas algumas empresas fazem day trips a várias estações próximas, 1-5h de viagem, dependendo do lugar. Nós já viajamos com uma dessas empresas e recomendamos: OvrRide.com. Os preços são razoáveis (mais baratos do que fazer tudo por fora) e o pessoal da empresa é responsável. Fizemos uma viagem de final de semana, indo na sexta e voltando no domingo, e não tivemos nenhum problema.

ski trip à Vermont na 2a semana de março

ski trip à Vermont na 2a semana de março

Então, que tipo de roupa trazer se estiver visitando NY em março? Como o clima varia pouco nesse mês e é sempre frio, a mala é simples:

  1. Tênis (Sempre. O mais confortável que você tiver);
  2. Se você gostar, botas (de qualquer tipo. Se você tiver – ou conhece alguém que tenha – essas, vale a pena trazer para os dias frios. Eu não tenho e não sei se são confortáveis, mas muita muita muita gente usa.);
  3. Calça jeans;
  4. Suéter médio e pesado;
  5. Casaco médio;
  6. Meias médias/grossas (eu sinto muito frio nos pés quando ando de meia fina/normal e tênis nessa época);
  7. Camisetas e camisas de manga longa;
  8. Cachecol.

Luvas e gorros são opcionais… se você vier mais perto do final do começo, talvez seja uma boa. Mais perto do final do mês, não precisa tanto. Como falei, em geral é frio, mas não é tão frio quanto em janeiro/fevereiro… essas coisas são super baratas, então você pode comprar por aqui se precisar.

Em busca do melhor chocolate quente de NY – Max Brenner

Continuando nossa missão em busca do melhor chocolate quente de Nova York, fomos visitar o famoso MaxBrenner, pertinho da Union Square.

O Max Brenner é um restaurante especializado em sobremesas com chocolate, claro. O nome completo do lugar é Max Brenner, Chocolate by the bald man (algo como “chocolate do careca”) e quase tudo lá tem chocolate. Se você não gosta de chocolate, é possível encontrar outras opções no cardápio sem chocolate. Se você é alérgico, talvez seja melhor evitar o lugar. Eu não saberia dizer se você estaria 100% seguro em receber um prato sem uma gota de chocolate num lugar em que quase tudo leva chocolate…  O lugar é especializado em chocolate, mas serve sanduíches, pizzas, e outras comidas salgadas para almoço/jantar. Mas eles não são famosos por esses pratos, e sim pelo chocolate. Dentre as sobremesas mais famosas estão a pizza de chocolate com marshmallows, s’mores concoction e fondue. Fizemos um review do restaurante aqui.

Mas, como esse post faz parte da missão para achar o melhor chocolate quente, nosso review é baseado apenas no chocolate quente.

PS: S’mores são feitos tradicionalmente na fogueira, em acampamentos ou praia, e é super tradicional. Você coloca o marshmallow num palito, esquenta no fogo e quando amolecer – coisa rápida, tipo 10 a 20 segundos – você coloca num biscoito, coloca um pedaço de chocolate por cima e outro biscoito, para formar o sanduíche.

Outros posts da série Em busca do melhor chocolate quente de NY:

Onde comer em NY: comendo bem na Times Square

Ah… a Times Square. Para o mundo, a Times Square é o símbolo de NY. Para moradores da cidade, Times Square é a representação do inferno.

Exageros a parte… moradores da cidade não vão a Times Square. Tipo assim, NUNCA. A não ser quando vão a uma apresentação da Broadway… e aí é um esforço gigantesco para andar naquela região infernal da cidade. A Times Square é desgracenta para quem tem pressa, para quem tem hora, para quem não quer parar no meio da calçada e tirar foto da fachada da loja. A TS é a região que TODO MUNDO tem que ir, porque, realmente, é um dos símbolos da cidade. Mas não é uma região que você precise ir todo dia…

Outro ponto negativo da Times Square é a comida. NY é cheia de restaurantes ótimos, alguns caros, alguns num preço razoável. Na Times Square, como são restaurantes de cadeia (ou seja, com o mesmo cardápio no mundo inteiro, nada de comida fresquinha) e estão SEMPRE cheios, a comida não precisa ser boa. Não quero dizer que a comida é ruim. Só quero dizer que, em geral, não vai ser a melhor comida da cidade. E, pelo fato de estar sempre cheio, não precisa ser barato. Então você vai pagar mais caro do que a comida vale. EM GERAL.

Mas, a maioria dos hoteis fica por lá… a maioria dos turistas passam bastante por lá… então começamos uma busca por comida boa, nova-iorquina, na região da Times Square. Não falaremos aqui dos Hard Rock Cafe, Olive Garden, Ruby Tuesday, Red Lobster etc., porque esses restaurantes existem em vários outros lugares do mundo e sim, o cardápio e o sabor é o mesmo. Vamos focar em restaurantes locais.

O cardápio

Um dia desses eu fui ao Don Antonio com um casal de amigos. Era o meio do caminho para onde nós 3 estávamos, e achei que daria também um post no blog. 🙂 O restaurante é relativamente pequeno (para a região), não faz reserva e você só pode colocar o nome na fila de esperar quando todo mundo da sua mesa chegar. Acho que a espera é pequena para duas pessoas. Para 3 pessoas, esperamos cerca de 30min (numa sexta-feira as 8pm).

De entradinha (appetizer), pedimos a burrata, que estava mais ou menos. Pode pular. A pizza é boa. Não é maravilhosa, mas é bem boa! Pedi a pizza mais básica, Margherita. Eles também tem pizza frita, mas eu já comi uma vez e não curti muito… acho a pizza normal melhor. O ambiente é legal, não tem muito feronfreus. Não é romântico, mas é agradável para uma saída com amigos ou um jantar normal para o casal.

Pizza Margherita S.T.G.

Na minha humilde opinião, a GRANDE vantagem desse lugar para os turistas (atenção, pipol!): eles fazem delivery! Há! Para vocês que estão na região e não querem esperar ou querem ter uma noite mais calma e descansar no hotel, vale a pena ligar e pedir a pizza, se o hotel for pertinho. Vale a pena ligar e perguntar se entrega no seu hotel (para dar o endereço você primeiro diz que no hotel x e dá o cruzamento da rua do hotel, tipo “Hotel Rapadura, na avenida 8, entre 56 e 57, ou na rua 57, entre 8 e 9 avenidas”). Daí, vou além: passa numa loja de vinho, compra uma (ou duas?) garrafas de vinho (de preferência as que são se rosca e não rolha, ou então comprar um abridor na farmácia) e  pede a pizza. ❤

Avaliação da bodega:

  • Preço: médio (pizzas individuais por ~$15, bebida alcoólica por ~$12)
  • Ambiente: médio.
  • Atendimento: normal.
  • Comida: boa.
  • Resumo da ópera: recomendo para quem está pela região ou para um take-out/delivery. Para quem está querendo A MELHOR PIZZA, existem outras melhores. Para quem está na região e quer algo diferente dos restaurantes de cadeia, é um ótima opção!
  • Voltaremos: sim, mas só quando estivermos na região.

Quer conhecer?

Brasileiros nos EUA: o que fazer para morar nos EUA?

Já recebemos vários e-mails/comentários nos perguntando como viemos parar aqui e qual a melhor estratégia a se seguir para vir parar aqui também. Recomendo 2 coisas:

(1) estude muito no Brasil e faça um curso de inglês. Aprenda mais que o básico. Saiba o suficiente para manter um diálogo na sua área. Envie seu currículo para empresas na sua área e torça.

(2) estude muito no Brasil e faça um curso de inglês. Aprenda mais que o básico. Saiba o suficiente para manter um diálogo na sua área. Procure cursos de pós-graduação na sua área e se inscreva no processo seletivo das Universidades, por você mesmo, entrando em contato com os professores que você queira trabalhar, ou através de alguém do Brasil (seus atuais professores/orientadores) ou através da Capes/CNPq.

A vida de imigrantes ilegais aqui é muito sofrida, e toda a coisa boa que vocês escutam/veem sobre os EUA NÃO é verdade para ilegais. Ilegais moram em casas minúsculas, dividindo com outras pessoas e às vezes, outras famílias. Vivem com medo da polícia e deportação.

Planos de saúde: Nos EUA não existe serviço público de saúde. Tudo aqui é privado. Imigrantes ilegais (isto é, pessoas sem visto ou com visto de turista, mas que trabalham) não tem direito a plano de saúde (ou qualquer serviço básico). Sem plano de saúde você tem que pagar pela consulta médica, que custa cerca de $1000. Sem consulta médica, você não consegue prescrição de medicamentos. Sem medicamentos, você não se cura de sua doença. Imagine algo besta, como um corte, mas que exige antibióticos. Ou queimaduras. Ou uma fratura no braço. Ou contraceptivo. Ou medicação para pressão alta. Medicamentos com prescrição são caríssimos (mínimo de $100, já tomei medicamentos bestas por mais de $400 – que meu plano cobriu.). Se você não tem plano de saúde, como faz?

Moradia: imigrantes ilegais não podem alugar casas/quartos. Nada com contrato. Daí, você precisa de outro imigrante legal para alugar seu apto para você. Isso acontece com pessoas que tem famílias aqui. Quem não tem família, se submete a alugar casas de outras pessoas, normalmente dividindo casas com outras pessoas ou mesmo outras famílias.

Conta bancária: não pode abrir. Tem que ficar com o dinheiro que você ganha guardado embaixo do colchão.

Compras: sem conta bancária você não pode ter cartão de crédito. Sem cartão de crédito, você só pode comprar coisas a vista. Vai ser difícil juntar $1000 p/ comprar uma TV.

Escolas: imigrantes ilegais com menos de 18 anos (acho) podem estudar, mas é uma situação bem ruim, ter que chegar na escola, matricular vc/seu filho e não poder dar os dados pessoais da pessoa responsável.

Empregos: não importa a sua qualificação, você é ilegal. Empresas sérias não contratam imigrantes ilegais. Normalmente as únicas empresas sérias que contratam ilegais são os restaurantes. Nesse caso, ilegais trabalham como lavadores de prato, ASG, pessoas que limpam as mesas, ou entregadores. Os salários são mínimos e não são o suficiente para sustentar uma família dignamente. Além disso, sem leis trabalhistas, esses empregados trabalham >12h por dia, 7 dias por semana, sem direito a férias.

Aprendendo inglês: por trabalharem MUITO, imigrantes ilegais tem pouco (nenhum) tempo para estudar. Os empregos normalmente não exigem que você fale inglês e as pessoas com quem você eventualmente faz amizade são pessoas que estão na mesma situação que você. Isso tudo faz com que seja difícil para ilegais aprenderem inglês. Não é impossível, mas é bem difícil.

Saudades do Brasil: uma vez ilegal no país, quando você saí, não pode mais voltar. Então, ou segura a saudade do Brasil, ou perde a chance de, quem sabe um dia, vir legalmente para cá.

Resumo: nós ABSOLUTAMENTE não recomendamos vinda de imigrantes ilegais para cá.  Nós não somos ilegais e não conhecemos de perto imigrantes ilegais. Então, por favor, não nos peçam ajuda para isso.

Onde comer em NY: restaurantes na Union Square – o Max Brenner

Max Brenner – cardápio

Aproveitando (ou lidando com) a solidão, fui hoje ao Max Brenner provar o chocolate quente e o brunch do lugar. O Max Brenner é um restaurante  da cidade em que quase todo o cardápio é baseado em chocolate. O nome do restaurante é “Max Brenner, chocolate by the bald man“, algo como “chocolate do careca”, e isso faz com que muita gente chame de lugar do careca, ou variações assim. Mas, o nome é Max Brenner.

Voltando. Hoje aproveitei que Daniel viajou e fui lá provar. Nada melhor do que afogar as mágoas da solidão com uma xícara de chocolate quente e uma comida banhada em chocolate… neam? E lá fui.

Por ser uma casa especializada em chocolates, vocês podem imaginar que o cardápio de chocolate quente é bem grande. Não é gigante, mas eles oferecem uns 8 tipos de chocolate quente, e você pode escolher se quer dark (meio-amargo), milk (ao leite), ou white (branco). Eu pedi o thick Italian hot chocolate ($5.25), com chocolate ao leite, e, de comidinha, panquecas (Illegal chocolate chocolate chocolate pancakes, ~$15).

chocolate quente do Max Brenner

O chocolate quente é super bom. Acho até que senti um pouquinho de leite condensado. Não é tão cremoso quanto eu sonho em encontrar, mas é super chocolático de verdade (e não chocolate em pó). Por $5.25, não é uma pechincha, mas… se você veio até aqui, não vá se minguar por 5 conto.

Panquecas com chocolate

As panquecas são super boas! Eu imaginava que a panqueca teria chocolate na massa… e seria super chocolática, mas não é. Uma ótima surpresa! A massa é crocante por fora e macia por dentro, com raspinhas de chocolate por cima, mas bem pouco. Caldas de chocolate e bananas e pecan caramelizadas. Os vidrinhos são caldas de chocolate ao leite e branco. PENSEM numa coisa maravilhosa! Talvez porque eu estivesse desejando ir nesse lugar a um tempo, talvez porque eu estivesse com fome, ou talvez porque a solidão falou mais algo. Mas, super bom!

Daí, a parte boa (eu acho!): é muita coisa. É muito chocolate quente, muita panqueca para uma pessoa só. Eu comi/bebi metade. Então, por esse preço dá pra dividir pra duas pessoas, mas pode ser que seja pouco. Talvez 2 bebidas + 1 prato ou 1 entradinha + 1 prato, ou 1 salgado + 1 doce.

Max Brenner

Especialmente no inverno, o lugar fica muito cheio, apesar de ser relativamente grande (eu contei umas 30 mesas p/ 2 na parte de baixo… eu chutaria umas 50 mesas no total). Eu recomendo que vocês façam reserva antes de ir. Vocês podem fazer a reserva pelo OpenTable.

Hoje estava bem vazio e consegui uma mesa na hora que cheguei. E tinham muitas mesas vazias. Vi muita gente entrando com crianças, então talvez seja um bom lugar para levar crianças… não muito saudável, mas… 🙂

Avaliação da bodega:

  • Preço: médio (pratos individuais por ~$15, chocolate quente $5.25).
  • Ambiente: grande, acústica meio ruim, mas mesas não tão apertadas.
  • Atendimento: bom
  • Comida: boa.
  • Resumo da ópera: recomendo para quem quer chocolate quente. A comida é boa mas outros lugares pelas redondezas servem comidas melhores.
  • Voltaremos: só para provar os outros chocolates.

Quer conhecer?

Passeios em NY: Downtown, Wall St e Chinatown

Eu acho que só falamos de Chinatown nesse blog uma vez, e foi provavelmente falando mal. Fomos a Chinatown pouquíssimas vezes desde que chegamos aqui e não sabíamos muito o que fazer lá. Hoje, depois de 5 anos morando aqui, conhecemos um pouco mais de Chinatown e resolvemos escrever um post sobre esse bairro tão mal-entendido.

Antes de mais nada, Chinatown não é para qualquer um. Na primeira e única vez que escrevemos sobre Chinatown aqui foi em 2008 (recém-chegados) e eu falei mal do lugar. Não vou retirar o que disse porque meus comentários continuam valendo. Mas agora conseguimos ver outras coisas interessantes por lá. Sim, Chinatown continua meio sujo. Mas isso pode ser explicado por algumas coisas: (1) é uma região mais pobre da cidade; (2) é uma região super-populosa; (3) é cheia de ambulantes; (4) cheia de mercados de comida – incluindo muitos mercados de peixes e carnes, que faz a região feder um pouco. Mas isso não é em toda Chinatown. E, mesmo que fosse, eu continuo com a opinião de que todo mundo deve visitar Chinatown (do mesmo modo que acho que todo mundo tem que ir na Estátua da Liberdade, Empire State Building/Top of the Rock e Times Square). Faz parte da cidade e faz NY ser o que ela é. É uma região bem diferente do resto da cidade e acho que você encontra lugares assim em poucos países do mundo. Nos EUA, por exemplo, Chinatown como a de NY, só em NY (a Chinatown de SF é diferente…).

Então, o que fazer e ver em Chinatown? Você pode chegar a Chinatown de metrô ou caminhando. Fica pertinho do Soho, da Ponte do Brooklyn e do South Street Seaport. Nossa sugestão é começar mais pelo sul de Manhattan. Se vocês já viram ou não querem ver algumas das opções, olhem no mapa a estação de metrô mais próxima da atração que vocês querem ver e comecem a partir daí. O horário são apenas sugestões.

  1. 9:00: Pegue as linhas 4 ou 5 (verde) na direção para a estação Bowling Green;
  2. 9:30: desça na estação Bowling Green, pegue a Broadway e ande em direção ao norte de Manhattan, passando pelo parque Bowling Green;
  3. 9:35: pare para a foto com o Charging Bull (touro de Wall Street);
  4. 9:40: continue na Broadway em direção ao norte, até chegar na igreja Trinity;
  5. 9:45: dobre a esquerda na Wall Street e veja a bolsa de valores de NY (New York Stock Exchange) e a estátua do George Washington;
  6. 10:00: volte para a igreja Trinity;
  7. 10:05: siga na Broadway (norte) e entre no parque Zuccotti (onde estava tendo o Occupy Wall Street);
  8. 10:10: no parque Zuccotti, entre à esquerda na rua Liberty, dobre à direita na rua Trinity e à direita na rua Cortland para passar pela Century 21. A Century 21 é uma loja de departamento gigante, com várias marcas em desconto. É sempre MUITO cheia, mas bem em conta. Eu sugiro que você deixe para comprar aqui num dia que não seja de passeio a pé.
  9. 11:00: saia da Century e dobre à esquerda na Cortland e esquerda novamente para voltar à Broadway em direção ao norte até chegar na Capela St. Paul.
  10. 11:05: A capela St. Paul costumava ter um pequeno memorial do 11 de setembro. É uma capela bem antiga e vale a foto.
  11. 11:20: continue na Broadway norte até chegar ao City Hall. Pausa para descansar nos banquinhos (quem estiver cansado) e tirar mais fotos;
  12. 11:45: saia do City Hall e pegue a rua Centre para o norte (você vai ver a ponte do Brooklyn à esquerda). Siga pela rua Centre, passe pelo parque Foley, entre à esquerda na rua Worth e siga reto até o parque Columbus. Entre à esquerda na rua Mulberry;
  13. 12:00: a rua Mulberry na altura do parque Columbus é cheia de casas funerárias asiáticas (acho que a maioria – talvez todas – é chinesa). Pode não valer foto, mas é curioso/diferente. Entre no parque Columbus. Talve você veja pessoas jogando futebol (no final de semana são times de ligas da cidade… não é pelada de rua), volei, etc. Ainda no parque, você vai ver muitos asiáticos idosos sentados no bancos e muitas vezes cantando ou fazendo Tai Chi. No meio do parque tem um prédio bonito, arquitetura oriental, onde coisas acontecem no final de semana. Não passamos muito por lá então não tenho muitos detalhes. Mas vale o passeio.
  14. 12:15: Ok, hora de descansar novamente. Saia do parque Columbus na rua Bayard com Baxter e siga na Baxter em direção ao norte. Se gostar (e for maior de 21 anos!), passe na Whiskey Tavern. Peça 1 pickleback (por pessoa), 1 cerveja (por pessoa, ou um pitcher p/ 3 ou mais) e uma porção de tater tots (1 porção p/ 2 ou 3 pessoas). Não é almoço, é apenas descanso… relaxe, descanse as pernas, converse, veja as fotos que tirou e reveja a rota. Pickleback é um shot de whiskey aguadinho e um shot de pickled juice. Shot de tequila é muito 2011.
  15. 13:00: Ok, hora de voltar ao passeio. Saia da Whiskey Tavern e continue na rua Baxter em direção ao norte até chegar na rua Canal. Essa é a rua mais muvucada de Chinatown! É muamba e feira pra todo lado! Quando chegar na rua Canal, dobre a esquerda até a rua Centre para ver um prédio charmosinho em arquitetura chinesa (?). Acho que é um o único prédio com essa arquitetura em NY. Vale a foto..
  16. 13:10: Volte pela rua Canal e vá curtindo a muvuquesa da região. Eu não sugiro comprar nada aqui, mas, vale o passeio. Se você for mulher, é normal ser abordada por chinesas tentando convencer você a comprar bolsas “Prada” por lá. Não vá. 🙂 Ninguém vai assaltar você, mas não tem pra que comprar bolsa falsificada. Siga passeando na rua Canal até chegar na rua Mott. Entre a esquerda para continuar na rua Mott Agora, pausa para o almoço no restaurante Shangai Cafe (numero 100 na rua Mott).
  17. 13:45 – Opção 1 para o Almoço: Almoço no Shangai cafe é uma opção para quem está mais disposta a provar coisas novas. Se você souber o que pedir, não vai comer cabeça de galinha ou estrela do mar. Clique aqui e veja nossas dicas do que pedir no Shangai Cafe, lembrando que aqui só aceita dinheiro (cash only).
  18. 13:45 – Opção 2 para o Almoço: Se você não quiser provar o Shangai café, em vez de entrar na Mott, entre na rua Mulberry (também na direção norte) e passei pelo que resta de Little Italy. Quase não existe mais restaurante italiano tradicional/original e dos poucos que restam, 90% são pega-turista (ou seja, comida medíocre e cara). Se você estiver a beira de um desmaio de fome, coma. Se aguentar andar mais um pouco, continue passeando pelo resto de Little Italy até a rua Broome e veja a plaquinha “Welcome to Little Italy”. Continue na Mulberry, direita na rua Kenmare e à esquerda na rua Mott. Aqui, uma opção de almoço é a Parisi Bakery (rua Mott, número 198). Nós nunca comemos aqui, mas pelo que entendi, é um lugar que serve sanduíches frios (tipo pão com bologna, queijo, etc.). Essa é mais uma opção barata de almoço (cerca de $10/pessoa, com bebida).
  19. 13:45 – Opção 3 para  Almoço:  Mas, se você está disposto a gastar um pouco mais e esperar um pouco mais a aproveitar que está na região, prove a pizza da pizzaria Lombardi’s, na esquina da rua Mott com rua Spring. Essa pizzaria se auto-denomina a primeira pizzaria dos EUA. Aqui normalmente tem fila e você pode esperar até 1 hora para conseguir uma mesa, dependendo do dia. De todo modo, é mais fácil conseguir mesa na hora do almoço em dias de semana, então, se você estiver por aqui, vale a pena tentar. Faz tempo que não vamos lá, mas uma pizza (marguerita) grande custa cerca de $20 e serve 2 pessoas, refrigerante custa uns $2 a $3, e bebida alcóolica (acho que vinho e cerveja apenas) é mais caro. Como ainda tem garçon, aqui deve custa uns $20-$30 por pessoa.
  20. 15:00: Se tiver espaço para a sobremesa, prove diferentes tipos de arroz-doce (rice pudding) na Rice to Riches ou frozen yogurt na Pinkberry, ambas na rua Spring.
  21. 15:15: Siga na rua Spring em direção à Broadway (vire à esquerda na Spring quando sair da Lombardi’s). Agora você pode fazer compras ou apenas passear pelo Soho, seguindo norte ou sul na Broadway.

Ok, agora podem dizer que vcs me amam ❤

 

High Line: um parque suspenso

A High Line é um dos parques mais badalados da cidade, até porque é um dos mais recentes: foi aberto em 2009 e, desde então, está sempre lotado de turistas. É um parque diferente dos tradicionais: é construído nos trilhos elevados de uma antiga ferrovia que corria no lado oeste da cidade. No parque (em cima dos trilhos) você tem boas vistas do Rio Hudson e das avenidas 9 e 10. Vale a pena visitar o High Line se você estiver por Chelsea ou passeando pelo Meatpacking District no lado sudoeste da cidade – é de graça e é um passeio relativamente curto, em 30 min você consegue ver tudo. A única coisa negativa é que, por ser tão badalado, vive cheio, as vezes sem lugar pra sentar e descansar. O parque em si não tem lugares pra comprar comida, embora esteja bem perto do Chelsea Market, um dos nossos lugares favoritos para comer na cidade. O parque tem um banheiro público na altura da rua 15.

O “theater” na High Line, por John Dalton

O elevado onde o parque se encontra tem várias entradas, então você pode também fazer somente uma visita parcial (por exemplo, entrando na rua 14 e saindo na rua 23). O site do parque www.thehighline.org tem todas as informações sobre as entradas, os horários de funcionamento, história do parque, etc. Uma última dica: uma das coisas mais bacanas da High Line é a história do parque e do elevado onde ele se encontra. Se você tiver paciência, dê uma lida na história do parque na Wikipedia – uma história de mortes, frozen turkeys e até cowboys. É muito mais legal passear pelo parque imaginando a cidade no começo do século 20 e como as pessoas viam os trilhos naquela época.

Hoje tivemos uma oportunidade fantástica de fazer um passeio pela terceira seção da High Line, que corre do cruzamento da 10a avenida com rua 30 até o cruzamento da 12a avenida com rua 34. Essa seção não só ainda não está aberta ao público como ainda nem foi construída – uma chance legal de ver os trilhos no seu estado “natural”. Abaixo algumas fotos do nosso passeio– muito metal enferrujado, muito mato e uma sensação de estar andando no passado.

Começo dos trilhos, na avenida 12 com rua 34.

O Empire State Building, entre os arbustos da High Line.

Cruzamento de trilhos na nova seção da High Line.

Trilhos da High Line, rio Hudson.

Vista da avenida 11, do topo da High Line.